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Dozulé e a Igreja

REFLEXÃO NA MENSAGEM DE DOZULÉ

QUADRAGÉSIMA OITAVA APARIÇÃO:O JULGAMENTO, A NOVA JERUSALÉM

Sexta feira, 7 de julho de 1978, na capela

A Luz me aparece no lugar do Santíssimo, um pouco mais larga do que de costume. Logo faço o sinal da cruz como Jesus me pedira na vez anterior, e digo:

“Se és satanás, desapareça”.

Logo que fiz o sinal da cruz e disse estas palavras, senti uma paz e uma confiança tomar posse de mim. Jesus então aparece, sorri para mim e me diz:

“Dizei-lhes o que vede”(repito então bem alto o que vejo): “Vejo Jesus sentado(1); diante Dele uma Mesa como o Altar”(mas o altar, o da capela, não estava mais ali; era uma Mesa toda branca, como uma pedra branca. Sobre a Mesa, livros estavam abertos 6 ou 7, não sei exatamente. Depois um outro Livro, também aberto, que Jesus tem em Suas Mãos).

A seguir, diz:

“Quereis ter a gentileza de dizer isto em alta voz?”

Repito cada frase:

“Cuidado, vós todos que tendes ocultado as palavras proféticas que vos têm sido entregues; o Livro que Estou segurando entre Minhas Mãos, é o Livro da Vida(2), que Meu Pai acaba de me conceder o poder de abrir e está nesta Montanha abençoada e Sagrada; lugar que Ele escolheu, que vai se renovar todas as coisas. Aqui vereis a Cidade Santa, a Jerusalém Nova(3).

 E eis que aparecerá a morada de Deus entre vós.

 Mas então bater-se-ão no peito os que lutam e recusam escutar as palavras que pronunciou esta humilde serva. Vós a quem tenho pedido anunciar a Minha Mensagem, vós sois culpados de deixar o mundo na ignorância do que deve acontecer logo. Não vos apoiai sobre a vossa própria razão.

Por que lutais visto que vos dei minha graça dogmática?

 Por piedade, Vos Peço que Me escuteis. Meu Coração transborda de misericórdia”.

Jesus se levanta. A Mesa desaparece. Sorri-me longamente, depois Me diz:

“Dizei ao padre e a todos aqueles que encontrareis o que acabais de ver e de ouvir; lembrar-vos-eis disto o dia todo”

Jesus então desaparece de repente e eu caio de novo nas trevas.

(1)- Julgamento das Nações

(2)“Quem não se achava inscrito no Livro da Vida, foi lançado no lago de fogo” (Ap 20,15)

(3) “Vi que descia do Céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, uma Nova Jerusalém” “Eis a Tenda de Deus com os homens; Ele habitará com eles; eles serão seu povo e Ele, Deus- com eles, será o seu Deus” (Ap 21, 2-3).

OS MISTÉRIOS DO LIVRO DA VIDA

Sexta feira, 6 de outubro de 1978

Como quase todos os dias de aula, conduzindo meus filhos para a escola, vou à capela fazer uma visita à Cristo no tabernáculo. Chego às 9 horas; estou sozinha. Exatamente às 9:15, a Luz me aparece. Pensei ir procurar Irmã Bruno, mas não tive tempo: Jesus me apareceu, com as mãos estendidas para mim, como para me acolher. Ele me disse:

“Fazei o sinal da Cruz”.

Ele me sorri sempre. Depois, junta as mãos, e com um ar triste diz:

“Rezai e fazei penitência sem esmorecer”.

Seu semblante estava sério. Ele diz em segredo para mim:

“Pela terceira vez, Madalena, vos Peço ser Meu apóstolo, cumprindo a tarefa que vos pedi(1). Não temais, sereis odiada por causa de Mim. Mas depois levantar-se-ão filhos da Luz nesta cidade”.

E depois de um silêncio:

“Hoje ainda Me vedes, mas não Me vereis mais, e no entanto continuarei a vos visitar através de Meu Corpo e de Meu Sangue”.

Após uma pausa:

Mas quando esta Cruz for erguida da terra, então me revelareis, pois naquele momento desvendarei às Igrejas os mistérios que estão escritos no Livro da Vida que acaba de ser aberto. Dizei ao bispo o que acabais de ver e de ouvir”.

APOCALIPSE 20, 11-12

“Vi depois uma grande Trono Branco e Aquele que nele se assenta. Vi então os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do Trono, e abriram-se livros. Também foi aberto outro Livro, o da Vida. Os mortos foram então julgados, conforme sua conduta, a partir do que estava escrito nos livros.

E ouvi ainda como que a voz de uma grande multidão. A multidão aclamava:

“Aleluia! O Senhor, nosso Deus, passou a Reinar. Fiquemos alegres e contentes, e demos glória a Deus, porque chegou o tempo das Núpcias do Cordeiro. Sua Esposa já se preparou. Foi lhe dado vestir-se com linho brilhante e puro. (o linho significa as obras justas dos santos)

“Vi também a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, descendo do Céu, de junto de Deus, vestida como noiva enfeitada para o Seu Esposo. Então ouvi uma Voz forte que saia do Trono:

“Esta é a Morada de Deus com os homens. Ele vai morar junto deles. Eles serão o Seu Povo e o Próprio Deus com eles, será o seu Deus. Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram”

CATECISMO

JUIZO FINAL E O CORPO

“A santíssima Igreja romana crê e confessa firmemente que no dia do juízo todos os homens comparecerão com seu próprio corpo diante do tribunal de Cristo para dar contas de seus próprios atos. No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Então, os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será transformado. Então Deus será “Tudo em todos”(1Cor 15,28), na Vida Eterna” CIC 1059-1060

