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A Mensagem

A CRUZ GLORIOSA: SINAL DO FILHO DO HOMEM

NOTA:

Esse dossiê que aqui será apresentado, foi publicado pelas Edições Boa Nova de Portugal-Requião, na Revista: Anunciai a Boa Nova.

DOZULÉ- O RETORNO GLORIOSO DO FILHO DE DEUS

PADRE L’HORSET

Foram já publicados diversos relatos sobre aquilo a que se convencionou chamar o fenômeno de Dozulé. A pedido de um certo número de pessoas, desejosas de possuir uma fiel exposição e tendo mesmo em conta que os meus superiores me deixaram livre nesse sentido, decidi publicar o meu testemunho.

Devo antes de mais precisar que o fenômeno vai para além das aparições. Estas iniciaram apenas no dia 28 de março de 1972 e duraram 6 anos.

Mas foram precedidas 2 anos antes, de graças eucarísticas recebidas como um bem misterioso dom feito a Madalena Aumont. Graças de que aliás ela mesma ainda hoje goza(já falecida). Na sequência de uma comunhão que recebeu no dia 12 de abril de 1970 e que marcou ou determinou uma importante reviravolta na sua vida.

Madalena confiou estas graças e aparições aos seus cadernos em número de 7. Eu mesmo, à medida que as aparições se realizavam os reuni num dossiê, com a ajuda das Irmãs religiosas. Acima de tudo, fui durante 2 anos o confidente de Madalena e o seu diretor espiritual.

Depois de 12 de abril de 1970, Madalena Aumont sofreu uma nítida transformação. Como ela mesma conta em seu relato publicado numa entrevista à um jornal:

“Chegamos dia 3 de agosto de 1968 em Dozulé. Tudo estava novo, uma grande e bonita casa. Até que chegou a festa da Páscoa de 1969. Eu não tinha ido mais à missa. Não encontrava tempo e nem desejava mais fazer minha Páscoa. Já era o terceiro ano que não a fazia. Isso me aborrecia um pouco. Não tinha a consciência em paz, minha fé estava muito fraca; quantas vezes admirava aqueles que tinham uma grande fé, os padres, as religiosas, que sacrificavam sua vida para consagrá-la inteiramente ao serviço de Deus. Entretanto, muitas vezes tinha rezado e pedido a Deus que Me desse uma fé maior, alguma prova de sua existência. Era como São Tomé, precisava ver algo de sobrenatural para acreditar; não importava se com isso tinha menos mérito.

À noite, antes de me deitar, examinava o céu estrelado e dizia para mim mesma:

“Tudo isso não pode se fazer por si só, não mais do que a natureza sobre esta terra e tudo o que nela vive”

E invocava o Senhor muitas vezes para me iluminar, pois, sem dúvida, Ele devia existir. E pensava comigo quanto devia ser bom ter uma grande fé em Deus, quanto sentido devia ter a vida, com a fé; de outro modo, por que viver e sofrer, se tudo devia acabar após a morte?

Enfim, alguns dias antes da Páscoa de 1970, desejava realmente fazer naquele ano a minha Páscoa. Iria confessar-me, estava muito envergonhada de mim mesma que há 4 anos não comungava.

Minha mãe me disse:

“Cada ano você diz a mesma coisa, e fica sempre na mesma!”

Na véspera desta confissão, examinei então a fundo a minha consciência e eu invocava o Senhor:

“Senhor, ajudai-me a ter a coragem de dizer tudo e de fazer uma boa confissão”

Então me confessei.

Saindo do confessionário, estava orgulhosa de mim mesma, me sentida aliviada e muito leve.

Chegou então o dia da Páscoa. Estava feliz de ter feito enfim a minha Páscoa, de ter comungado e pedia ao Senhor que me ajudasse para nunca mais ficar tanto tempo sem receber a comunhão; aliás, desejava muito comungar de novo no domingo seguinte, pois acabava de me confessar e depois de uma parada, aguardar a festa de Pentecostes, 50 dias mais tarde. Não seria longo os 50 dias, visto que eu ficara 4 anos sem receber a santa comunhão.

Ao comungar no domingo seguinte, voltando ao meu lugar, antes mesmo de ter tempo de chegar até a minha cadeira para me ajoelhar, aconteceu algo dentro de mim; algo que eu não entendia; me pareceu que meu ser estava diferente. Senti como que um desfalecimento, parecendo que alguma coisa se transformava dentro de mim, algo que nunca percebera durante toda a minha vida. Me sentia como que embriagada, mas embriagada de alegria, de felicidade. Sentia algo de maravilhoso, de inexplicável, como se tivesse descoberto um outro mundo. Mas não me dei conta do que me acontecia; entretanto uma doçura inexplicável me possuía. Isso durou até eu retornar para casa; então voltei ao meu estado normal.

Todos os dias da semana, só pensei nisso; o que podia ter acontecido em mim? não conseguia entender nada. Tinha pressa do domingo seguinte chegar. Era o dia 12 de abril de 1970.

Eu me perguntava se aquilo ia acontecer outra vez. Não era tanto por razão de fé que desejava novamente comungar, mas sobretudo para ver se tudo se repetiria.

O domingo seguinte chegou- o segundo depois da Páscoa: 12 de abril de 1970. Voltei de novo à Missa com os meus filhos. Estava com pressa que chegasse o momento da comunhão; entretanto, não sei porque, estava um pouco preocupada. Será que se reproduzirá em mim a mesma coisa que na comunhão precedente?

Foi a partir daquele momento que toda uma vida nova começou para mim. Acabava de comungar e de repente, como no domingo anterior, fiquei possuída por uma alegria interior; porém desta vez senti uma presença, uma presença não deste mundo, uma presença espiritual. Não havia dúvida, acabava de descobrir a presença de Jesus, a presença do Espírito Santo.

Meu espírito e o Espírito de Jesus encontraram-se; o Espírito Santo estava comigo, em mim. Uma força sobrenatural me possuía.

Sentia-me inteiramente tomada pelo Espírito Santo.

Quão doce era essa presença de Jesus em minha alma! Não entendera o que tinha acontecido a primeira vez. De repente, nesta comunhão, acabava de descobrir a presença de Jesus; de que Jesus estava ali, bem vivo na hóstia consagrada. Me pareceu, naquele exato momento, que o mundo não mais existia, que meu corpo não mais existia. Restava somente Deus em mim, e eu Nele. Que inefável doçura, que maravilhoso tesouro, meu espírito se tinha tornado como aqueles da menina que eu era, no dia da minha primeira comunhão.

Era uma conversão tão súbita, num instante, que não ousava me dizer:

“isto é um milagre!”

A palavra era exagerada para uma pobre criatura como eu, entretanto era a palavra certa: “milagre”.

Mas é possível que o Espírito de Deus aja sobre uma pessoa de 45 anos, tão suja como eu pelo pecado?

Enquanto há tantas jovens almas puras, às quais o Senhor poderia ter dado Sua graça!

Entretanto, isto não é imaginação de minha parte. Eu sabia muito bem o que vinha acontecendo em mim. A graça do Senhor, a presença do Senhor, haviam agido em mim de modo tão repentino, tão maravilhoso! Meu coração, meu espírito estavam repletos de alegria: nada mais do que esta graça do Senhor, depois de uma comunhão, poderia me transformar até esse ponto, num instante.

Quando retornei para casa, estava tão transformada, toda alegre por tudo o que acontecera. Meu espírito transbordava de alegria, uma alegria toda nova, toda divina, que nunca antes experimentara. Já me sentia unida a Cristo, meu espírito e o Seu estavam unidos para sempre.

Desde esse maravilhoso dia, desde esse instante de conversão, não apenas depois da comunhão, mas todos os dias da minha vida, todos os dias da semana, nem um segundo isso saiu do meu espírito. E esta alegria, desde esse dia, sempre a possui interiormente. Senti que Jesus estava sempre presente em mim, comigo. Deixava-me viver como uma criança que não tem preocupação alguma da vida, que é guiada por sua mãe. sentia-me guiada e protegida pelo Espírito Santo.

Este Jesus de amor, a quem nunca havia prestado atenção. Não sou eu que me joguei para ele; foi Ele “Jesus”, foi Jesus do amor que veio primeiramente me encontrar, encher o meu coração de Seu amor e meu espírito por Sua presença real na hóstia consagrada.

Eu não desejava pedir a Jesus seja o que fosse. Ele tinha me dado tudo, Sua presença de Jesus Vivo, Seu amor, numa palavra, Sua Graça. Eu vivia plenamente na alegria. Nem pensava mesmo em agradecer a Deus por uma tal graça. Me deixava simplesmente viver da Graça da qual estava embriagada.

Se soubésseis com quanta fé, no domingo seguinte, participei da Missa, e com que alegria fui receber a comunhão(não havia mais razão para esperar o Pentecostes).

E esta maravilhosa alegria se reproduziu de novo como a vez precedente. A presença de Jesus foi tão sensível que fui outra vez totalmente invadida de alegria, pois este Jesus de Amor estava ali, em mim.

Oh! Como sentia Jesus presente na santa Hóstia! Era tão grande a minha alegria em saber Jesus tão perto de mim, vivo, que em tal momento não pude conter minha lágrimas. Todavia tentava não chorar.

Me perguntava se chorava de alegria ou de vergonha em relação a Jesus, por ter passado tanto anos duvidando da Sua existência. Entretanto, sempre acreditei que chorava de alegria, que eram lágrimas de alegria, de tão feliz que estava. Mas não conseguia dizer o que sentia realmente.

A alegria espiritual não se pode realmente explicar.

Passaram algumas semanas. Eu recebia o Senhor com muito fervor; depois de cada comunhão, sentia a presença de Jesus vivo na santa hóstia. Esta presença era tão doce no meu espírito. Todos os dias de minha vida, esta presença de Jesus se manifestava no momento da comunhão e não saía do meu espírito. Viva plenamente na alegria por Jesus, sem nada lhe pedir e o Senhor nada mais me pedia. Tudo fica transformado se se oferece tudo a Deus cada manhã por “amor a Ele”, que doou sua vida para cada um de nós. Cristo está ressuscitado, bem vivo: todos os dias eu vivo esta ressurreição….Não deixeis nunca passar um dia sem rezar, sem pensar em Jesus, em todos os que sofrem, que choram….a oração nos une a Deus e nos dá a alegria espiritual que nenhum bem material pode substituir…nem a ciência nem a sabedoria humana, nem palavras bonitas que vos possam ser ditas podem abrir o coração de um descrente para Deus. A conversão não é obra do homem, é preciso que Deus o atraia por Seu Espírito. Sem o Espírito Santo, o homem não é nada, não pode nada. É preciso rezar “por amor”, pois sem o Espírito Santo não somos nada. Ele vigia sobre nós sem cessar, dizei-o a todos:

“Deus vigia sobre nós a cada instante e se bem o entendermos, podemos lhe dizer obrigado.”

Somente Deus pode assim transformar o coração do homem, mas para receber as graças do Senhor, é preciso rezar muito com confiança, com fé.

Em meu espírito, tudo canta o louvor do Senhor, as flores, seu perfume, as árvores, o orvalho da manhã, tudo o que existe, tudo o que vive, é o sopro de Deus, pois aqui, nesta terra, tudo canta os louvores do Senhor….outrora eu duvidava da existência de Deus. Minha vida não tinha proveito algum, sombria, 5 filhos para criar, a falta de dinheiro…mas desde esse 12 de abril de 1970, para mim aconteceu a ressurreição do meu espírito, da minha alma. As preocupações materiais sumiram; esta paz interior se eleva acima de tudo o que existe nesta terra…O Céu no fim da nossa vida terrestre…”

Quando regressava da comunhão, eu mesmo lia no seu rosto uma alegria e uma paz tais, de que provavelmente era eu o único a dar-me conta, que via claramente manifesta nela uma Presença invisível.

Dois anos depois, não fiquei de fato surpreendido quando na capela de São José, me entregou, antes de iniciar a missa, um pedaço de papel tirado de um caderno escolar, no qual tinha escrita estas palavras, que ela mesma ouvira, na sua primeira visão da Cruz no dia 28 de março de 1972:

“ECCE CRUCEM DOMINI”

“DAREIS A CONHECER ESTA CRUZ E A CARREGAREIS”

Madalena e eu mantivemos silêncio; ao nosso redor, ninguém duvida de que na manhã do dia 28 de março de 1972, a Cruz tenha aparecido no Céu de Dozulé. Em todo o caso, eu deveria falar no assunto ao Bispo. E fi-lo via hierárquica. Quem recebeu pela primeira vez esta confidência foi o responsável pastoral da zona norte do Auge, de que depende Dozulé. Este irmão no Sacerdócio ouviu-me com atenção e depois confidenciou-me:

“Padre, creio que a esta, irão seguir-se outras aparições. Seja como for, vá; eu no lugar, falaria deste assunto ao Padre Pelcerf”

Este Padre, de fato, era então decano do capítulo e exorcista da diocese. Contactei o Padre Pelcerf. Alguns meses depois e de acordo com ele, apresentei-lhe Madalena Aumont. Foi um encontro simples e reservado. Padre Pelcerf, habituado como está a receber de vez em quando doentes psíquicos com perturbações mais ou menos graves, não tardou em dar-se conta de que o caso de Madalena Aumont não era caso a psicanalisar. E para lhe demonstrar a sua estima e confiança, ofereceu-lhe as Obras de São João da Cruz.