Unidos a Cristo pelo Batismo, os crentes já participam realmente na vida divina de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus”(Cl 3,3). “Ele nos ressuscitou com Cristo e com Ele nos faz sentar nos Céus, em virtude de nossa união com Cristo Jesus”(Ef 2,6). Nutridos com Seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo. Quando ressuscitarmos, no último dia, nós também seremos “manifestados com Ele, cheios de glória” (Cl 3,4) Enquanto aguardam esse dia, o corpo e a alma do crente participam desde já da dignidade de ser “de Cristo”; daí a exigência do respeito para com seu próprio corpo, mas também para com o de outrem, particularmente quando este sofre:

“O corpo, porém, não é para a prostituição, ele é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; irmãos, o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo. Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo Seu poder. Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espirito Santo que mora em vós e que recebestes de Deus? Não pertenceis a vós mesmos. Então, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Cor 6,5,19-20)(CIC 999-1004)

A Ressurreição de todos os mortos, “dos justos e dos injustos”(At 24,15), antecederá o Juízo Final. Este será “a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão Sua Voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de Vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento”(Jo 5,28-29).

Então Cristo “virá em Sua Glória, e todos os Anjos com Ele…e serão reunidas em Sua Presença todas as Nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à Sua direita e os cabritos à Sua esquerda…e irão estes para o castigo eterno, e os justos irão para a Vida Eterna”(Mt 25,31-33,46)

todo o mal que os maus praticam é registrado sem que o saibam. No dia em que “Deus não se calará”(Sl 50,3), voltar-se-á para os maus:

 “Eu havia”, dir-lhes-á, “colocado na terra meus pobrezinhos para vós. Eu, seu Chefe, reinava no Céu à direita do Meu Pai, mas na terra os Meus Membros passavam fome. Se tivésseis dado aos Meus Membros, vosso dom teria chegado até a Cabeça. Quando coloquei meus pobrezinhos na terra, os constituí Meus tesoureiros para recolher vossas boas obras em Meu tesouro; vós, porém, nada depositastes em suas mãos, razão por que nada possuís junto a Mim”(Santo Agostinho)

Não deixar os pobres participar dos próprios bens é rouba-los e tirar-lhe a vida. Nós não detemos nossos bens, mas os deles”(São João Crisóstomo)

Degustastes o Sangue do Senhor e não reconhece sequer o teu irmão. Deus te libertou de todos os teus pecados e te convidou para esta Mesa e tu nem mesmo assim te tornastes mais misericordioso”(São João Crisóstomo)

O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo.

“Quando o Filho do Homem vier em Sua Glória, todas as nações da terra serão reunidas diante Dele, e Ele separará uns dos outros…”(Mt 25,31)

Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de Seu Advento. Por meio de Seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então Sua Palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a Obra da criação e de toda a Economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais Sua Providência terá conduzido tudo para Seu fim último.

O Juízo Final revelará que a Justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por Suas criaturas e que Seu Amor é mais forte que a morte(Ct 8,6).

A Mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens “o tempo favorável, o tempo da salvação”(2Cor 6,2).

O Juízo Final inspira o santo temor de Deus.

Compromete com a Justiça do Reino de Deus.

Anuncia a “bem-aventurada esperança”(Tt 2,13)da Volta do Senhor que “virá para Ser Glorificado na Pessoa de Seus Santos e para Ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram”(2Ts 1,10)(CIC 1038-1041)

No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado. (CIC 1042)

No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado. (CIC 1042)

Que é ressuscitar?

Na morte, que é a separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em Sua Onipotência, restituirá definitivamente a vida INcorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.

Quem ressuscitará?

Todos os homens que morreram: “Os que tiverem feito o bem(sairão) para uma ressurreição de Vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento”(Jo 5,29)

De que maneira?

Cristo ressuscitou com Seu Próprio Corpo:

“Vede as Minhas Mãos e os Meus pés: Sou Eu!” (Lc 24,39)

Mas Ele não voltou a uma vida terrestre.

Da mesma forma, Neletodos ressuscitarão com seu próprio corpo, que têm agora” (DS 801); porém, este corpo será “transfigurado em corpo de glória”, em “corpo espiritual” (1Cor 15,44):

“Mas dirá alguém, como ressuscitam os mortos? Com que corpo voltam?

Insensato! O que semeias não readquire vida a não ser que morra. E o que semeias não é o corpo da futura planta que deve nascer, mas um simples grão de trigo ou de qualquer outra espécie. Semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível. Os mortos ressurgirão incorruptíveis. Com efeito, é necessário que este ser corruptível revista a incorruptibilidade e que este ser mortal revista a imortalidade”(1Cor 15,35-53)

Este “Como” ultrapassa nossa imaginação e nosso entendimento, sendo acessível só na fé.

Quando?

Definitivamente “no último dia” (Jo 6,39-40,44-54; 11,24); “No fim do mundo”.

Com efeito, a ressurreição dos mortos está intimamente associada à Parusia de Cristo:

“Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do Céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4,16)

AS APARIÇÕES DE DOZULÉ: VIGÉSIMA OITAVA APARIÇÃO

Sexta feira, 28 de março de 1975- na igreja paroquial de Dozulé

Volto então na igreja de noite, às 20:30. Havia mais ou menos 50 pessoas reunidas no interior da igreja para participar da celebração da Paixão. De repente, do meu lugar, avisto a Luz, tal como surge antes de cada aparição, não no tabernáculo do altar-mor, mas no fundo da igreja- onde se encontra nesta sexta-feira santa a Eucaristia- em um outro sacrário.

O Senhor apresentou-se como de costume, as mãos estendidas para mim. ajoelhei-me, e ele me disse:

“Dizei isto em alta voz: Por que chorais sobre a morte de Jesus Crucificado, enquanto que hoje Ele está vivo no meio de vós? Chorai antes por aqueles, que hoje, ainda mais do que ontem, o perseguem”

Depois:“Recuai 3 passos, repetireis o que Eu vos ditarei, com os braços em forma de cruz”

Nisto Jesus cruzou as mãos e levantou os olhos para o céu como para rezar; seus olhos estavam sérios e tristes– senti sua tristeza; repeti em voz alta, uma depois da outra, cada frase que me ditava:

“Piedade, meu Deus, para os que te blasfemam. Perdoa-lhes, não sabem o que fazem.

Piedade, meu Deus, para o escândalo do mundo. Livra-os do espírito de satanás.

Piedade, meu Deus, para os que, hoje ainda mais do que ontem, te perseguem; derrama nos corações humanos tua misericórdia”

Jesus então baixou as mãos. Naquele momento, vi uma bola sobre a qual estavam postos seus pés. Ele estendeu as mãos bem alto para a assistência. Da palma de Suas mãos saíam raios: uns brancos, outros vermelhos. Em todo o tempo, o Senhor olhava para os que estavam presentes. Ele me disse:

“Dizei-lhes isto(o que repeti em voz alta): Sabei que Jesus de Nazaré triunfou da morte, que Seu Reino é eterno, e que Ele vem para vencer o mundo e o tempo

OITAVA APARIÇÃO: JESUS ANUNCIA SUA LEI À IGREJA

Terça feira, 12 de junho de 1973, às 19 horas, na capela

Eu estava com as Irmãs do Pensionato São José e o senhor pároco na capela. Acabávamos de rezar o terço e as vésperas; de repente, senti um vento acariciar-me o rosto; pensava que a porta tinha aberto e que isto criava uma corrente com a janelinha, mas não era nada disso. Fui então ter com o senhor Pároco que estava na sua cadeira diante de mim; perguntei-lhe se tinha sentido uma vento, pois isto me parecia meio estranho. Ele respondeu-me que não. Depois, de repente, uma claridade surge no lugar do sacrário, e imediatamente Jesus aparece como na primeira vez que O tinha visto; as mãos estendidas para mim como para me acolher. Era maravilhosamente belo; aquela luz era deslumbrante de beleza. Jesus me disse:

“Tende a bondade de aproximar-vos até aqui”

Me aproximei então bem perto. Jesus me disse:

“Dizei isto em voz alta:”Eu Sou o Primeiro e o Último e o Vivo, e Tudo o que vos foi dado: Eu sou o Amor, a Paz, a Alegria, a Ressurreição e a Vida. Beijai as pessoas aqui presentes por amor e por caridade para com o próximo”

Beijei então as pessoas presentes.

“Tende a bondade de repetir isto:

Attendite, quod in aure auditis, praedicate super tecta. Per te Magdalena civitas Dozulea docorabitur per Sanctam Crucem ET aedificat Sanctuarium Domino in monte jus. Terribilis est lócus iste”

Tradução:

 “Atenção! O que ouvis no ouvido, proclamai-o nos telhados. Por vós, Madalena, a cidade de Dozulé será ornada pela Santa Cruz, e ela edifica um santuário ao Senhor sobre sua montanha. Como é terrível este lugar” (Dedicação de uma igreja, intróito, Gn 28,16).

DOZULÉ- TERRA DE GRAÇA    11/2/2010

JNSR:

Quando eu perguntei a Cristo:

“Senhor, pelo amor que eu Vos tenho, dizei-me, qual é o grande mistério de Dozulé?”

A única resposta que eu tive foi esta:

“Dozulé é a Escada de Jacó”

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

“A Igreja venera a Cruz, cantando: “Salve, ó Cruz, única esperança”. A cruz é o único sacrifício de Cristo, “único mediador entre Deus e os homens”. Fora da Cruz não existe outra escada por onde subir ao Céu”(Santa Rosa de Lima)(CIC 618)

DOZULÉ- TERRA DE GRAÇA    11/2/2010

JESUS:

Reconhecido como o Filho de Deus, a Minha Santa Cruz será então o Sinal bendito de que o antigo Israel Me reconheceu como seu Salvador. E então Eu Mesmo deterei a última luta que fará deste Povo, o Povo eleito definitivamente pelo Deus Supremo, “O Deus de Abrrão, de Isaac e de Jacó”

Então, nessa Paz reencontrada, se verão unidos, os do Antigo Testamento, com os da Cruz, que reconheceram Aquele que era e que vem em Nome de Deus “Y.H.Sh.WH”

O Templo já não estará deserto. A pregação feita aos Judeus, no dia dos Ramos:

Eis que a vossa Casa- o Templo de Y.H.Sh.WH- vai ficar deserto! E Eu vos digo, a partir de agora, não Me vereis mais- a Mim, Y.H.Sh.WH.- ATÉ AO DIA EM QUE IREIS DIZER:

“Bendito seja Aquele que vem no Nome de Y.H.Sh.WH. Ei-lo, Aquele cujo Nome tem um Reino Eterno”

CATECISMO

JESUS E O TEMPLO

“No limiar de Sua Paixão, Jesus, anunciou a ruína do Templo, do qual não restará mais pedra sobre pedra. Há aqui o anúncio de um sinal dos tempos finais que vão ter início com sua própria páscoa. Eis por que sua morte corporal, decretada anuncia a destruição do Templo(destruição) que manifestará a entrada em uma nova era da História da Salvação: “Vem a hora em que nem nesta montanha, nem em Jerusalém adorareis o Pai” (Jo 4,21). (CIC 586)

O Templo prefigura seu próprio mistério. Se anuncia a destruição do Templo, é como manifestação de sua própria morte e da entrada em uma nova era da história da salvação, na qual seu Corpo será o Templo definitivo” (CIC 593)

“Aquilo que nosso espírito, ou seja, a nossa alma, é em relação a nossos membros, assim é o Espirito Santo em relação aos membros de Cristo, ao corpo de Cristo que é a Igreja. O Espirito Santo faz da Igreja “o Templo do Deus Vivo”(2Cor 6,16) (CIC 797)

QUARTA FEIRA SANTA. DISCURSO SOBRE O NOVO TEMPLO

2/4/1947

“Como fareis para edificar o Templo e a cidade?