O próprio Padre Perlcerf me tinha dito alguns dias antes:

“Caro Padre, é tempo de falar disto ao Bispo”

Contactei Mons. Badré, habituado a ouvir sempre com muita benevolência relatos de todo tipo de aparições. Mas ele estava já ao corrente deste fenômeno, pois me contou que tinha contactado com o Padre Guyot, para substituir o Padre Pelcerf e acompanhar, por sua vez, o fenômeno de Dozulé. E deste modo, terei seguidamente contatos, tanto com o Bispo como com o Padre Guyot.

Entretanto, as aparições continuavam a ritmo mais acelerado. As primeiras 6 aparições realizaram-se no mesmo lugar, na Haut-butte(alta colina); e em cada uma há uma mensagem.

A primeira Aparição: terça feira 28 de março de 1972

A segunda Aparição: Quarta feira, 8 de novembro de 1972

A terceira Aparição: Quinta feira, 7 de novembro de 1972

A quarta Aparição: terça-feira, 19 de dezembro de 1972

A quinta Aparição: quarta-feira, 20 de dezembro de 1972

A sexta Aparição: quinta feira, 21 de dezembro de 1972

PRIMEIRA APARIÇÃO: A CRUZ DO SENHOR

Terça feira, 28 de março de 1972, às 4:35 da madrugada

Eis a terça-feira da semana santa de 1972.

Meu marido saía para trabalhar às 4:30 da madrugada. Como na véspera e nos dias precedentes, me levantei, desci para fechar a porta que saiu; subi de novo, abri a janela. O céu estava encoberto por densas nuvens que corriam rapidamente do noroeste para o sudeste. Havia uma grande ventania. Olhava o céu, para as nuvens densas que corriam. Me aprontava para rezar a oração à Santíssima Trindade. Ainda não tinha pronunciado a primeira palavra. De repente, avistei ao longe, no horizonte, uma claridade deslumbrante. Ela iluminava todo o horizonte como quando há um relâmpago durante um temporal. Mas, tal claridade permanecia, enquanto que o relâmpago dura apenas um segundo.

Tive medo. Encostei a janela e voltei a me deitar. Cobri meu rosto para não ver nada. Depois de mais ou menos 8 a 10 minutos, me ergui na minha cama. Não havia mais claridade na janela. Então me levantei e voltei para a janela, não havia absolutamente nada.

Pouco depois, novamente, vi algo que se formava no Céu, no lugar onde recém tinha visto aquela claridade. Tudo se formava no mesmo instante, eis como:

A base, os braços, o alto, se formavam juntos, devagar, se juntavam no meio da Cruz.

Quando esta Cruz foi feita, era imensa, maravilhosa, mais brilhante que o dia, muito simples, muito reta. Era impressionante, mas maravilhosamente bela, doce para olhar, e contudo, tinha uma claridade fascinante.

Oh! Como estava bela sobre a pequena colina(Haut-but) em frente de casa, na terça feira 28 de Março entre 4:30 e 4:50 da madrugada! Havia somente a Cruz. Cristo ali não estava. Depois de alguns segundos, ouvi estas 3 palavras:

“ECCE CRUCEM DOMINI”

Estas 3 palavras ecoaram como dentro de uma igreja. Ressoavam, eram sonoras. Me parecia que eram dirigidas ao mundo inteiro e que o nosso globo teria tremido ao som daquela voz grave.

Esta imensa Cruz e esta voz grave no meio da noite eram impressionantes. Fiz então o sinal da cruz. A maravilhosa Cruz estava presente diante de mim, imensa e bela. Oh! Como estava formosa com sua luminosidade! Nunca tinha visto nada de tão bonito e luminoso.

Ouvi depois alguém que falava ao meu lado. Essa voz era tão doce; ser algum nesta terra nunca me falou tão lentamente, tão docemente. Pensei que era Jesus. ouvi:

“Fareis conhecer esta Cruz e a carregareis”

De novo mais alguns segundo e tudo desapareceu de repente.

Foi na quinta feira santa, indo me confessar, que falei ao senhor pároco. Ele insistiu um pouco para saber; 3 dias antes eu lhe havia perguntado o que queria dizer:

“ECCE CRUCEM DOMINI”

Se não tivesse insistido para saber, acho que não lhe teria dito tão cedo. No entanto, ele devia saber. Sem dúvida nenhuma, eram destinadas a ele estas 3 palavras e eu devia dizer tudo. Eu não duvidava de sua discrição. Um padre deve guardar segredo. No entanto, todas as pessoas, acredito eu, deveria tê-lo sabido. O Senhor não se mostrou e não se fez ouvir apenas por uma pessoa. No momento, tinha dito ao padre L’Horset que não falasse com ninguém. Porém, um pouco mais tarde, disse-lhe:

“Deixo o senhor livre para falar com quem ache que seja necessário, mas que não seja revelado o meu nome”

Se não desejava que meu nome fosse revelado não pensei que era por vergonha, por escrúpulo ou por recato. Não. Isso tudo me foi dado por Jesus. não possuo nada por mim mesma, não tenho nenhuma capacidade, nenhum poder, meu nome não é nada. Não se deve olhar para mim em tudo isso. É Deus, Jesus, o Espírito Santo, que é tudo, que pode tudo.

Receio que me olhem na rua como um fenômeno, um ser extraordinário, que mostram com o dedo e digam:

“Foi aquela que viu a Cruz de Jesus, que ouviu suas palavras…”

Eu não sirvo para nada. Sou apenas uma criatura toda simples, por isto não quero que este assunto seja publicado em meu nome que não é nada.

“Fareis conhecer esta Cruz”

Sem dúvida, através de minhas palavras, relembrar às pessoas que encontro:

-que Jesus sofreu para nos salvar, que se lembrem;

-que sua Cruz é um triunfo;

-que sua Cruz é nossa única esperança;

-que sua Cruz deve sempre estar presente em nós, em nossos corações;

-que sua Cruz está sempre levantada em cima do universo.

Ó Cruz querida de Jesus, que foi manchada de sangue para salvar a todos os homens!

Acreditai-me, falarei de Jesus e da Sua Cruz com o coração e com fé. E também:

“A carregareis”

Por vezes é muito difícil carregar a cruz. Isto é, aceitar todas as misérias, todas as tristezas, todas as preocupações, todos os aborrecimentos do dia a dia, todos os sofrimentos. Sim, isto é muito difícil. Mas, quando se tem certeza que Jesus existe, que está vivo, que está ali, em cada momento de nossa vida, que sua presença se faz tanto sentir, isto deve aliviar todas essas misérias, todas essas tristezas, todas essas preocupações, todos esses sofrimentos.

Jesus não sofreu Ele Mesmo por todos nós?

E que sofrimentos agüentou!!! Moral e físico! Ele foi surrado, escarnecido, cuspido no rosto, foi-lhe dado vinagre a beber, e em tão lamentável estado, disse:

“Pai, perdoai-lhes, não sabem o que fazem”

Quem dentre nós teria a coragem, numa semelhante situação, de perdoar a seu carrasco?

Precisava que fosse Jesus a aceitar tantos sofrimentos para salvar a humanidade. Com este pensamento as lágrimas nos viriam aos olhos.

Contudo, quanta gente ignora Jesus, esquece Jesus. Ninguém pensa na Cruz de Jesus, que domina o mundo. Esta imensa Cruz, maravilhosa, resplandescente de luz que aparece no horizonte. Todos nós deveríamos tremer frente à um tão grande espetáculo. Tudo o que existe aqui nesta terra, não é nada, comparado com o que vi e ouvi naquela manhã de 28 de março às 4:35 da madrugada.

SEGUNDA APARIÇÃO: O TEMPO DE SALVAR

Quarta feira, 8 de novembro de 1972, 4:35 da manhã

Durante a semana da segunda feira 6 de novembro, meu marido trabalhava pela manhã, às 4:30. Nessa hora, eu não deixava de agradecer a Deus, colocando-me à janela, os braços em forma de cruz, em frente do lugar onde tinha visto aquela maravilhosa Cruz.

Aliás, pensava nunca mais revê-La.

Na quarta feira, dia 8, me coloquei à janela com os braços em forma de cruz. Alguns minutos depois, enquanto estava nesta posição, aquela Cruz maravilhosa formou-se novamente na minha frente, como na vez anterior. As 4 extremidades da Cruz se formavam aproximando-se para o meio.

Alguns segundos depois, ouvi isto:

“Penitência, penitência”.

Outros segundos mais tarde:

“É tempo de salvar todos esses pecadores que não amam a Jesus”

(enquanto estava gelada de admiração, recebi um segredo a respeito de uma ameaça próxima para a humanidade). A voz me falava suavemente, e parecia muito triste.

A Cruz é maravilhosamente bela, de uma claridade, de uma limpidez às quais nenhuma luz daqui da terra pode ser comparada, nem a luz do sol, nem a luz elétrica por mais bonita que seja.

Esta luz celeste não ofende as vistas, deslumbra apenas o espírito. Quando ela me deixa, me torno muito triste. Sinto-me como que nas trevas, mesmo com um tempo ensolarado.

Desejaria morrer para encontrar-me nessa luz do Senhor, a fim de contemplá-la para sempre.

Senhor Cônego, vós que lereis estas mensagens, pregai a penitência a todos os que de vós se aproximarem, e dizei a todos aqueles que têm fé que façam penitência, para salvar todos esses pecadores que não amam a Jesus, que nunca tiveram um olhar para Jesus, que só vêem as coisas superficiais- o dinheiro, o luxo, o bem-estar. Dizei-lhes que façam penitência, para salvar toda essa gente que não tem coração, nem caridade. O mundo está tão perturbado pelos avanços do progresso que se esquece do Criador: Deus.

No entanto, é pela Cruz que Jesus veio nos libertar do pecado. Em breve, pela Cruz que vi com os meus próprios olhos, Jesus virá para salvar o mundo. É por esta Cruz gloriosa que virá o fim de todas as tristezas, de todos os sofrimentos, de todas as misérias. Então será o fim, será a paz, a felicidade imensa. Descobriremos todas as maravilhas de Deus na luz celeste que não terá fim.

Mas para alcançar todas estas maravilhas que Deus nos anunciou, é preciso converter-se, é tempo de fazer penitência, penitência.

Me perguntava como ia contar ao senhor pároco tudo o que tinha acontecido. Como ia acreditar em mim, visto que, desta vez, não havia mensagem para ele?

Mas estou certa que é a Providência que tem agido e visto que Deus me dissera aquilo, era preciso que o padre L’Horset o soubesse.

Fui à Missa como de costume, naquela manhã de quarta feira, e quando saí da pequena capela do pensionato São José, o senhor pároco também saiu, coisa que nunca faz depois da Missa.

Ele me perguntou: “Por que estais triste?”

Fiquei a pensar como percebera que eu estava triste.

A cruz que vejo é tão imponente, tão maravilhosa, tão impressionante, que depois não consigo deter os meus prantos e tampouco dormir.

O Senhor pároco leu isto em meu semblante. Mas não lhe disse logo, aliás, eu estava com pressa de voltar para casa e dar o café da manhã a meus filhos e à minha mãe- que é aleijada- para em seguida ir dar catequese, às 9:30 horas.

Fui encontrá-lo no dia seguinte para lhe dizer tudo. Sei que o senhor pároco não duvida de minha palavra. Eu mesma, se não tivesse vendo essa maravilhosa Cruz, me perguntaria se tudo não seria um pesadelo, uma ilusão, um sonho. Mas, não, eu sei muito bem que a Cruz está presente, pois o que não engana, são as palavras tão distintas, tão doces: é a palavra de Jesus, a palavra de Deus.

TERCEIRA APARIÇÃO: A CRUZ GLORIOSA

Quinta feira, 7 de dezembro de 1972 às 4:35

Vi outra vez a Cruz maravilhosa se erguendo no céu, do mesmo modo como nas duas vezes precedentes, à mesma hora e exatamente no mesmo lugar. Logo que a mesma foi formada, ouvi:

“AUVIDI VOCEM DE CAELO DICENTEM MIHI(2)….dizei ao padre que faça erguer nesta lugar a Cruz Gloriosa e ao pé da mesma, um santuário. Todos virão aí arrepender-se e encontrar a paz e a alegria.

(2) “Ouvi uma voz do céu que me dizia…” (Ap 10,4)

QUARTA APARIÇÃO: A CRUZ GLORIOSA 7 VEZES

Terça feira, 19 de dezembro de 1972, às 4:35 da manhã

A maravilhosa Cruz apareceu-me novamente, e eu ouvi:

“Vereis esta Cruz ainda 3 vezes”

QUINTA APARIÇÃO: A CRUZ GLORIOSA E JERUSALÉM

Quarta feira, 20 de dezembro de 1972, às 4:35

Como na véspera, vi a Cruz do mesmo modo que das vezes anteriores, à mesma hora, no mesmo lugar e de novo ouvi:

“Dizei ao padre que a Cruz Gloriosa, erguida nesta lugar, seja comparável a Jerusalém”

SEXTA APARIÇÃO: O TERÇO NA DIVISA DE DOZULÉ

Quinta feira, 21 de dezembro, às 4:35

Terceiro dia seguido que a Cruz me aparece no mesmo lugar, à mesma hora, do mesmo modo. Enquanto estava, como das outras vezes, com os braços em forma de cruz, ouvi uma doce voz parecendo estar ao meu lado:

“Teríeis a bondade de dizer à Cúria que o padre não deve deixar sua paróquia antes do cumprimento da tarefa que lhe está pedida? Encontrai 3 pessoas e recitai juntas o terço para a elevação da Cruz Gloriosa, aqui, na divisa de Dozulé(3)

(3) Foi a partir deste dia que as Irmãs B e M. recitaram o terço com o padre na capela trancada à chave e foram avisadas das aparições. Cristo desejava uma oração pública em cima da alta-Colina das aparições da Cruz, a fim de que a mensagem fosse dada sem esperar mais à humanidade.