 Oh! Não sereis vós, mas será Deus que edificará esses lugares novos. Vós teríeis somente que dar-lhe vossa boa vontade. Boa vontade é permanecer em Mim. Viver a minha doutrina é já a boa vontade. Estar unidos à boa vontade. Unidos a Mim, até formardes um só corpo, em cada uma de suas partes e partículas, alimentado pela mesma seiva. Um único edifício, que está apoiado sobre uma única base e conservado unido por uma mística coesão. Mas assim como sem a ajuda do Pai, que Eu vos ensinei a pedir e que Eu pedirei para vós, antes de morrer, vós não poderíeis estar na Caridade, na Verdade, na Vida, isto é, ainda em Mim e Comigo em Deus Pai e em Deus Amor, porque nós somos uma única Divindade, por isso Eu vos digo que tenhais a Deus em vós, para poderdes ser o Templo que não conhecerá fim. Por vós mesmos não o podereis fazer. Se Deus não edifica e não pode edificar onde não pode mais ter a sua morada, inutilmente os homens se agitam para edificar e reedificar.

O Templo novo, a Minha Igreja, surgirá somente quando o coração hospedar a Deus e Ele convosco, como umas pedras vivas, edificará a sua Igreja.

O Templo que Deus procura é aquele que a vossa Fé terá construído em vós, no interior do vosso coração. Esse Templo invisível que Eu, Jesus, procuro, não é construído por mão de homem. É aquele que Eu procuro em cada um de vós. Vós, Meus filhos de Luz, que ides construir Comigo, no sobrenatural invisível, o Grande Santuário da Reconciliação de todos os filhos da Terra.

APOCALIPSE 21,22

“Não vi nenhum templo na cidade, pois o seu templo é o próprio Senhor, o Deus Todo poderoso, o Cordeiro”

O TERCEIRO TEMPLO   18/9/2007

JESUS:

O Terceiro Templo é a própria expressão do Repouso de Deus, depois de ter reunido todos os Seus Filhos. Edificado em todos os espíritos habitados pelo Espirito Santo de Deus, aparecerá no grande Dia de Deus na Terra.

Ele é a Jerusalém Celeste descida ao meio de vós. Este Templo é a Pátria de todos os homens chamados por Deus. É místico com o Amor de Deus. Erguerá os seus muros feitos de Luz e de sons até aos Céus, para introduzir os filhos da Terra na Nova Conceição Virginal, essa mesma de que nasceram todas as almas da Criação Divina, para que os filhos deste tempo se tornem semelhantes ao Filho de Deus.

Este Templo chama as almas à Divindade de Jesus Cristo. Será edificado pelo Espírito de Deus. Este Terceiro Templo, é o próprio Jesus Cristo.

CATECISMO

“Jesus, o Novo Adão, inaugura por Sua concepção virginal, o NOVO NASCIMENTO DOS FILHOS DE ADOÇÃO NO ESPIRITO SANTO pela fé. A participação na VIDA DIVINA não vêm “do sangue nem da vontade da carne, mas de Deus”(Jo 1,13). O acolhimento desta vida é virginal, por ser ela totalmente dada ao homem pelo Espirito.” (CIC 505)

SÃO GREGÓRIO DE NAZIANZO:

“O Filho de Deus aceita a pobreza da minha carne, a fim de me fazer entrar na posse da Sua Divindade”. E diz ainda: “A Imagem divina que eu tinha recebido, eu mesmo a não soube conservar. Eis por que razão o Verbo Se tornou participante da minha carne, devolvendo assim à minha alma a Imagem de Deus e a Salvação… e à minha carne a imortalidade”.

CONTINUAÇÃO

Este Templo de Luz nascerá de todos os vossos espíritos reunidos pelo Espirito Santo de Deus. É o Terceiro Templo, é o vosso Senhor que vem reunir-vos. Não tenhais medo nenhum, que Eu Próprio Me farei conhecer. Vós, fazei-Me amar. Vós sois todos, com Meu Filho Bem-amado, este Templo Santo da Cidade de Deus.

E EIS QUE SE ANUNCIA A 3ªLUZ

27 de Maio de 2007 – Pentecostes

J.N.S.R.:

Nós somos “procedentes” de duas Luzes: A do Primeiro Dia, quando Deus separou a Luz das trevas; foi na manhã do Primeiro Dia (Gn 1, 4-5). Se o homem tivesse nascido antes de JESUS Cristo, não teria nunca podido “ver” o dia do Seu nascimento sem este Primeiro Dia do mundo em que a Luz começou a existir.

E que faria então este corpo com uma alma morta para a Vida em Deus, se a Luz do Cristo Vencedor não tivesse nunca saído desse Túmulo?

 “Não está aqui; ressuscitou!” (Lc 24,6), Ele, a Luz da Vida.

É UMA FESTA SOLENE, É UM DECRETO PERPÉTUO

Terça-Feira, 11 de Março de 1997

JESUS:


Vê a União dos filhos da Cruz.

Este Povo, que festejou a saída do Egito, no dia 14 desse mês, em que eles comiam de pé, esse mês, que será o primeiro mês do ano para o Povo Judeu – e para nós – esse mesmo dia que Deus, Nosso Pai, escolheu para nos fazer sair, também a nós, da escravatura do pecado, pela Santa Cruz Gloriosa, aparecida a Madalena, no dia 28 de Março de 1972, que é também o 14 Nissân do nosso século.
Sim, o vosso pão está sem fermento. Sim, o cordeirinho está sem o seu sangue, mas vem marcar-vos sobre as frontes e nenhuma gota será desperdiçada, porque a Páscoa Judaica é um Sinal memorável para todas as gerações e vós mesmos a festejareis!

A Moisés, Deus diz: “É um decreto perpétuo “.

Deus diz em Dozulé: “Ide todos em procissão à região em que a Cruz Gloriosa apareceu; ide lá arrepender-vos: lá encontrareis a Paz e a Alegria. JESUS pede que seja lá celebrada todos os anos uma Festa solene, neste dia 28 de Março.

 “Notum fecit Dominus a Magdalena Salutare Suum “,o que quer dizer:

“O Senhor fez conhecer por Madalena a Sua Salvação;era, na Igreja de Dozulé, Sexta-Feira Santa, 28 de Março de 1975, do Ano Santo 1975.

Eis, Minha filha, o que Eu te peço que repitas ao Meu Povo, ele que, hoje mesmo, continua a atravessar o deserto árido.

Ireis levantar agora as vossas tendas e atravessar o último rio que vos separa ainda de Mim?

Povo de Deus, Eu Mesmo vos farei atravessar o Jordão e abaterei os muros de Jerico.

Hoje, será pela Minha Cruz que passareis para a outra margem e que os muros cairão…e que os homens se reunirão entre si, para virem, todos reunidos, à Minha Santa Cruz Gloriosa, em que Eu vos espero.

É ainda a Terra Prometida aos vossos pais.

Esta Terra não é a conquista do homem, porque nenhum homem pode ser senhor do que possui, nem em bens terrestres, nem mesmo dos seus próprios filhos, porque tudo Me pertence, tudo vem de Deus e tudo regressa a Deus: Só Deus decide de tudo.
Livrai-vos de deixar seduzir o vosso coração!

Esta Nova Terra, Eu Mesmo a abençôo; mas vós deveis ensinar aos vossos filhos e aos filhos dos vossos filhos o que Deus fez por vós. Esta Promessa, Eu, o Eterno, mantê-la-ei: Eu faço uma Nova Aliança convosco, Povos da Terra. Vós sois os Meus filhos, as estrelas de Abraão, a posteridade dos Crentes. Ninguém pode contá-las. Só Eu conheço o seu número.

Eis a Terra que Eu devia já ter-vos dado; desde a Minha visita a Abraão, debaixo do carvalho de Mambré, ela estava já no Meu Pensamento: posteridade de Abraão, gerações futuras.
Abraão acreditou-Me e obedeceu-Me em tudo, mesmo no sacrifício de Isaac.

 Foi, já ele, o primeiro sacrificado, como o foram Meu Pai e Minha Mãe Santíssima, antes de Mim, Seu Divino Filho.

Sim, Abraão é grande, aos olhos de Deus.

 E é por isso que, hoje, pelas Portas sagradas da Jerusalém Celeste, às doze Portas que têm o nome das doze tribos dos Israelitas, pelos doze Fundamentos da muralha que assentam sobre elas, pelos doze nomes dos Santos Apóstolos do Cordeiro que tem cada um destes fundamentos,

EU PROCLAMO QUE ABRO AS PORTAS DA MINHA NOVA JERUSALÉM!

Esta Cidade, abençoou-a e sagrou-a Meu Pai, e todos os que vierem arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa que é a Porta da Minha Nova Jerusalém, Eu Mesmo os ressuscitarei pelo Espírito de Meu Pai: eles encontrarão nela a Paz e a Alegria (31″ aparição).

É a Aliança de todas as Alianças, a da Minha Nova e Eterna Aliança
com o Meu Povo Purificado e Santificado no Sangue do Cordeiro que vem iluminar com a Sua Santa Glória, a Sua Santa Cruz Gloriosa
.

Deus, Senhor de tudo, é o Templo todo iluminado com a Sua Santa Glória.

A Cruz de Glória é colocada no meio da Sua Nova Jerusalém.

Aos pés da Sua Cruz, JESUS devolverá a Seu Pai a Sua Igreja UNIDA, completamente purificada, o Seu Povo UNIDO, completamente purificado.

A Nova Terra e Novos Céus ver-se-ão quando a Minha Porta se abrir. A Minha Santa Cruz Gloriosa é a Porta do Oitavo Dia; proclamai-o sobre todos os telhados.

CATECISMO

“O Povo originado de Abraão será o depositário da promessa feita aos patriarcas, o povo escolhido, chamado a preparar, um dia, a unidade da Igreja de todos os filhos de Deus. Este povo será a raiz sobre a qual serão enxertados os pagãos tornados crentes” (CIC 60)

“Ainda mais, quando se considera o futuro, o povo de Deus da Antiga Aliança e o novo Povo de Deus tendem para fins análogos: a espera da Vinda(ou da volta) do Messias. No entanto, se espera, do lado dos cristãos, a volta do Messias, morto e ressuscitado, reconhecido como Senhor e Filho de Deus, e do lado dos Hebreus, a Vinda do Messias- cujos traços permanecem encobertos, no fim dos tempos, espera acompanhada do drama da ignorância ou do desconhecimento de Cristo Jesus” (CIC 840)

“Para reunir novamente todos os Seus filhos- que o pecado dispersou e desgarrou, o Pai quis convocar toda a humanidade na Igreja de Seu Filho. A Igreja é o lugar em que a humanidade deve reencontrar sua unidade e sua salvação. Ela é “o mundo reconciliado”. Ela é esse navio que “navega bem neste mundo ao sopro do Espírito Santo, com as velas da Cruz do Senhor plenamente desfraldadas”. Segundo outra imagem pelos Padres da Igreja, ela é figurada pela Arca de Noé, a única que salva do dilúvio.” (CIC 845).

A UNIDADE DO GÊNERO HUMANO E AS ALIANÇAS

Graças à origem comum, o gênero humano forma uma Unidade. Pois Deus “de um só fez toda a raça humana”(At 17,26) Em virtude desta “unidade do gênero humano”, todos os homens estão implicados no pecado de Adão, como todos estão implicados na Justiça de Cristo.