SÉTIMA APARIÇÃO: A CRUZ, CRISTO APARECE

Quarta feira, 27 de dezembro de 1972, 19 horas, festa de São João, o apóstolo

Restava-me então ainda uma vez para ver esta Cruz; estava ansiosa que chegasse a semana de primeiro de janeiro, quando meu marido sairia às 4:30 da manhã, para de novo me colocar com os braços em forma de cruz e aguardar talvez na tal semana uma última aparição.

Fui encontra o senhor pároco quarta feira de noite. A diretora do Pensionato São José, Irmã B, me pedira para preparar a igreja para um casamento que devia acontecer no sábado seguinte.

Fui então à sacristia na tarde da quarta feira 27, com o senhor pároco. Era exatamente 19 horas. Aguardava diante da porta da sacristia, enquanto ele a trancava. Naquele momento, a Cruz apareceu na minha frente, como de costume. Alguns instantes mais e ao pé da Cruz, formou-se uma nuvem oval servindo de pedestal. A cruz sumiu. Uma forma humana tomou seu lugar; os pés pousando sobre a nuvem.

Nunca vi nada tão bonito. Sua cabeça estava inclinada e suas mãos estendidas para mim, como para me acolher. Ouvi uma voz muito suave que me dizia:

“Não tenhais medo, Eu Sou Jesus de Nazaré, o Filho do Homem ressuscitado”

Alguns segundos depois, a mesma voz me disse:

“Tende a bondade de repetir isto: Ó SORTE NUPTA PROSPERA MAGDALENA ANNUNTIATE VIRTUTES EJUS QUI VOS DE TENEBRIS VOCAVIT IN ADMIRABILE LUMEM SUUM”(4)

(4) Tradução: “Ó Madalena, que uma sorte feliz tornou esposa! Anunciai as maravilhas que vos chamou das trevas para Sua admirável luz”.

Pude admirar ainda por alguns instantes tal maravilha, depois tudo desapareceu subitamente. Me parecia reencontrar-me nas trevas. Se soubésseis como meu coração está cheio de amor por Jesus que se dignou me visitar, a mim, pobre criatura indigna! Até o meu último dia nesta terra, ficarei deslumbrada com aquela maravilhosa visão- a presença de Jesus naquela tarde de 27 de dezembro.

Me resta apenas um desejo: revê-Lo; rever Jesus de Nazaré, o Filho do Homem ressuscitado. Me seria doce morrer em tal momento. Ele tinha as mãos abertas como para me acolher, mas isso durou tão pouco tempo.

Desejaria que tudo parasse, que o tempo parasse, que não existisse mais tempo, a fim de que todas as pessoas pudesse vê-lo, como eu o vi. Queria poder contemplá-lo para sempre no seu esplendor, contemplar aquela Luz maravilhosa, aquele Jesus cheio de amor e de doçura, de bondade, resplandecente de luz.

Que maravilhosa beleza, que luz límpida, que tesouro, que grandeza, meu olhos viram no dia 27 de dezembro! Que alegria, que prazer teremos nós, quando pudermos contemplar Jesus por toda a eternidade.

Se o mundo soubesse, se o mundo tivesse visto, se o mundo visse! E o mundo verá, um dia não muito distante. Naquele dia, toda a face da terra ficará num encanto total, vendo: “Jesus de Nazaré, o Filho do Homem”, resplandecente de luz, como o vi com os meus próprios olhos, vindo numa nuvem em toda a sua grandeza. Sim, todos o verão, é por isso que é tempo de conversão. É tempo de levantar a cabeça.

Quando uma alma vê um raio de luz divina, deseja morrer para contemplá-la eternamente. Pude admirar esta maravilha até poucos instantes, e tudo sumiu de súbito.

Nesta 6 Aparições, Madalena está sozinha. Faz-me o seu relato no próprio dia ou alguns dias mais tarde; tenho confiança na sua sinceridade e na exatidão do seu relatório.

Na sexta Aparição, a Voz diz-lhe:

“Procura 3 pessoas e rezai juntos o rosário pela construção da Cruz Gloriosa. Aqui, nos confins do território de Dozulé”

Com a autorização de Monsenhor, encontro-me com as 3 religiosas da Escola de São José. Informo-as das aparições e convido-as a fazerem parte do pequeno grupo de oração. E assim nos encontramos todas as noites na capela, as irmãs e eu, para rezar o santo rosário.

PRIMEIRA APARIÇÃO A QUE ME FOI DADO ASSISTIR

Deste modo, lentamente, o fenômeno ia saindo do silêncio em que eu e Madalena o tínhamos guardado durante alguns meses. O próprio fenômeno está mesmo para abandonar a Alta colina. No dia 27 de dezembro de 1972, às 19 horas, à saída da Igreja, em que Madalena havia acabado de ornamentar o Altar para um casamento que se iria celebrar no Sábado seguinte, a mesma Madalena avista a Cruz, por cima da Igreja, bem mais alto, no Céu e mais pequena que a das aparições anteriores. Ela mesma precisará:

“Na direção de Lisieux”

Informa-me imediatamente e aponta com o dedo na direção da Aparição.

“Senhor Padre, olhe a Cruz!”

Eu olho e respondo-lhe:

“Não vejo nada”

Mas Madalena já não me ouve, põe-se lentamente de joelhos, dirige o seu olhar para o Céu, inteiramente absorvida pela sua visão. O seu rosto está verdadeira-mente transfigurado. Está em êxtase. E é a primeira vez que eu vejo uma pessoa em êxtase. Também aqui posso testemunhar que no rosto de Madalena Aumont se reflete a Presença invisível.

Pego num lápis e na minha agenda, pronto para escrever, se necessário as palavras que viria a ouvir da boca de Madalena, e eis que passados uns 2 minutos, daquela que está em êxtase, imóvel, de improviso, ouço pronunciar, com uma voz bem distinta e sem hesitação:

“Ó SORTE NUPTA PROSPERA, MAGDALENA. ANNUNTIATE EIUS QUI VOS DE TENEBRIS VOCAVIT IN ADMIRABILE LUMEN SUUM”

Convidada a seguir-me para o presbitério, ela própria me precisará detalhes desta visão. Dela farei eu mesmo um relato mais pormenorizado no capítulo dedicado as aparições.

ENCONTRO COM JEAN GUITTON

Tinha lido de Jean Guitton, uma obra de caráter apologético:

“Crítica religiosa” e um opúsculo “Rue du Bac ou a superstição ultrapassada”.

O autor tratava nesta última obra, das aparições de Nossa Senhora a Catarina Labouré, em 1830, e partindo deste estudo, fazia uma síntese das aparições marianas do séc. XX. Tinha também escrito um livro sobre Catarina Emmerich; em suma, interessava-se pelos místicos. Perguntei ao Padre Badré se me seria possível ter um encontro com Jean Guitton, a fim de lhe submeter o caso de Madalena Aumont. Respondeu que não via nisso obstáculo algum. E acrescentou:

“Tenho apenas que lhe observar que Jean Guitton é um filósofo cristão, mas não teólogo”

O escritor, professor de renome, deu-me a honra de acolher a minha visita e fixou-me a data. No dia indicado recebeu-me com muita amabilidade. O encontro foi cordial e cheio de simpatia. Falei-lhe dos acontecimentos de Dozulé e deixei-lhe um dossiê sobre as aparições. Agradeceu-me a confiança que nós, eu e o Bispo, depositávamos nele.

“Tenho notado, diz-me Jean Guitton, que muitos dos fenômenos sobrenaturais deste tipo tardam a ser reconhecidos. Mas bem mais importantes e substanciosos são seus frutos, de que um dia a própria Igreja será chamada a beneficiar. Frutos tanto espirituais como teológicos. Entendo certas aparições como projeção exterior de uma intensa vida interior”.

Uma vez de regresso a Dozulé, reli o seu livro: “Rue du Bac”. E nele tomei nota da citação de um certo Gerard C. que pretende provar como também os cientistas, mesmo e apesar de uma aparente contradição, estão abertos à uma certa mística ou a um certo acesso à mística que ele próprio chamava pré-mística. Em corres-pondência epistolar, perguntei a Jean Guitton quem era esse tal cientista que ele citava na sua obra.

Sem me dar uma resposta, mostrou ao interessado a minha carta e foi assim que Gerard C. veio a saber que em Dozulé havia uma mística.

Gerard era um politécnico, engenheiro da engenharia naval, grande especialista em ótica; cientista de alto nível. Era sobretudo um homem de grande fé. E grande fé porque repassada de grandes provações:

“À saída do politécnico, escreveu-me ele, estive em risco de perder a fé. Na minha angústia, no meu desespero, clamei a Deus: “Meu Deus, se existis, demonstrai-mo. Onde estão esses santos, cuja vida se escreveu? Ao meu redor não vejo senão trevas. Onde está a verdadeira Igreja? E supliquei: “Senhor, fazei-me encontrar santos”. E a partir de 1933, não deixei de encontrar por toda a parte santos maravilhosos””

Conta como graça a um entrelaçar-se de circunstâncias providenciais durante uma missão na Alemanha, pôde encontrar a grande estigmatizada Tereza Neumann:

“Depois disto, acrescenta, vieram as reações em cadeia. Há 30 anos que me sinto levado a encontrar místicos escondidos”

E eis pois, Gerard em Dozulé, onde o recebo no dia 14 de setembro de 1976. No dia seguinte, vê Madalena Aumont e informa-se da Mensagem. Convencido, começa a estuda-la. Para ele, a dimensão da Cruz(738 metros) não oferece problemas técnicos invencíveis. E melhor seria pensar nesse Projeto imediatamente, pois o termo anunciado pelo Senhor, apresenta um caráter de extrema urgência. E por isso ele mesmo elaborou um projeto. Discutimos ambos sobre ele. Este projeto de Gerard, mereceu-me uma certa atenção. Aquilo que mais me interessa é ter um juízo positivo, da parte de um cientista competente. Esta Cruz, que pela sua dimensão pode parecer um desafio à competência humana, revela-se afinal, perfeitamente realizável. Falarei disto mesmo ao Padre Badré, na próxima ocasião.

UMA INICIATIVA INTEMPESTIVA

Mas Gerard era impaciente. Insiste em que eu mesmo sujeite este seu projeto, sem mais delongas, ao meu Bispo. Apesar das minhas reticências, eu entretanto, pensava que monsenhor Badré não estaria ainda disposto a acolher um tal projeto. No dia 3 de fevereiro de 1976 recebia um manuscrito com o título: “Última Mensagem”, em que Gerard expõe as Aparições de Dozulé e descreve os esquemas de uma futura Cruz e o estudo que ele próprio fez deles. Em carta anexa, diz-me  que nesse mesmo dia, havia enviado ao meu Bispo esse mesmo manuscrito.

Fiquei deveras surpreendido com esta iniciativa de Gerard, que me parece imprudente e verdadeiramente despropositada. Telefono imediatamente à Cúria Episcopal, para pedir uma entrevista com o Padre Badré. A entrevista realizou-se e nesse encontro, Padre Badré pede-me explicações sobre a origem do manuscrito. Apesar das minhas explicações, considerando-me responsável por estas indiscrições, nas quais se entrevê uma perigosa divulgação, contrária às suas instruções, decide afastar-me, momentaneamente de Dozulé.

No dia 1 de julho de 1977, chamado a Caen, ali mesmo me encontro com Mons. Badré. Muito amavelmente, disse-me:

“Deveria ficar-me muito grato, se aceitasse ser indicado para pároco de Pont-faricy. É uma boa paróquia, que há 2 anos espera por um sacerdote. Seria acolhido como o messias”

Não conhecia esta aldeia do Bocage Virois; mas pouco importava: o meu único desejo é prestar serviço. Aceito. Tenho a sensação de ter feito um ato de obediência e de assim ter prestado um bom serviço à Mensagem, embora naturalmente me custasse deixar Dozulé.

No mesmo dia em que recebia do Bispo, a minha nova colocação(1/7/1977), na capela de Dozulé, realizava-se uma aparição, que parecia um desmentido do meu proceder. Madalena faz-me o seu relato. Dela falarei detalhadamente no capitulo dedicado às questões discutidas.

NOTA: No dia 21 de dezembro de 1972, Madalena tinha ouvido durante a Sexta aparição: ”Teríeis a bondade de dizer à Cúria, que o padre não deve deixar sua paróquia antes do cumprimento da tarefa que lhe está pedida”.

Em 1 de julho de 1977, o bispo transferiu o pároco de Dozulé para Pont-Farcy, distante 90 km, para parar- imaginava ele- o curso dos acontecimentos. Ora, as mais importantes aparições tiveram lugar em 1978, depois da saída do padre. É preciso sublinhar que o automóvel do padre deixou de funcionar indo para a Cúria, assim como o das religiosas que o foram socorrer.