Maravilhosa visão que nos faz contemplar o gênero humano na unidade de sua origem em Deus; na unidade de sua natureza composta igualmente em todos de um corpo material e de uma alma espiritual; na unidade de seu fim imediato e de sua missão no mundo; na unidade de seu habitat: a terra, de cujos bens todos os homens, por direito natural, podem usar para sustentar e desenvolver a vida; na unidade de seu fim sobrenatural: Deus Mesmo, ao qual todos devem tender; na unidade dos meios para atingir este fim; na unidade do seu resgate, realizado em favor de todos por Cristo. Esta Lei de solidariedade humana e de caridade, sem excluir a rica variedade das pessoas, das culturas e dos povos, nos garante que todos os homens são verdadeiramente irmãos.” (Pio XII)

A ALIANÇA COM NOÉ

Desfeita a Unidade do Gênero humano pelo pecado, Deus procura antes de tudo salvar a humanidade passando por cada uma de suas partes.

A Aliança com Noé depois do dilúvio exprime o princípio da Economia divina para com as “nações”, isto é, para com os homens agrupados “segundo seus países, cada um segundo sua língua, e segundo seus clãs” (Gn 10,5) A Aliança com Noé permanece em vigor durante todo o tempo das Nações(Lc 21,24), até a proclamação universal do Evangelho.

A Bíblia venera algumas grandes figuras das “Nações”, tais como “Abel, o justo”, o rei-sacerdote Melqisedeque, figura de Cristo, ou os justos “Noé, Daniel e Jó”.

Assim, a Escritura exprime que grau elevado de santidade podem atingir os que vivem segundo a Aliança de Noé, na expectativa de que Cristo “congregue na Unidade todos os filhos de Deus dispersos” (Jo 11,52)

Para reunir novamente todos os Seus filhos- que o pecado dispersou e desgarrou, o Pai quis convocar toda a humanidade na Igreja de Seu Filho. A Igreja é o lugar em que a humanidade deve reencontrar sua unidade e sua salvação. Ela é “o mundo reconciliado”. Ela é esse navio que “navega bem neste mundo ao sopro do Espírito Santo, com as velas da Cruz do Senhor plenamente desfraldadas”.

Segundo outra imagem pelos Padres da Igreja, ela é figurada pela Arca de Noé, a Unica que salva do dilúvio.” (CIC 845).

A IGREJA NO DESIGNIO DE DEUS (CIC 751-801)

A palavra “Igreja” significa “convocação”.

Designa assembléias do povo(At 19,39), geralmente de caráter religioso.

Ao denominar-se “Igreja” a primeira comunidade dos que criam em Cristo se reconhece herdeira dessa assembléia.

Nela, Deus “convoca” seu Povo de todos os confins da terra.

O termo “kyriaká” do qual deriva “Church”, “Kirche”, significa “a que pertence ao Senhor”.

Na linguagem cristã, a palavra “Igreja” designa a assembléia litúrgica, mas também a comunidade local ou toda a comunidade universal dos crentes.

Esses 3 significados são inseparáveis.

A IGREJA- PREFIGURADA DESDE A ORIGEM DO MUNDO

“O mundo foi criado em vista da Igreja”, diziam os cristãos dos primeiros tempos.

Deus criou o mundo em vista da Comunhão com Sua Vida Divina, Comunhão esta que se realiza pela “convocação” dos homens em Cristo, e esta “convocação” é a Igreja.

A Igreja é a finalidade de todas as coisas(Santo Epifânio)

“e as próprias vicissitudes dolorosas, como a queda dos anjos e o pecado do homem, só foram permitidas por Deus como ocasião e meio para desdobrar toda a força de Seu Braço, toda a medida de amor que Ele queria dar ao mundo; assim como a Vontade de Deus é um ato e se chama mundo, assim também Sua intenção é a salvação dos homens e se chama Igreja. (São Clemente de Alexandria)

Essa renovação misteriosa, que há de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura a chama de “Céus novos e terra nova” (2Pd 3,13). Será a realização definitiva do projeto de Deus de “reunir” sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no Céu e as que estão na terra” (Ef 1,10) Neste “universo novo”, a Jerusalém celeste, Deus terá Sua Morada entre os homens. “Enxugará toda lágrima de seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram! (Ap 21,4)

Para o homem, esta consumação será a realização última da unidade do gênero humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrinante era “como sacramento”.

A missão de Cristo e do Espirito Santo realiza-se na Igreja, Corpo de Cristo e Templo do Espirito Santo. Esta missão conjunta associa a partir de agora os fiéis de Cristo à Sua Comunhão com o Pai no Espirito Santo: o Espirito prepara os homens, antecipa-se a eles por Sua Graça, para atrai-los a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor Ressuscitado, lembra-lhes Sua Palavra, abrindo-lhes o espirito à compreensão de Sua Morte e Ressurreição. Torna-lhes presente o Mistério de Cristo, eminentemente na Eucaristia, a fim de reconciliá-los em Comunhão com Deus, a fim de fazê-los produzir “muito fruto”(Jo 15,5-8)

Assim, a missão da Igreja não é acrescentada à de Cristo e do Espirito Santo, senão que é o Sacramento Dela: por todo o Seu Ser e em todos os Seus membros, a Igreja é enviada a anunciar e testemunhar, atualizar e difundir o Mistério da Comunhão da Santissima Trindade.

Os que estiverem unidos a Cristo, formarão a comunidade dos remidos, a Cidade Santa de Deus (Ap 21,2), “A Esposa do Cordeiro” (Ap 21,9) (CIC 1042-1045)

O MISTÉRIO DA IGREJA

A Igreja está na história, mas ao mesmo tempo a transcende.

É unicamente “com os olhos da fé” que se pode enxergar em Sua realidade visível, ao mesmo tempo, uma realidade espiritual, portadora de vida divina.