O padre Queudeville o substituiu e renegou as aparições, às quais nunca assistiu ou acompanhou.

O MEU MINISTÉRIO EM PONT-FARCY

Serei pároco em Pont-Farcy durante 17 anos. Os habitantes desta pequena zona de Bocage Virois irão ignorar, por um longo espaço de tempo, porque circunstancias fui nomeado seu pároco. Mas acabarão por sabe-lo através do canal “France 3”, pelas disposições tomadas pelo Bispo de Bayeux, a respeito dos acontecimentos de Dozulé. Tendo deste modo conhecido a data desses acontecimentos, logo acabaram por conscuvilhar entre si:

“Mas era justamente o nosso pároco que nesses anos era pároco de Dozulé…”

Não me disseram uma palavra e eu apreciei particularmente a sua delicadeza e discrição. Durante todo esse período, recebia cartas e mesmo visitas de pessoas que tantas vezes vinham de muito longe, de todas as regiões da França e mesmo de países diferentes.

“Padre, diziam-me, sabemos que era pároco em Dozulé, no tempo das aparições. Lemos um opúsculo que fala desses acontecimentos e participamos já numa peregrinação a Haut Butt(alta colina). Visitamos Madalena Aumont e ficamos impressionados com a sua fé, com sua obediência à Igreja e mesmo com a sua simplicidade. Tudo nela fala de verdade”.

Respondendo às suas perguntas, dou-lhes sempre a mesma orientação: obediência à Igreja, sem a qual nos expomos à toda espécie de desvios e suas consequências. Estas visitas e a correspondência que delas derivou ofereceram-me excelentes relações e sólidas amizades. Todos esperamos que o dia que se fará luz e venha a ser constituída uma nova comissão de inquérito, que sobre todas as iniciativas tomadas e interpretações feitas, fará uma devida escolha entre o verdadeiro e o falso, entre o bom e o menos bom, que existe forçosamente, sempre que se queira tomar conta de um acontecimento como este e dele se fazer a sua própria história pessoal….juntamente com iniciativas boas, há evidentemente aquelas que são bem infelizes; junto à publicações que simplesmente querem testemunhar a verdade, não faltam as que acrescentam sempre coisas novas ou interpretam sempre as coisas a seu modo e sem discernimento; misturam tudo: o bom grão e a cizânia, fazem tudo isso uma miscelânea e em vez de servir a Mensagem, desacreditam-na. Não nego a boa fé e a coragem de uns e outros, mas faz-me pena e faz pena a todos os verdadeiros amigos da Cruz Gloriosa, que todas as intemperanças da linguagem, as interpretações demasiadamente pessoais, o zelo descontrolado, tenham tornado assim tão suspeito aos olhos das autoridades responsáveis o fenômeno de Dozulé. Todos esperamos, reservando embora o juízo à autoridade competente, que um dia, a Mensagem seja reconhecida e com esta mesma intenção queremos unir-nos numa só oração e caridade fraterna.

Dedico este livro a minha mãe, em filial homenagem.

Minha mãe acompanhou-me nas diversas paróquias a que fui chamado. Depois de 5 anos de vicariato em Santa Tereza de Caen, a exercer o meu ministério como pároco. Acompanhou-me, pois, na minha primeira paróquia, em Tour-em-Bassin, onde estive de 1951 a 1966. Em 1966, fui nomeado para Dozulé. E ali permaneci até 1977. Entretanto, minha mãe morreu no dia 10 de dezembro de 1970. Por conseguinte, não conheceu as Aparições; se as tivesse conhecido e particular-mente a de 27 de Dezembro de 1972, sem dúvida alguma teria feito uma perfeita comparação entre estas aparições e um episódio da sua vida.

Depois de 11 anos em Dozulé, no dia 1 de julho de 1977, deu-se minha mudança para Pont-Farcy. Seguia de longe os acontecimentos de Dozulé. Passam os anos, sei que no dia 7 de julho de 1984 é finalmente constituída uma comissão diocesana há tanto tempo esperada, encarregada de investigar os acontecimentos de Dozulé.

Um dia, sou convocado, para dar o meu testemunho. Seguidamente, a comissão chamará algumas testemunhas mais; todos serão interrogadas. Espero, entretanto, enquanto os dias e meses vão passando, que o inquérito nos transmita as suas conclusões.

No dia 8 de dezembro de 1985, estou no meu escritório e examino cartas que de há muito tempo ficaram amontoadas. Encontro como por acaso, uma carta de minha mãe, datada do período de Tour-em-Bassin. Depois de um ligeiro olhar, apresso-me a mostra-la a minha irmã Maria Luisa, que se encontra na sala de jantar, ocupada na preparação da refeição da noite e a ver televisão.

“Pega nesta carta, digo-lhe eu, e vê se reconheces de quem é!”

“Certamente, responde, é a letra da mamãe”

Antes de a ler, interrompe-me.

Na televisão estão a anunciar que ficaram oficialmente publicada as disposições do Bispo de Bayeux sobre os acontecimentos de Dozulé…olhámo-nos, minha irmã e eu, e com facilidade concluímos: tudo negativo, restava-nos apenas a esperança.

Mas é então que minha irmã lê em voz baixa o conteúdo da carta que eu tinha encontrado e a que tinha dado apenas uma fugitiva olhadela, momento antes:

“Hoje, 2 de dezembro de 1964, esta manhã, pelas 6:30 tive um belo sonho; era tão  belo, que o escrevi, para não esquecer. Vi nosso Senhor Jesus Cristo, que saía de uma nuvem, entre o Céu e a terra. Era belíssimo, de se ficar extasiado, perante a Sua Majestade. Continuava a olhar, e eis que vejo a Cruz, que lhe caia sobre as costas. E nesse momento, acordei! Não foi mais que um sonho, mas este sonho impressionou-me”

Reconhecemos que uma tal coincidência é pelo menos, curiosa. Ambos ficamos convencidos de que é um sinal do Céu:

“Oh! Diz-me minha irmã, é a tua mãe que te diz: “tem confiança, meu filho”

De fato, jamais tive intenção de me servir desta carta para desmentir o meu Bispo e a sua negativa conclusão a respeito de Dozulé. Por outro lado, não considero o seu decreto como uma condenação, sem possível apelo. Na carta datada de 25 de outubro de 1985, como resposta ao relatório que Padre Badré lhe havia enviado, o Cardeal Ratzinger dizia-lhe:

“Conforme é da sua competência, a Congregação para a Doutrina da Fé examinou atentamente estes documentos e aprovou o processo que seguistes, tal como as disposições do vosso decreto. Ao mesmo tempo, como é evidente, não duvida de que acompanhareis também este fenômeno de futuro, com a mesma prudente vigilância e que possais tomar, se necessário, as oportunas medidas que nesta matéria competem à vossa responsabilidade episcopal…”

Pode, pois, esperar-se que um dia, uma nova comissão diocesana, que desta vez tenha em conta as testemunhas autenticas, que a primeira vez não foram consultadas, permita ao nosso Bispo que “acompanhe este fenômeno com a mesma prudente vigilância”.

Fazendo uma vez mais alusão à carta de minha mãe, que por acaso havíamos encontrado no próprio instante em que a televisão anunciava a publicação do decreto episcopal, ouso concluir por meu lado que o acaso não existe e que os acontecimentos são sinais. Esta carta é uma piscadela de olho da providencia. É um sorriso de Deus.

AS APARIÇÕES: 1972-1978

Esclarecimento importante sobre o modo como se desenrolaram as aparições e a redação dos processos verbais. Creio recordar-me de que, em certos relatórios, se diz que Mons. Badré encarregou o Pároco de confiar o relato das aparições a um processo verbal. Não é exato. Os processos verbais foram redigidos e entregues por minha própria iniciativa. Infelizmente, escreveu-se muito, como também se disse e se fez, sem se ter sido acesso à integridade dos documentos originais e sem o necessário discernimento. E isso contribuiu para uma grande e lamentável confusão e para retardar o reconhecimento da Mensagem.

No que se refere às 6 primeiras aparições, depositei confiança na sinceridade das palavras de Madalena Aumont e entreguei, baseando-me no relato que ela própria me fez, aquilo o que por ela foi visto e sentido.

Quanto às demais aparições, eis como se desenrolaram as coisas.

Um certo número de pessoas, entre as quais o sacerdote e as religiosas, participam com Madalena, no tempo que lhes é disponível. Na reza do terço e na adoração do Santíssimo, tal como o pede o mesmo Cristo. É Ele, o Senhor, que toma uma tal iniciativa, Ele e só Ele. Por exemplo:

“Encontra-te com 3 pessoas e rezai o terço”(Aparição de 21/12/1972)

“Tende a bondade de vir aqui todas as primeiras sextas feiras do mês”(12/6/1972)

Depois da missa, exponho o Santíssimo na Capela da escola. As pessoas que o desejam, dirigem-se à capela para a reza do terço ou para a adoração. A noite, por norma, as 19 horas, em dia de Aparição, Madalena vê no lugar no Santíssimo, uma Luz; ela mesma se habituou a anuncia-la assim:

“A Luz”

Madalena aproxima-se do altar e põe de joelhos. Nós acompanhamos o seu comportamento, a sua atitude e ouvimos. Ela contempla, de vez em quando repete em voz alta as palavras que o Senhor lhe dita, em francês ou em latim. E tudo isto dura uns 7 a 8 minutos. Nada daquilo que se desenrola foi programado antecipada-mente.

Termino com a benção do Santíssimo. Durante a benção do Santíssimo, habituamo-nos a rezar, juntos, o terço e a cantar, entre outros versículos ou cânticos, o hino da epístola aos Filipenses, cap 2 vers 6-11.

Imediatamente a seguir, as pessoas deixavam a capela e uma vez saídas, trocavam-se algumas palavras. Madalena continuava na capela, esperando que eu lhe desse um sinal. A meu convite, vinha comigo ao escritório da diretora. E ali, só com ela, pedia-lhe um relato de tudo quanto tinha acontecido.

Descreve-me a Aparição, a atitude, gestos e expressão. Faço de tudo isto um relatório verbal e dou-o à diretora para que fotocopie.

No próprio dia, peço um encontro com o Bispo ou com um seu delegado. O acolhimento será sempre muito fraterno e a escuta atentíssima. O Bispo será juiz, no seguimento a dar aos inquéritos, nas orações a fazer, no trabalho a executar, nas pessoas a contactar e tudo isto acompanhado por conselhos e restrições que em semelhantes casos, se impõem.

TERÇA FEIRA SANTA 28 DE MARÇO DE 1972

Acabei de celebrar a missa, na capela da escola, volto a entrar na sacristia e de repente, vejo abrir-se o cortinado que fecha a sacristia. Apresenta-se Madalena Aumont:

“Senhor Padre, que quer dizer isto?”

Pego no pedaço de papel que me estende e sobre o qual estão escritas essas 3 palavras que ela tentou traduzir:

“ECCE CRUCEM DOMINI” (crucifie dieu)

Peço explicações: que mal que está escrito. Quem o escreveu?

“Eu, senhor Padre, eu ouvi-o. explicar-lhe-ei mais tarde. O que é que quer dizer?”

Dou-lhe a tradução:

“Eis a Cruz do Senhor”

Agradece-me e vai-se imediatamente embora, sem esperar por mais nada. Dois dias depois, a insistência minha, da-me a explicação de tudo isto. Eis o que ela me diz:

Terça- feira de manhã, às 4 e meia, meu marido sai para o trabalho, como todas as manhãs. Fecho-lhe a porta nas costas e volto a subir para o meu quarto. Abro a janela, ao olhar para o céu e para as estrelas, recolho-me mais facilmente, sinto-me mais próxima de Deus. Há vento e nuvens que se aproximam apressadamente. Mas o tempo não está escuro, deve ser a lua. Faço o sinal da cruz e começo a oração, aquela que tinha aprendido no catecismo:

“Trindade Santíssima, um só Deus em 3 Pessoas….”

De repente, percebo, um pouco a minha direita, um clarão deslumbrante no céu, que ilumina o horizonte. Não é um farol, não é um ar de tempestade. Penso num disco voador.  Impressionada, encosto a janela, volto a meter-me na cama, com a cabeça debaixo dos cobertores. Uns 5 a 8 minutos depois, volto a levantar-me e olho para o ponto em que vi a Luz e imediatamente, no mesmo lugar, vejo a formar-se no céu. Aparecem 4 pontos luminosos, dos quais se começam a perfilar linhas luminosas que se juntam no centro. Perante os meus olhos, ergue-se no horizonte uma cruz imensa, luminosa, mais brilhante e mais clara que o dia.

Contemplo um pouco esta maravilha, quando eis que ouço uma voz fortíssima e muito grave que ressoa como se tivesse de ser dita ao mundo inteiro:

“ECCE CRUCEM DOMINI”

Não lhe compreendo o sentido, mas pressinto que é uma Mensagem do Céu. Faço o sinal da cruz. Depois, ao meu lado, ouço uma voz muito doce:

“Dareis conhecer esta Cruz e a carregareis”

Passam ainda alguns segundos, enquanto estou verdadeiramente maravilhada perante esta grande e maravilhosa Cruz.

Depois, subitamente, tudo desapareceu.

Volto a encontrar-me na escuridão. Apressadamente, desci, peguei num caderno escolar que ali estava, sobre a mesa da cozinha, rasguei-lhe um pedaço para vos escrever a toda a pressa, receando esquecer as palavras que ouvi.

Eis pois, o relato de Madalena Aumont, tal como ela me o transmitiu.

Conservei este pedacinho de papel como uma relíquia, a mais preciosa.

E voltemos às circunstâncias deste acontecimento. Por meses, guarda-se absoluto segredo. Nada faz sequer duvidar daquilo que apareceu a Madalena Aumont no dia 28 de março de 1972, no Céu de Dozulé. Madalena Aumont não diz palavra, nem sequer a sua mãe, embora ela fosse a sua confidente e tão pouco a seu marido ou aos filhos. Por meu lado, mantém-se o segredo.

Um dia, recebo a visita do sacerdote vigário episcopal, ao tempo, responsável da zona de Auge Norte.

“Padre L’Horset, haverá seguramente uma sequencia. No vosso lugar, fa-lo-ia saber ao padre Pelcerf”

Padre Pelcerf reside em Bayeux. Penso que não haverá urgência. Esperarei.

Quanto a Madalena, medita no seu coração aquilo que viu e ouviu de um modo particular, pensa nas palavras:

“Fareis conhecer esta Cruz e a carregareis”

Dar a conhecer esta Cruz…a quem dá-la A conhecer? E quem a compreenderá?

Escreve nos seus cadernos:

“Para compreender tudo isto, é necessário viver continuamente com o Espirito Santo em nós. Que o nosso espírito esteja unido ao de Jesus, todos os dias, em cada hora”.

Passam 2 ou 3 meses. Dirijo-me a Bayeux para me encontrar com o Padre Pelcerf. Ponho-o ao corrente da aparição de 28 de março. Ouve-me atentamente. A um certo momento, faço-lhe a pergunta:

“Quer que lhe dê a conhecer a pessoa que teve esta aparição?”

“Com todo gosto” responde.

Fixamos uma data para o encontro no dia combinado. Madalena vem comigo visitar o padre Pelcerf. O encontro desenrola-se num clima de simplicidade cofiante. Padre Pelcerf imediatamente se deu conta de que o caso de Madalena Aumont não era de interesse algum para a psicanálise, mas que a pessoa que ali se encontrava diante dele é de um perfeito equilíbrio, uma privilegiada pela graça. Antes de nos despedir diz:

“Para testemunhar a minha estima e a minha confiança(padre Pelcerf tira um livro de uma estante da sua biblioteca). São as Obras de São João da Cruz. Com esta minha idade, devo saber-me despojar destas coisas. Pegue, Madalena, ofereço-lhe este livro”.

Seguidamente, entre Madalena e Padre Pelcerf fixar-se-á uma correspondência. Num colóquio com o padre, dá-me a conhecer que recebeu uma carta.

Na sua última carta, confia-me, Madalena escreveu-lhe as seguintes palavras que o impressionaram particularmente:

“Não tenha medo da morte” diz, e padre Pelcerf acrescenta:

“Isto vinha bem a propósito. Precisamente nesse momento, pensava insistentemente na morte; via-me cair por terra como uma criança”

Uma das suas últimas palavras a respeito de Madalena Aumont:

“É tempo de falar do assunto ao Bispo”

Algumas semanas mais tarde, soubemos, por um comunicado da cúria episcopal, da morte do padre Pelcerf.

Fins de 1972: segundo o conselho que me deu Padre Pelcerf, passarei a encontrar-me regularmente com Mons. Badré.

QUARTA FEIRA, 8 DE NOVEMBRO DE 1972

Rolando Aumont saiu para o seu trabalho, são as 4 h e 35 da manhã. Madalena voltou a subir para o quarto diante da janela semi fechada, Madalena reza, com os braços em cruz, sem que nada a tenha anunciado. Eis que aparece no céu a Cruz; uma Cruz Luminosa, maravilhosamente bela, diz Madalena, e ela mesma admira esta Cruz. É de uma tal limpidez que nenhuma luz da terra a pode igualar. Madalena ouve, bem próxima de si, uma Voz dulcíssima e triste:

“Penitência, Penitência. É tempo de salvar todos esses pecadores que não amam Jesus”

E neste momento, é lhe confiado um segredo.

De manhã, vem à capela para assistir a missa. Madalena está triste. E esta tristeza lê-se-lhe perfeitamente no rosto.

Depois da missa, aproximo-me dela e pergunto-lhe:

“Porque está assim tão triste?”

Confiante, diz-me então qual a razão da sua tristeza:

A segunda aparição da Cruz e as palavras que A acompanharam. Nos seus cadernos, Madalena precisa:

“A voz que me falava….parecia estar perto de mim. Dulcíssima! E falava-me muito docemente e parecia tão triste. Esta cruz é maravilhosamente bela, de uma clareza e uma limpidez, que nenhuma luz da terra a pode igualar. Esta luz celeste não faz mal aos olhos, deslumbra só o espirito. E quando me deixa, fico muito triste… estou nas trevas…desejaria morrer, para voltar a encontrar-me de novo naquela Luz de Deus, que poderia então contemplar para sempre. A todos vós que ledes estas linhas, fazei penitência, purificai-vos. É tempo de vos voltardes para Jesus. Não digais: “pequei demais”. Não digais: “Tanto pior, veremos!”. Jamais é demasiado tarde para ir a Jesus. Jesus é bom, perdoar-vos-á, mesmo no último momento da vossa vida. Mas não espereis! Que seja hoje, seja imediatamente. É Deus que vo-lo pede. É quase um S.O.S que Deus manda, pois diz:

“É tempo de salvar todos esses pecadores que não amam a Jesus”

QUARTA FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 1972 AS 4H E 35

Madalena Aumont de braços em cruz, faz a sua oração, como todas as manhãs, diante da janela, semi-fechada:

“Santíssima Trindade…..”

No mesmo e bem preciso ponto das outras vezes, a Cruz Luminosa aparece pela terceira vez. Madalena ouve:

“AUDIVI(ela escreve O divi) VOCEM DE CAELO DICENTEM MIHI”

Tradução: “Ouvi uma voz do céu que me dizia”

“Diz aos sacerdotes que façam erguer neste lugar a Cruz Gloriosa e junto dela um Santuário. Todos virão arrepender-se e encontrar a paz e a alegria.”

TERÇA FEIRA, 19 DE DEZEMBRO DE 1972 AS 4H E 35

Aparição da Cruz. Madalena ouve:

“Diz ao sacerdote que a Cruz erguida neste lugar deverá ser comparada a Jerusalém”

Aconteça o que acontecer, pergunto ao Padre Badré:

“Sabe qual é a altura da Basílica do Santo Salvador em Jerusalém?”

“Ignoro-o” responde-me o Padre Badré.

QUINTA FEIRA, 21 DE DEZEMBRO DE 1972 4 H E 35

Aparição da Cruz, acompanhada de uma mensagem da forma de costume:

“Tende a bondade de dizer à cúria que o sacerdote não deve deixar a sua paróquia, antes da realização da missão que lhes foi confiada”(este detalhe da mensagem me surpreende)

Depois:

“Procura 3 pessoas e recitai juntos o terço pela elevação da Cruz Gloriosa, aqui no limite do território de Dozulé”

É então que convido as religiosas da escola a vir todos os dias a rezar o terço na capela, comigo e com Madalena Aumont.

No dia seguinte, avisamos mais 3 pessoas, que virão juntar-se a nós.

QUARTA FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 1972, AS 19 HORAS

Madalena Aumont tinha acabado de ornamentar com flores o altar para um casamento que se iria celebrar no sábado seguinte. Tinha ido com ela à sacristia, para tirar os avisos e pôr à sua disposição vasos de flores que era necessário preparar, para os dispor no altar. Terminado o trabalho, Madalena está pronta para regressar a casa. São 19 horas. Deixamos a sacristia pela porta que dá para o jardim da casa paroquial. Atravessado o limiar da porta, Madalena para de repente; o seu olhar é atraído por algo que vê no Céu.

“Senhor Padre, diz-me, olhe lá para cima!”

Aponta com o dedo para o objeto da sua visão: “A Cruz”

Olho na direção que me indica e respondo-lhe:

“Não vejo nada”

Mas Madalena já não me ouve. Põe-se de joelhos, em silêncio e faz lentamente o sinal da cruz. Olho para ela, imóvel, absorvida pela sua visão. O seu rosto, os seus olhos refletem-lhe a beleza, com uma doce expressão de alegria e de paz.

Madalena está a penetrar num universo de inefável luz. Está em êxtase. É a primeira vez na minha vida que vejo uma pessoa em êxtase.

Pressinto que irá falar e dar um mensagem. Pego num papel e lápis, disposto a escrever o que ouvir. Passam alguns segundos, talvez um minuto, já o não sei, Madalena contempla a sua visão. Vejo-a extática, um pouco pálida, esboça um sorriso cheio de paz. Aquilo que vê deve ser maravilhoso, inefável.

E ei-la a falar. Com voz distinta e sem a mínima hesitação, nem o mínimo erro, pronuncia:

“Ó SORTE NUPTA PROSPERA, MAGDALENA, ANNUNTIATE VIRTUTES EIUS QUIVOS DE TENEBRIS VOCAVIT IN ADMIRABILE LUMEM SUUM”

Passam ainda alguns segundos, que Madalena vive em contemplação. Depois sai do êxtase. Volta ao seu comportamento normal. Olha ao seu redor e regressa às margens que por um pouco havia deixado. Ajudo-a a erguer-se. Sorrindo, dá-se conta de que estou a seu lado.

“Senhor Padre, se soubesse! Vi Jesus. Oh! Se O tivesse visto como eu! O Seu Rosto era cheio de Bondade. Falou-me. É maravilhoso!”

Convido Madalena a seguir-Me para a casa paroquial.

Sentada diante da minha secretária, está ainda completamente emocionada, mas serena e feliz. Nenhuma exaltação. Madalena não será nunca uma pessoa exaltada. E explica:

“Senhor Padre, vi a Cruz Luminosa, como as outras vezes. Mas mais pequena e mais alta, no Céu, por cima da Igreja. Parecia orientada no sentido de Lisieux. Aos pés da Cruz, uma Nuvem ligeiramente arredondada. Depois, a Cruz desapareceu. No seu lugar apareceu, por cima dessa Nuvem, como sobre um pedestal, uma forma humana.

Era maravilhoso; jamais vi nada assim tão belo. Impossível de exprimir. A Sua Cabeça estava ligeiramente inclinada e as Suas Mãos estendidas para mim, como para me acolher. E disse-me(a Sua Voz era dulcíssima):

“Não tenhais medo. Sou Jesus de Nazaré, o Filho do Homem Ressuscitado”

Passaram alguns segundos; eu continuei em contemplação. Depois:

“Tende a bondade de repetir isto”

Madalena pronuncia a frase em latim, de que eu já tinha apanhado rapidamente algumas palavras e que agora completo rapidamente sob seu ditado. Peço-lhe que repitas essas palavra. A um certo ponto, parece hesitar; sugiro-lhe uma ou duas palavras.

“Sim, é assim” diz e retoma as palavras integralmente.

Esta breve hesitação leva-me a compreender que uma vez dada a mensagem, ela pode hesitar, esquecer, uma vez que está já cumprida a sua missão.

Madalena deixa transparecer uma surpresa, quando lhe digo:

“Magdalena, significa Madalena, em latim”

E traduzo-lhe a frase latina que ela tinha ouvido.

Esta aparição e esta mensagem contém em substância, toda a Mensagem de Dozulé. É a Mensagem Pascal. Trata-se de passar das trevas da incredulidade, para admirável luz da fé, para se preparar para passar das trevas deste mundo para a Luz sem fim, quando Cristo regressar em Glória.

Eis o que diz Madalena, nos seus cadernos:

“Continuarei deslumbrada com esta maravilhosa visão, com esta Presença de Jesus, no dia 27 de dezembro, até o último dia da minha vida nesta terra. Teria querido que tudo parasse, que o tempo parasse, que já não houvesse tempo, a fim de todo o mundo e toda a humanidade pudessem vê-Lo como eu vi! Que esplendor os meus olhos viram naquela tarde de 27 de dezembro!…se o mundo soubesse, se o mundo tivesse visto, se o mundo visse!…e um dia, um dia verá… e não estará já longe…nesse dia, toda a face da terra estará num esplendor total, quando virem Jesus de Nazaré, o Filho do Homem, irradiante de Luz, como eu O vi com os meus próprios olhos, vir sobre uma Nuvem, em toda a Sua Grandeza. Sim, toda a gente O verá….por isso é tempo de converter-vos. É tempo de erguer a cabeça: podeis ser salvos. Quando uma alma vê um raio de Luz de Deus, deseja morrer, para continuar a ver essa luz por toda a eternidade”

De uma carta que escreveu mais tarde:

“Estava a meu lado, esse Jesus cheio de amor, que se dignou inclinar-se para mim e falar-me. Sim, eu vi o Seu Doce Rosto, ouvi a Sua Voz. Como era Belo, resplandecente de Luz! Tudo era mais brilhante que o sol…as Suas Mãos estavam estendidas para mim, como para me acolher. O Seu Rosto, cheio de uma infinita doçura. Estava inclinado para mim e esse seu doce Olhar, parecia um pouco triste. Era tão maravilhoso, que é quase impossível descreve-lo. Guardarei até o último fôlego, nesta terra, essa maravilhosa visão, ainda mais bela que todas as outras: Jesus, que vi nesta noite de 27 de dezembro de 1972, as 7 da noite. E o Senhor estava lá, a meu lado, quando vi Jesus…esses 8 ou 10 minutos permanecerão gravados na minha memória para sempre. Sim, Jesus dignou-se visitar-me e falar-me: “Não tenhais medo, Sou Jesus de Nazaré, o Filho do Homem Ressuscitado”. Como teria sido doce para mim morrer, junto de Jesus, e viver com Ele por toda a eternidade!”