Caracteriza-se a Igreja por ser humana e ao mesmo tempo divina, visível, mas ornada de dons invisíveis, operosa na ação e devotada à contemplação; presente no mundo, e no entanto, peregrina. E isso de modo que Nela o humano se ordene ao divino e a Ele se subordine, o visível ao invisível, a ação à contemplação e o presente à Cidade futura, que buscamos”(SC 2)

“Ó humildade! Ó sublimidade! Tabernáculo de Cedar e Santuário de Deus; Morada terrestre e palácio Celeste; casa de barro e sala Régia; Corpo de morte e Templo de Luz; finalmente, desprezo para os soberbos e Esposa de Cristo! És Negra, mas formosa, ó Filha de Jerusalém: ainda que desfigurada pelo labor e pela dor do longo exílio, a beleza Celeste te adorna” (São Bernardo)

ORIGEM, FUNDAÇÃO E MISSÃO DA IGREJA

Para perscrutar o Mistério da Igreja, convém meditar primeiro sobre Sua origem no designio da Santissima Trindade e sobre sua realização progressiva no curso da história.

 

UM PROJETO NASCIDO NO CORAÇÃO DO PAI

“O Pai Eterno, por libérrimo e arcano desígnio de Sua Sabedoria e Bondade, criou todo o universo; decidiu elevar os homens à Comunhão da vida divina”, à qual chama todos os homens em Seu Filho: “Todos os que crêem em Cristo, o Pai quis chama-los a formarem a Santa Igreja”. Esta “família de Deus” se constitui e se realiza gradualmente ao longo das etapas da história humana, segundo as disposições do Pai. Com efeito, “desde a origem do mundo a Igreja foi prefigurada. Foi admiravelmente preparada na história do Povo de Israel e na Antiga Aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela Efusão do Espírito. E no fim dos tempos será gloriosamente consumada”(LG 2)

A IGREJA- PREPARADA NA ANTIGA ALIANÇA

O congraçamento do Povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a Comunhão dos homens com Deus e a dos homens entre si.

A convocação da Igreja é por assim dizer a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado.

A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande Povo(Gn 12,2;15,5-6)

Por sua eleição, Israel deve ser o sinal do congraçamento futuro de todas as nações(Is 2,2-5; Mq 4,1-4)

O Povo originado de Abraão será o depositário da Promessa feita aos patriarcas, o povo escolhido, chamado a preparar, um dia, a unidade da Igreja, de todos os filhos de Deus. Este povo será a raiz sobre a qual serão enxertados os pagãos tornados crentes” (CIC 60)

“A Vinda do Messias glorioso depende, em cada momento da história, de seu reconhecimento por “todo Israel”. Uma parte desse Israel se “endureceu”(Rm 11,25), na incredulidade para com Jesus.

São Paulo diz:

Se a rejeição deles resultou na reconciliação do mundo, o que será o acolhimento deles senão a vida que vem dos mortos?”.

A entrada da “plenitude dos judeus” na salvação messiânica, depois da “plenitude dos pagãos”, dará ao Povo de Deus a possibilidade de chegar “à estatura do Cristo em sua plenitude”(Ef 4,13), na qual “Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28)(CIC 674)

Ainda mais, quando se considera o futuro, o povo de Deus da Antiga Aliança e o novo Povo de Deus tendem para fins análogos: a espera da Vinda(ou da volta) do Messias. No entanto, se espera, do lado dos cristãos, a volta do Messias, morto e ressuscitado, reconhecido como Senhor e Filho de Deus, e do lado dos Hebreus, a Vinda do Messias– cujos traços permanecem encobertos, no fim dos tempos, espera acompanhada do drama da ignorância ou do desconhecimento de Cristo Jesus” (CIC 840)

A Igreja é una, santa, católica e apostólica em sua identidade profunda e última, porque é Nela que já existe e será consumado, no fim dos tempos, o “Reino dos Céus”, “O Reino de Deus”, que veio na Pessoa de Cristo e cresce, misteriosamente, no coração dos que lhe são incorporados, até sua plena manifestação escatológica. Então todos os homens remidos por Ele, tornados Nele “santos e imaculados na presença de Deus e no Amor”, serão reunidos como o único Povo de Deus, “a Esposa do Cordeiro”, “a Cidade Santa descida do Céu, junto de Deus, com a glória de Deus Nela”- a muralha da cidade tinha 12 alicerces, sobre eles estavam os nomes dos 12 Apóstolos do Cordeiro”(Ap 21,14).(CIC 865)

A IGREJA É A ESPOSA DE CRISTO

A Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à Imagem e Semelhança de Deus(Gn 1,26-27) se fecha-se com a visão das “Núpcias do Corderio”(Ap 19,7)

De um extremo a outro, a Escritura fala do casamento e de seu “Mistério”, de sua instituição e do sentido que lhe foi dado por Deus, de sua origem e de seu fim, de suas diversas realizações ao longo da história da salvação, de suas dificuldades provenientes do pecado e de sua renovação “no Senhor”(1Cor 7,39), na Nova Aliança de Cristo e da Igreja(Ef 5,31-32)(CIC 1602)

“Não é bom que o homem esteja só”(Gn 2,18)

A mulher, “carne de sua carne”(Gn 2,23), isto é, igual a ele, bem próxima dele, lhe foi dada por Deus como um “auxílio”(Gn 2,18), representando, assim, “Deus, em Quem está o nosso socorro”(Sl 121,2)

“Por isso um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne”(Gn 2,24).

Que isto significa uma unidade indefectível de suas duas vidas, o Próprio Senhor no-lo mostra lembrando qual foi, “na origem”, o desígnio do Criador(Mt 19,4). “De modo que já não são 2, mas uma só carne”(Mt 19,6)(CIC 1605)

A Aliança nupcial entre Deus e Seu Povo Israel havia preparado a Nova e eterna Aliança na qual o Filho de Deus, encarnando-se e entregando sua vida, uniu-se de certa maneira com toda a humanidade salva por Ele preparando, assim, “as Núpcias do Cordeiro”(Ap 19,7,9)(CIC 1612)

Toda a vida cristã traz a marca do amor esponsal de Cristo e da Igreja.