Esta aparição marca uma nova reviravolta no desenrolar do conjunto da Mensagem. Até esse momento, aparece apenas a Cruz. Doravante, será Cristo. Contudo, Cristo, no dia 3 de maio de 1974, dir-nos-á:

“A Cruz Gloriosa é Jesus Ressuscitado”

Sexta feira, 3 de maio de 1974, das 17:10 Às 17:25

A Luz aparece e depois Jesus se apresenta com as mãos estendidas para mim, para me acolher; Sorri. Fico tão feliz, ficaria indefinidamente em Sua presença. Ele diz:

“Dizei em alta voz: “Dizei ao padre que vos visito pela décima sétima vez*, pois a Cruz Gloriosa é também Jesus Ressuscitado”

Comentário do Padre L’Horset:

E de fato, na presente aparição, é como se fossem duas visões sucessivas: a da Cruz e depois a de Cristo. O próprio pedestal: a nuvem oval, serve de suporte. Antes, para a Cruz e depois para a forma humana, que manifesta a Presença de Cristo Glorioso como o direito e o reverso da mesma medalha.

Importante esta aparição e também por uma outra razão: O testemunho.

As 6 primeiras aparições desenrolaram-se apenas diante de Madalena.

Aqui, eu próprio o vi Madalena em êxtase. Jesus vai dizer a Madalena:

Sexta feira, 14 de março de 1975- 15 horas

“Perseverai, Madalena, na oração, no jejum e na abstinência. Perseverai sem temer as zombarias e as maledicências que vão se levantar contra vós, pois poucos tem fé nas palavras que têm saído de vossa boca, mas o padre pode testemunhar que sobre o vosso rosto se reflete a Presença Invisível.”

Ainda importante essa sétima aparição, pelo seu caráter escatológico, que recorda e torna atual a profecia de Jesus sobre o Seu Regresso Glorioso e lhe confere uma nota de extrema urgência:

“Vereis o Filho do Homem vir na Glória sobre as nuvens do Céu”(Lc 21,27)

TERÇA FEIRA, 12 DE JUNHO DE 1973 CAPELA DE SÃO JOSÉ AS 18:55

Comigo, estão presentes a Irmã B. e a Irmã M.

Terminamos a Oração do terço. Madalena sente como que um ligeiro vento tocar-lhe o rosto ao de leve. Dominada pela curiosidade, volta-se para mim e pergunta-me se também eu tinha sentido aquela corrente de ar.

“não, respondo eu, por outro lado, a janela está fechada”

Madalena pensa que se trate de um aviso, para anunciar que algo está para acontecer. De fato, no lugar do sacrário, vê aparecer a Luz; depois a Luz desaparece e aparece Jesus, como na vez anterior, com as mãos abertas, estendidas para Madalena, como para acolhê-la. Jesus diz-lhe:

“Tem a bondade de te aproximar até aqui”

Madalena avança para Ele. Jesus diz:

“Diz isto em alta voz”

(este preambulo anuncia sempre uma Mensagem)

Jesus dita docemente, palavra por palavra e Madalena repete:

“Eu Sou o Primeiro e o Último, e o Vivo. Tudo aquilo que vos foi dado Eu Mesmo o Sou: Sou a Paz, o Amor, a Alegria, a Ressurreição e a Vida”

Jesus diz(apenas para ela)

“Beijai as pessoas aqui presentes, por amor e por caridade para com o próximo”

Coisa que Madalena faz. Depois:

“Tem a bondade de repetir isto”

(Fórmula que anuncia uma mensagem em latim)

“ATTENDITE: QUOD IN AURE AUDITIS, PRAEDICATE SUPER TECTA. PER TE, MAGDALENA, CIVITAS DOZULEAEA DECORABITUR PER SANCTAM CRUCEM. AEDIFICA SANCTUARUM DOMINO IN MONTE EIUS. TERRIBILIS EST LOCUS ISTE”

TRADUÇÃO:

“Atenção! Aquilo que ouvis ao ouvido, proclamai-o sobre os telhados. Por ti, Madalena, a cidade de Dozulé será ornada com a Santa Cruz. Edifica um Santuário ao Senhor, no Seu Monte. Este Lugar é terrível”

Jesus diz(apenas para ela)

“Beija a terra 3 vezes, por penitência e por causa da iniquidade”

Coisa que Madalena faz.

“Quando ergui a cabeça, diz Madalena, o olhar de Jesus era triste”

Depois, olha longamente para as 3 pessoas presentes, duas Irmãs religiosas e o padre.

E Jesus diz:

“Diz isto, em alta voz, às pessoas que recitam o terço contigo: “Apressai-vos a anunciar ao mundo aquilo que viste e ouvistes em Meu Nome. Dai a ordem a cúria episcopal de anunciar a Minha Lei com o fim de fazer erguer a Cruz Gloriosa e o Santuário da Reconciliação, no preciso lugar em que Madalena A viu 6 vezes e vinde todos em procissão”

“Depois, diz Madalena, Jesus sorri-me, ergue os braços ao Céu e diz( em alta voz):

“Quando esta Cruz for elevada da terra, atrairei tudo a Mim”

Estende as Mãos para Madalena, como para acolhe-la e diz(só para ela):

“Tende a bondade de vir aqui, todas as primeiras sextas feiras do mês. Eu Mesmo vos visitarei, até a elevação da Cruz Gloriosa”

Madalena:

“Contemplo-O ainda por um instante, depois, tudo desaparece”

SEXTA FEIRA, 6 DE JULHO DE 1973, PRIMEIRA SEXTA FEIRA DO MÊS

Estão presentes comigo a Irmã B. E a senhora Tapin

Madalena, em alta voz, diz:

“A Luz!”

Mas dêmos-lhe a palavra:

“Jesus aparece-me como a outra vez, no lugar do Santíssimo. Estende-me as Mãos como para me acolher. O seu olhar é de uma maravilhosa bondade, o seu sorriso é dulcíssimo. Tudo é difícil de descrever, de belo que é! Jesus sorriu-me longamente, demoradamente. Depois, ergueu a Sua Mão direita, a outra sobre o peito e disse-me:

“Tende a bondade de repetir isto( e nós ouvimos-lhe dizer):

“MISIT DOMINUS MANUM SUAM IT DIXIT MIHI: SPIRITUS DOMINUS DOCEBIT VOS QUAECUMQUE DIXERO VOCABIS”

TRADUÇÃO:

“O SENHOR ESTENDEU A SUA MÃO E DISSE-ME: O ESPIRITO QUE É MESTRE, VOS ENSINARÁ TUDO O QUE EU VOS TIVER DITO”

A seguir, sempre com a Mão direita dirigida para mim e a outra sobre o peito, disse-me:

“Vai dizer à Cúria todas as palavras que Te ditei; e a serva do Senhor terá falado uma língua que lhe é desconhecida”.

Neste momento, eu disse:

“Mas Senhor, eu já não me lembro disso.”

E então Ele disse-me:

“Lembra-te da Minha Palavra. Darás testemunho por causa do Meu Nome e não terás necessidade de te exercitares, para saberes o que terás de dizer, porque Eu estarei contigo”

Esteve ainda um breve instante na mesma posição e desapareceu, depois de se ter elevado um pouco.

SEXTA FEIRA, 7 DE SETEMBRO DE 1973 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

Estão presentes comigo: as 3 Irmãs religiosas, a Madre superiora.

Deixemos falar Madalena:

“Diante do Santíssimo Sacramento exposto, aparece um clarão, quase oval. Eu disse: “Ei-lo!”. No interior deste espaço de luz, o Senhor apareceu-me, da mesma forma que as precedentes, com as mãos abertas e ligeiramente estendidas para mim. Sorriu-me e disse-me:

“Faz a genuflexão e saúda”

Eu fiz. Pus-me de joelhos e disse:

“É maravilhoso Senhor, sou tão feliz”

Sempre a sorrir, disse-me:

“Diz isto em alta voz: “Alegrai-vos, Jesus de Nazaré, o Filho do Homem Ressuscitado está aqui, diante de mim, rodeado de Luz. As Suas Mãos e o Seu Rosto resplandecem como o sol. O Seu Olhar é Amor e Bondade. E eis o que vos diz o Primeiro e o Último e o Vivo a todos vós que disto sois as testemunhas: alegrai-vos como a serva do Senhor, aqui presente, transborda de alegria pela Luz que descobre”.

Um pequeno momento de silêncio. O Senhor sorria-me sempre. Era maravilhoso, e eu própria estava sorridente. Ele disse-me: (Madalena repete muito alto):

“Sede humildes, pacientes, caritativos”

Um outro intervalo. Ele disse-me (para mim)

“Beija a terra 3 vezes, por penitência, pela iniquidade”

(Madalena beija a terra 3 vezes. Todas as pessoas presentes beijaram a terra.)

Quando eu ergui a cabeça, o Seu Olhar era tristíssimo. Olhou-me com muita tristeza. Depois, com esse Mesmo Olhar de tristeza, olhou para as pessoas que estavam presentes. Seguidamente, olhou para longe; o Seu Olhar era triste e grave e para muito longe, como se descobrisse o mundo. Quando vi O Seu Olhar tão triste, as lágrimas correram-me. Perguntei-lhe:

“Porque estais vós tão triste, Senhor?”

“Estou triste pela falta de fé. Por todos os que não amam Meu Pai. Diz isto em alta voz: “Ide todos em procissão à precisa região em que a serva do Senhor viu a Cruz Gloriosa e todos os dias, dizei esta humilde oração, seguida de uma dezena do terço”

Depois Jesus me disse:

“Rezai o terço inteiro, assim como as pessoas que o recitam convosco”

Jesus me ditava a oração, frase por frase, e Seu olhar estava sempre triste e muito distante. Eis a oração que Ele me ditava devagar:

-Piedade, meu Deus, para os que te blasfemam, perdoa-lhes, não sabem o que fazem.

-Piedade, meu Deus, para o escândalo do mundo, livra-os do espírito de satanás.

-Piedade, meu Deus, para os que fogem de ti. Dá-lhes o gosto da Santa Eucaristia.

-Piedade, meu Deus, para os que vierem arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa, que eles encontrem ali paz e a alegria em Deus nosso Salvador.

-Piedade, meu Deus, a fim de que venha o teu Reino, mas salva-os, que ainda é tempo. Porque o tempo está próximo, e eis que Eu venho. Amém. Vem Senhor Jesus.

A seguir, recitei o terço como o Senhor me pedira. Jesus olhou-me tristemente durante todo o tempo do terço. No término, me disse:

“Senhor, derrama sobre o mundo inteiro os tesouros da tua infinita misericórdia”

Eu repeti esta frase para terminar a oração. Em seguida Jesus me disse:

“Tende a bondade de repetir isto:

“Vós amici mei estis, si feceritis quae ego praecipio vobis.”

Quando testemunhardes em Meu Nome, tende a bondade de repetir isto”

TRADUÇÃO:

”Vós sereis Meus amigos, se fizerdes o que vos mando” (Jo 15,14)

O Senhor disse-me:

“Cada vez que deres testemunho em Meu Nome, tem a bondade de repetir estas palavras”

Eu respondi bem alto:

“Senhor, farei a Vossa Vontade”

Nota Padre L’Horset:

No relato que Madalena Aumont nos fez desta Aparição do Senhor, ela já não se lembra de ter dito esta última palavra. E dá-nos uma razão:

“Fui eu que a disse, sem que o senhor ma tenha pedido”

Este pormenor lembra uma nota mais geral:

Madalena fixa de uma forma muito precisa o que o Senhor lhe dita. Pelo contrário, esquece muito facilmente o que vem dela mesma. O que ela diz espontaneamente.

Nota de Madalena, no momento do seu relato:

“Parece que os Seus Pés estão colocados numa pedra achatada, com duas ou três pequenas pedras ao redor. Pés nus. A Sua Veste Branca desce-lhe até aos pés. O pé direito, está ligeiramente avançado, avistamo-lo mais. Apenas se vê a ponta do pé esquerdo. Vejo Sua Boca mexer-se. Fala. Sorri. O Seu Rosto muda de expressão. É Vivo”

SEXTA FEIRA, 5 DE OUTUBRO DE 1973 CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Estão presentes, comigo: a Madre superiora de Blon, Irmã B. Irmã Margarida, Irmã M; a menina R. entrou um pouco mais tarde, no decurso da aparição.

Deixemos falar Madalena:

“O Senhor apresentou-se na direção do Santíssimo Sacramento exposto, como na aparição anterior. O Senhor tomou o lugar do Santíssimo Sacramento. Já não havia, nem altar, nem custódia. O Senhor aparece pertíssimo de mim. Ligeiramente elevado, com os pés colocados numa pedra achatada, com o pé direito adiantado e ligeiramente descoberto, quase até ao tornozelo. Com o pé esquerdo em grande parte escondido pela veste. A sua veste é detida por um cordão; a abertura da gola, arredondada e franzida, liberta um pouco o pescoço. As mangas são bastante largas como as de uma alva. Esta é toda de uma só peça. Os cabelos caem-lhe sobre os ombros; as mãos são luminosas como o Rosto; este é maravilhoso. O resto é branco. O Seu Olhar é bondade, muito luminoso, como o sol…sorriu-me de mãos estendidas para mim, como para me acolher. Fiz a genuflexão, saudei-o. Seguidamente, pus-me de joelhos e fiz o sinal da cruz, fi-lo maquinalmente, sem que Ele tenha tido necessidade de Me o pedir. É sem dúvida Ele Mesmo que o leva a fazer; é necessário que eu o faça. Ficou algum tempo em silêncio. E eu fiquei a admirar esta maravilha. Esperava, depois de alguns instantes, disse-me:

“Diz às pessoas aqui presentes que digam contigo a Oração que lhes ensinei, seguida de uma dezena do terço”

O Senhor ditou-me a Oração muito lentamente, olhando para mim. Eu repeti cada frase, depois Dele:

-Piedade, meu Deus, para os que te blasfemam, perdoa-lhes, não sabem o que fazem.

-Piedade, meu Deus, para o escândalo do mundo, livra-os do espírito de satanás.

-Piedade, meu Deus, para os que fogem de ti. Dá-lhes o gosto da Santa Eucaristia.

Um intervalo. O Senhor disse-me, só a mim:

“Aquele que faz a Vontade de Meu Pai e que come deste Pão, viverá eternamente nesta Luz”

A Oração continuou(muito alto):

-Piedade, meu Deus, para os que vierem arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa, que eles encontrem ali paz e a alegria em Deus nosso Salvador.

-Piedade, meu Deus, a fim de que venha o teu Reino, mas salva-os, que ainda é tempo. Porque o tempo está próximo, e eis que Eu venho. Amém. Vinde Senhor Jesus.

Depois, foi dita a dezena do terço, bem suavemente e muito alto. O Senhor disse-a comigo. E eu esperava por cada “Ave-Maria” para recomeçar.

Nota:

Se Jesus pronuncia as palavras do “Pai Nosso” e da “Ave-Maria” evidentemente que não é para as aplicar a Si Mesmo, Homem-Deus, mas para as ensinar, como quando ensinou o Pai Nosso aos Apóstolos.

Depois Jesus disse:

“Senhor, derramai sobre o mundo inteiro, os tesouros da vossa infinita Misericórdia”

Não repeti esta frase, absorvida como estava pela presença de Jesus.

Ficaria indefinidamente a admirá-lo, sem nada dizer e sem nada pedir. Aliás, não há nada a pedir. Sinto-me cravada no mesmo lugar. Houvesse o que houvesse, mesmo um raio e eu ficaria no mesmo lugar, tal não é o maravilhoso. Já não penso em nada daquilo que me rodeia. É uma maravilha que não se pode explicar. É preciso estar ali mesmo, verdadeiramente. Palavra alguma poderia explicar o que sinto. A todos os que duvidam, posso afirmar que há um outro mundo, bem diferente daquele que estamos habituados a ver.

Depois de rezada a Oração, Jesus disse:

“Diz isto em voz alta: “A Cruz Gloriosa, erguida na Haute Butte, deverá ser comparada a cidade de Jerusalém pela sua dimensão vertical. Os seus braços devem estender-se de oriente a ocidente. Deverá ser de uma grande luminosidade.”

Um intervalo.

E foi com um ar grave que o Senhor disse: (Madalena repetiu bem alto):

“É assim o Sinal do Filho do Homem”

“Manda escavar, a 100 metros do lugar da Cruz Gloriosa, na direção do seu braço direito: de lá jorrará água. Todos ireis lavar-vos lá, em sinal de purificação”

O Senhor inclinou-se para mim e disse-me discretamente, sem me determinar que o dissesse em voz alta:

“Vivei sempre em alegria. Não vos lamenteis com o cataclismo geral desta geração, porque tudo isso deverá acontecer. Mas eis que vos aparece no Céu o Sinal do Filho do homem. E tem agora de cumprir-se o Tempo das Nações. Todos baterão no peito. Depois da evangelização do mundo inteiro, então virei Eu Mesmo em Glória”

Depois, Jesus olhou para mim, sorriu-me e desapareceu.

Reflexão de Madalena:

“A Luz em que Jesus me aparece é de uma beleza, de uma claridade, de uma limpidez a que nenhuma luz aqui de baixo se pode comparar. Tem-se a impressão de que nesta Luz tão límpida, se poderia descobrir o fundo do universo ou da eternidade”

SEXTA FEIRA, 2 DE NOVEMBRO DE 1973 CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Estão presentes, comigo, a Madre superiora de Blon, Irmã B. Irmã M.

Deixemos falar Madalena:

“Cristo apresentou-se como de costume, com as Mãos abertas, e sorriu-me. A seguir, ergueu as mãos estendidas em forma de cruz. E disse-me, com um ar muito grave:

“Dozulé é doravante, uma cidade abençoada e sagrada”

A seguir, só para Madalena:

“Estais a viver o tempo do último esforço do mal contra Cristo. Satanás anda à solta, fora da sua prisão. Ocupa toda a face da terra. Gog e Magog, o seu número é incalculável…aconteça o que acontecer, não te inquietes. Todos serão lançados no fogo, pelos séculos dos séculos. Feliz daquele que não se deixa seduzir senão pelo Deus Supremo”

Seguidamente, Jesus baixou as mãos e os braços e retomou a Sua posição normal. Com as Mãos abertas estendidas para mim e sorriu-me longamente e disse-me:

“Meu Pai é só Bondade, perdoa ao maior pecador, no último instante da sua vida. Diz aos moribundos arrependidos que quanto maior for o seu pecado, tanto maior será também a Minha Misericórdia. No próprio instante em que a alma deixar o seu corpo, ela mesma irá encontrar-se nesta esplendida Luz, palavra de Jesus”

A seguir, vem uma mensagem gravíssima para o Bispo. Depois, uma mensagem muito pessoal que apenas me diz respeito e que eu deverei manter em segredo, em toda a minha vida. Depois, Jesus desaparece.

SEXTA FEIRA, 4 DE JANEIRO DE 1974 CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Madalena Aumont veio à capela, de manhã, pelas 9 horas. De tarde, tinha de passar roupa, nas Irmãs. Tinha a intenção de o fazer entre duas visitas à capela. Pelas 15 horas, antes de fazer o trabalho, veio telefonar, mas em lugar de ir logo a seguir fazer o trabalho, sentiu-se atraída para a capela.

“Uma vez lá, diz Madalena, sentia-me com que colada ao lugar. Não podia voltar a partir.”

Eu estava presente, assim como a Irmã Margarida. Não havia, então nenhuma outra pessoa na capela. Eram 16h 28: ia começar a quinta dezena do seu terço. De repente, Madalena diz:

“Mas o que é que acontece: já não vejo, tenho medo! O Senhor tinha-me dito que iria sofrer pelos pecadores, mas não me tinha dito que iria ficar cega.”

Aproximo-me de Madalena: esta dá efetivamente todas as aparências de cegueira: tinha a impressão de estar completamente perdida na noite: olhar amortecido, rosto desfigurado; parecia desorientada, perdida e em pânico.

“Senhor Padre, que horas são? Quero voltar para minha casa”

Tentei tranquiliza-la, pensando que era o primeiro episódio de um fenômeno místico e não uma provação inesperada.

“Espere alguns instantes, que isso vai passar”

Pedi a Irmã Margarida que chamasse a Irmã B, a qual chegou imediatamente. Madalena estava sempre na mesma posição; e perguntou:

“Irmã B. sois vós? Eu não a vejo, estou cega. Senhor, tínheis-me dito bem claramente que iria sofrer, mas não me havíeis dito que seria ficar cega. Irmã B, poderia talvez levar-me para casa. Senhor, padre, que horas são? Quero voltar para a minha casa”

E eu: “Seja paciente, espere alguns minutos”

Mas ela ali se mantinha sempre perdida, e em pânico. Depois, de repente, levantou-se, recuperando os sentidos e voltando a sentir gosto pela vida, com um movimento vivo e tranquilo. Ela mesma se pôs a caminho e exclamou:

“Não, eu não estou cega; eu não estou cega, eu vejo!”

O seu rosto passara a ser inteiramente radiante. Os seus olhos haviam recuperado a luminosidade e refletiam alegria e paz. Uma nova luz acabara de lhe aparecer, para a qual agora se dirigia o seu olhar. E Madalena escreve:

“A alegria apoderou-se de mim, ao ver esta Luz, como nas vezes precedentes, o halo de luz formou-se na direção do Santissimo Sacramento, cujo lugar ocupou. Jesus apareceu. Tinha a Sua Mão esquerda pendente ao longo do corpo e a direita colocada no seu coração. Sorriu-me e disse-me:

“Porque tiveste medo? Porque duvidaste? Eu estou presente”

A seguir, disse-me(ela repetiu alto)

“Diz-lhes que todo o homem, nesta terra, está assim mesmo, nas trevas”

Com a Sua Mão direita, fez-me sinal para me aproximar, estendendo-a para mim, e voltou a coloca-la sobre o coração. A seguir disse-me:

“Tende a bondade de repetir isto:

ECCE DOMINUS NOSTER CUM VIRTUTE VENIET ET ILUMINABIT OCULOS SERVORUM SUORUM. LAETAMNI. LAETAMINI IM DOMINO, LAETAMINI, LAETAMINI IN DOMINO, LAETAMINI CUM MAGDALENA. PARATUM COM EJUS: SPERAVI IN DOMINO, UT SE SIMPLICITAS PRODIT AMABILIS”

TRADUÇÃO:

“Eis que o Senhor virá com poder e iluminará os olhos de seus servidores. Alegrai-vos, alegrai-vos no Senhor, alegrai-vos com Madalena. O seu coração está disposto a esperar no Senhor e assim se reflete nela uma amável simplicidade”

A seguir, disse-me

“Todas as vezes que voltares para o teu lugar, depois de cada comunhão, coloca a tua mão esquerda sobre o coração e a mão direita, cruzada, por cima”.

O Senhor fez esse mesmo gesto que eu imitei. Jesus sorriu-me por alguns instantes e desapareceu.

TENTATIVA DE EXPLICAÇÃO

O seu coração está preparado, predestinado como foi por uma graça de eleição. Preparado também pela provação que acaba de suportar. Essa cegueira que a mergulhou na angústia, nas trevas dos olhos e do espírito; mas que se transfor-mou na luz mais resplandescente e mais límpida que nunca, por uma espécie de ressurreição. Com efeito, é justamente de ressurreição que se trata, uma vez que Madalena sai da noite, para reencontrar diretamente a Luz de Cristo. Ela mesma evoca esta passagem da morte à Vida, quando escreve nos seus cadernos:

“Penso que acontecerá o mesmo a alguém que sofra, no seu leito de morte: quando a alma deixa o corpo, este deixa de sofrer, pois, repentinamente, sente-se uma doçura; e nessa verdadeira Luz espiritual, é transfigurado com Jesus.”

Esta experiência que Madalena acaba de viver tem por efeito iluminar ou esclarecer e firmar a sua fé numa confiança e abandono total: aconteça o que acontecer, ela tem a certeza de estar nas mãos de Deus.

Escreve ela:

“Eu estou nas Suas Mãos. Todos nós estamos nas Suas Mãos. Ele é O Mestre e faz de nós o que quiser; devemos agradecer-lhe todas as graças que nos concede. Quer vejamos, quer ouçamos, quer caminhemos, quer tenhamos saúde, quer nos sintamos feliz, será graças a Ele e só a Ele. E, num único instante, Ele poderá nos tirar tudo isso. Mas quando temos a certeza de que estamos nas Mãos de um Deus, que é todo Bondade e todo Misericórdia, que temeremos nós?

“Porque tendes medo? Porque duvidais vós? Eu estou presente. Que se reflita nos vossos corações e no vosso próprio rosto a simplicidade da criança que é toda confiança, porque se sabe amada. Tu foste escolhida, Madalena, para ser o reflexo do Meu Amor”(Aparição de 28 de março de 1975)

SEXTA FEIRA, 1 DE MARÇO DE 1974 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

Estão presentes, comigo, Irmã A, Irmã B, Irmã Margarida, senhora Tapin, menina Vintras, senhora Davoult, menina Groult.

Madalena diz:

“Eis a Luz!”

Jesus apresentou-se, como de costume, na mesma direção, de mãos estendidas para mim, como para me acolher e sorriu-me. A seguir, ergue os olhos para o Céu, com um olhar grave e longínquo. E diz-me:

“Tem a bondade de repetir isto: (Ergue as Mãos para o ar em forma de cruz):

ECCE CUJUS IMPERTI…EST IN AETERNUM…QUAE VIDET ME, VIDET ET PATREM MEUM, MAGDALENA, ANNUNTIATE VIRTUTES EJUS QUI VOS DE TENEBRIS VOCAVIT IN ADMIRABILE LUMEM SUUM. NOLITE TIMERE. DEUS BENEDICITE ET CANTATE ILLI.