Já o Batismo, entrada no Povo de Deus, é um Mistério Nupcial: é por assim dizer, o banho das Núpcias(Ef 5,26-27) que precede o Banquete de Núpcias, a Eucaristia.

O Matrimônio cristão se torna, por sua vez, sinal eficaz, Sacramento da Aliança de Cristo e da Igreja. O Matrimônio é um verdadeiro Sacramento da Nova Aliança, pois significa e comunica a Graça. (CIC 1617)

A VIRGINDADE POR CAUSA DO REINO

“Serão levadas ao Rei as virgens que constituem o Seu cortejo. Todas as Suas companheiras serão levadas à Sua Presença, ó Rei, cantando de alegria. Serão consagradas ao Senhor dentro do templo”(Sl 44,15-16)

Cristo é o centro de toda a vida cristã. O vínculo com Ele está em primeiro lugar, na frente de todos os outros vínculos, familiares ou sociais(Lc 14,26; Mc 10,28-31).

Desde o começo da Igreja, houve homens e mulheres que renunciaram ao grande bem do Matrimônio para seguir o Cordeiro onde quer que fosse(Ap 14,4), para ocupar-se com as coisas do Senhor, para procurar agradar-lhe(1Cor 7,32) para ir ao encontro do Esposo que vem (Mt 25,6).

O Próprio Cristo convidou alguns para segui-lo neste modo de vida, cujo modelo continua sendo Ele Mesmo:

“Há eunucos que nasceram assim do ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender compreenda!(Mt 19,12)(CIC 1618)

A virgindade pelo Reino dos Céus é um desdobramento da graça batismal, um poderoso sinal da preeminência do vínculo com Cristo, da ardente expectativa de Seu Regresso, um sinal que também lembra que o Matrimônio é uma realidade da figura deste mundo que passa. (Mc 12,25) (CIC 1619)

Ambos, o Sacramento do Matrimônio e a virgindade pelo Reino de Deus, provêm do Próprio Senhor. É Ele que lhes dá sentido e concede a graça indispensável para vive-los em conformidade com Sua Vontade(Mt 19,3-12). A estima da virgindade por causa do Reino e o sentimento do cristão do casamento são inseparáveis e se ajudam mutuamente:

Denegrir o Matrimônio é ao mesmo tempo minorar a glória da virgindade; elogiá-lo é realçar a admiração que se deve à virgindade…porque, afinal, o que não parece um bem senão em comparação com um mal não pode ser verdadeiramente um bem, mas o que é ainda melhor que bens incontestável é o bem por excelência” (São João Crisóstomo)(CIC 1620)

O Senhor mesmo designou-se como “o noivo”(Mc 2,19).

O Apóstolo apresenta a Igreja e cada fiel, membro do Seu Corpo, como uma Esposa “desposada” com Cristo Senhor, para ser com Ele um só Espírito. Ela é a Esposa imaculada do Cordeiro Imaculado. Associou a Si por uma Aliança eterna e Dela não cessa de cuidar como de Seu próprio Corpo.

Este mistério é grande- eu digo isto com referência a Cristo e à Igreja(Ef 5,31-32). O Senhor mesmo diz no Evangelho:

“Já não sois 2, mas uma só carne”(Mt 19,6)

Como vistes, há de fato duas pessoas diferentes e todavia, elas constituem uma só coisa na união conjugal.

“Na qualidade de Cabeça ele se diz “Esposo”, na qualidade de Corpo se diz “Esposa”(Santo Agostinho)(CIC 796)

A IGREJA- MISTÉRIO DA UNIÃO DOS HOMENS COM DEUS

São Paulo denomina de “grande mistério”(Ef 5,32) a União Esponsal entre Cristo e a Igreja. Por estar Ela unida a Cristo como a Seu Esposo, a Própria Igreja também se torna Mistério(Ef 3,9-11).

Sua estrutura se ordena integralmente à santidade dos membros do Corpo Mistico de Cristo. E a santidade é medida segundo o “grande Mistério” em que a Esposa responde com o dom do amor ao dom do Esposo”(Mulieris dignitatem 27)

“A Igreja…só terá Sua consumação na glória celeste”(LG48) quando do retorno glorioso de Cristo. Até aquele dia, “A Igreja avança em Sua peregrinação por meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”(Santo Agostinho).

Aqui na terra, sabe que está em exílio, longe do Senhor(2Cor 5,6) e aspira ao advento pleno do Reino, “a hora em que Ela será, na Glória, reunida a Seu Rei”(LG 5). A consumação da Igreja e por meio dela, a do mundo, na Glória, não acontecerá sem grandes provações. Só então, “todos os justos, desde Adão, em seguida Abel, o justo, até o último eleito, serão congregados junto do Pai na Igreja universal”(LG 48)

A PROVAÇÃO DERRADEIRA DA IGREJA

Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes(Lc 18,8; Mt 24,12).

A perseguição que acompanha a peregrinação Dela na terra(Lc 21,12) desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da Apostasia da Verdade. A impostura religiosa suprema é a do anti-Cristo, isto é, a de pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de Seu Messias que veio na carne(2Ts 2,4-12). A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá Seu Senhor em Sua Morte e Ressurreição. Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja(Ap 13,8) segundo um progresso ascendente, mas por uma Vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal(Ap 20,7-10) que fará Sua Esposa descer do Céu(Ap 21,2-4). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal assumirá a forma do Juízo final(Ap 20, 12) depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa(2Pd 3, 12-13). No dia do juízo, por ocasião do fim dos tempos, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história.(CIC 675-681)

“Aquele que ajuda uma
obra de evangelização
tem méritos de
evangelizador”

(Papa São Paulo VI)

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