TRADUÇÃO:

“EIS AQUELE CUJO NOME É ETERNO. AQUELA QUE ME VÊ, VÊ TAMBÉM MEU PAI; MADALENA, ANUNCIAI AS MARAVILHAS DAQUELE QUE VOS CHAMOU DAS TREVAS PARA A SUA ADMIRÁVEL LUZ. NÃO TEMAIS. BENDIZEI A DEUS E CANTAI-LHE.”

Eu Sou a Luz do mundo, e a Luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam.

A seguir, disse: (bem alto)

“Penitência, Penitência, Penitência. Beija a terra 3 vezes por penitência, pela falta de fé no mundo”

Neste momento retomou a Sua posição normal.

Em seguida, disse-me:

“Hoje, Jesus de Nazaré, o Filho do homem Ressuscitado, visita-me pela oitava vez. As Suas Mãos e o Seu Rosto resplandecem como o sol. As suas vestes são de uma brancura deslumbrante. O Seu Olhar é Amor e Bondade.”

A seguir, a mim, disse:

“Ama o teu próximo, como Eu te amo. Que o teu próximo seja Amor e Bondade, por cada um de vós. Beija uma pessoa presente, por amor e por caridade”

Dei o beijo à primeira pessoa que ali se encontrava. Era a Irmã Maria da Assunção, superiora geral de Blon. A seguir, Jesus acrescentou, bem alto:

“Este gesto é sinal de amor e reconciliação para o mundo inteiro. Alegrai-vos, ó Maria, disse o Arcanjo Gabriel, na Conceição do Filho do Homem”

E em tom muito grave:

“Em verdade vos digo, hoje, aconteceu o mesmo. Rejubilai, porque o tempo em que virá, na Sua Glória, o Filho do Homem está próximo. Rejubilai, rejubilai sem cessar no Senhor; que a vossa alegria seja conhecida de todos os homens, por causa das palavras que acabais de ouvir, por causa do Meu Nome”

Um pequeno intervalo.

“Que cada um de vós, no silêncio do seu coração, peça a Deus a graça que deseja: hoje mesmo, ela vos será dada”.

SEXTA FEIRA, 5 DE ABRIL DE 1974, NA CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

Estão presentes, comigo, Irmã L., Irmã Margarida, menina Vintras, senhora Tapin.

Madalena:

“Formou-se o halo de Luz, no lugar da custódia. Alguns segundos depois, Jesus apresentou-se da forma habitual, de mãos estendidas para mim, como para me acolher. Eu O admirei. É tão maravilhoso! Jesus sorriu-me. Eu perguntei-lhe:

(pergunta formulada em voz alta por Madalena)

“Se vós sois Cristo, porque não vejo eu nunca as vossas chagas? O senhor padre tinha me encarregado de formular esta pergunta. Jesus sorriu-me de novo, e ao mesmo tempo, ergueu a Mão direita sobre mim e disse-me:

“A Paz esteja contigo!” (Sem me dizer que o repetisse)

A seguir disse:

“Diz em alta voz: (retomou a Sua posição habitual, e não mais sorriu)

Porquê esta perturbação? Porquê se levantam em vós estes pensamentos? Para vós, padres, que tendes a missão de realizar o que Eu vos peço. Será mais fácil gritar: “Milagre”! vendo água a jorrar da montanha, que ouvir a serva do Senhor pronunciar palavras que não conhece? Homens de pouca fé, lembrai-vos da Minha Palavra. (a Voz de Jesus era bastante severa). Aqueles que vierem em Meu Nome falarão línguas por eles desconhecidas”

Um pequeno momento de silêncio.

“Não tenhas dúvida alguma(isto era dito apenas para ela). Levanta-te e toca as Minhas Mãos”

Jesus apresentou-Lhe a Sua Mão esquerda e depois a Sua Mão direita.

Vimos Madalena estender as suas duas mãos para a direita. Depois para a esquerda de cada lado da custódia, como para tomar as Mãos de Cristo.

Jesus disse: (apenas para ela)

“Não duvideis mais. Um espirito não tem mãos, não tem carne”

A seguir, diz Madalena, pus-me de joelhos e Ele disse-me:

“Diz-lhes isto: (Bem alto)

Não duvideis mais. Na verdade, é Jesus Ressuscitado que eu hoje vejo pela sétima vez. Acabo de tocar nas Suas Mãos”

Depois, fiz-lhe uma pergunta, (correspondendo assim ao desejo dos que tinham já escavado na montanha afim de obter água sem resultado algum). Madalena fez a pergunta muito alto:

“Senhor, onde será necessário escavar, para obter água?

Ele respondeu-me (muito alto):

“A Cruz Gloriosa será erguida sobre a alta colina, a mais próxima do limite do território de Dozulé, no lugar exato em que se encontra a árvore do pecado, porque a Cruz Gloriosa resgatará de todo o pecado. Os Seus braços devem dirigir-se de oriente para o Ocidente. Cada braço deverá medir 123 metros e a sua altura 6 vezes mais. será a partir desses 123 metros que deverá medir. Mas depois, abri uma cova de 2 metros por 1 metro e meio, com 1 metro de profundidade. Fazei-lhe um muro e a água sairá daí mesmo”

Alguns instantes depois, o Senhor diz (muito alto):

“Se o vosso coração estiver seco, haverá pouca água, e poucos serão salvos’

E a seguir, o Senhor diz(apenas para ela):

“VOS AMICI MEI, SI FECERITIS QUAE EGO PRAECIPIO VOBIS, DIXIT DOMINUS”

TRADUÇÃO:

“VÓS SEREIS MEUS AMIGOS, SE FIZERDES O QUE VOS MANDO, DISSE O SENHOR”

“Põe a mão esquerda sobre o teu coração e a direita coloca-a por cima”

Depois Jesus desaparece.

Voltei assim para o meu lugar, onde fiquei recolhida por alguns instantes.

Ao sair da capela, Madalena era um verdadeiro Júbilo e proclamava a sua alegria aos que habitualmente a rodeavam.

“Eu toquei as Suas Mãos, dizia ela, asseguro-vos, eram verdadeiras mãos de carne, de carne como as nossas”

A seu pedido, cantamos um Magnificat, de ação de graças.

O tanque foi escavado na sexta feira santa, 12 de abril de 1974, com a autorização do Senhor Bispo(Dom Badré), por uma equipe de 3 homens.

SEXTA FEIRA, 3 DE MAIO DE 1974 NA CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Estão presentes, comigo, 3 Irmãs religiosas da Escola, e senhora Tapin.

Madalena:

“Jesus apresenta-se como de costume, de Mãos abertas. Sorriu-me. E eu disse:

“Sinto-me feliz; ficaria indefinidamente na Sua Presença”

A seguir, Ele me disse:

“Diz isto em voz alta:

O Padre não está errado, está árvore inclinada é o símbolo do pecado, arrancai-a, antes que apareçam os frutos, e apressai-vos a erguer em seu lugar a Cruz Gloriosa, porque a Cruz Gloriosa resgatará de todo o pecado”

Nota:

A árvore inclinada, símbolo do pecado, foi arrancada no dia 25 de maio de 1974.

Um intervalo.

Seguidamente, Jesus pôs as Suas Mãos juntas sobre o peito. Olhou-me tristemente. E eu vi duas lágrimas saírem-lhe dos olhos. (chorei nesse momento: Jesus estava tão triste)

Seguidamente, Jesus disse: (Madalena repete-o muito alto)

“Ai de toda a humanidade, se não houver água nesta cova, nos 50 dias que se seguirem à sua conclusão, porque satanás impede a purificação do maior número. Lembra-te da Minha Palavra: Eu Mesmo o deixarei agir, por causa da falta de fé.”

Um momento depois:

“Diz à Igreja, que envie mensagens a todo o mundo e que se apresse a mandar erguer no lugar indicado, a Cruz Gloriosa e junto Dela um Santuário. Todos virão aí arrepender-se e encontrar Paz e Alegria. A Cruz Gloriosa ou o Sinal do Filho do Homem, é o Anúncio do próximo regresso, em Glória, de Jesus Ressuscitado. Quando esta Cruz for elevada sobre a terra, Eu atrairei todos a Mim”

A seguir, mas só a mim:

“Diz ao Padre, que Eu vos visito já pela décima sétima vez, porque a Cruz Gloriosa é também Jesus Ressuscitado”

Nota:

Na décima quarta aparição, diz-se:

“Jesus de Nazaré visita-me pela oitava vez”

Aqui, as 6 primeiras aparições da Cruz não são tomadas em conta.

Na décima quinta aparição, diz-se:

“É justamente Jesus Ressuscitado que eu vejo pela sétima vez”

Aqui, é necessário ter em conta a promessa feita por Jesus, na oitava aparição:

“Vinde, todas as primeiras sextas-feiras do mês, Eu Mesmo vos visitarei…”

As visitas das primeiras sextas-feiras do mês começam pois na nona aparição. De 9 a 15. Há precisamente 7 visitas. Na décima sexta aparição, Jesus diz:

“Diz ao sacerdote que Eu vos visito pela décima sétima vez, porque a Cruz Gloriosa é também Jesus Ressuscitado”

Aqui é necessário contar todas as visitas de Cristo em Pessoa e todas as aparições da Cruz Gloriosa. Por conseguinte: as 6 primeiras aparições da Cruz; a aparição da Cruz Gloriosa seguida da Aparição de Cristo(sétima aparição). Da oitava à décima sexta aparição: 6+2+9: 17.

1 DE NOVEMBRO DE 1974 CAPELA DE SÃO JOSÉ

Estavam presentes comigo, Irmã B, senhora Davoult, sr. G. Francisco, T. Ghislaine, Inés A.

São 20 horas; deixemos falar Madalena:

“No mesmo instante em que o Senhor Padre ergue a custódia para a benção, o halo de luz forma-se, como de costume, no lugar do Santíssimo Sacramento. Tal como na última vez, não vi ninguém, não vi Jesus Cristo. A hóstia estava resplandecente, com raios a toda a sua volta. Eu ouvi:

“Diz isto em alta voz: “DICITE IN NATIONIBUS”

Dizei às nações que Deus falou pela boca de Sua serva; revelou-lhe que a Grande Tribulação está próxima, porque Ela viu o Sinal do Filho do Homem, que parte do oriente e depressa está no ocidente. Este Sinal do Filho do Homem é a Cruz do Senhor. Em verdade vo-lo digo, chegou o tempo do mundo se arrepender, porque um castigo universal está próximo, tal como não houve desde o principio do mundo até este dia e como jamais haverá. Quando a calamidade da seca predita se abater sobre o mundo inteiro, só a cova que Deus mandou abrir terá água, não para o consumo, mas para nela vos lavardes, em sinal de purificação; e todos vireis arrepender-vos aos pés da Cruz Gloriosa, que Deus pede à Igreja que faça erguer. Então, nesse momento, todas as nações se lamentarão e será nesta Cruz que encontrarão a Paz e a Alegria. Passados esses dias de angústia, aparecerá então no Céu o Próprio Filho do Homem, com uma grande Majestade e um Grande Poder, a fim de reunir os eleitos dos 4 cantos da terra. Felizes os arrependidos, porque terão a vida eterna. Em verdade vo-lo digo: o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”.

Por fim, o Senhor disse-me: (apenas a ela)

“Diz-lhes que não haverá outro sinal, senão o Sinal do Próprio Deus. O único sinal visível, é a atitude da Sua serva e as suas palavras, que são Palavras de Deus e estas Palavras são irrefutáveis”

Estas últimas palavras eram-lhe confiadas pelo Senhor, no próprio instante em que o senhor padre, numa oração silenciosa, pedia um sinal, fazendo-se assim intérprete da cúria episcopal.

SEXTA FEIRA, 14 DE FEVEREIRO DE 1975 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

PRIMEIRA SEXTA FEIRA DA QUARESMA

No momento desta aparição, Madalena está sozinha, na capela.

Deixemo-la fazer o seu relato:

“Dirijo-me à capela, para lá pôr uma vela, como em todas as sextas feiras. Depois de alguns instantes de adoração, o Senhor apareceu-me, como de costume, prece-dido de um halo de luz. Não me disse nada. Fiquei em adoração cerca de 10 minutos, depois tudo desapareceu. Depois desta aparição, tive o pressentimento de que o Senhor voltaria às sextas feiras da quaresma”

SEXTA FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 1975 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

Estavam presentes comigo, Irmã B, Irmã Margarida.

Madalena conta:

“Dirigi-me à capela. O Senhor Padre já estava presente. As 15 h e 10 minutos, o Senhor apareceu-me.

E foi com um ar grave que me disse: (apenas a ela)

“Diz ao sacerdote que é em Nome de Deus e por Ele que tens profetizado”

Alguns instantes depois.

“Depois, que ele mesmo leve a mensagem que têm o encargo de a cumprir, com confiança e humildade, porque falta pouco tempo para fazer o que Eu peço”

Sorriu-me, e eu disse-lhe:

“Que alegria para mim voltar a ver-vos!”

Madalena perguntou em voz alta:

“Quantas vezes ainda voltarei a ver-vos?”

Ele sorriu-me e não me respondeu. No fim de alguns instantes, tudo desapareceu.

SEXTA FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 1975 NA CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Estavam presentes, comigo, Irmã Margarida, Irmã N, senhora A.

Madalena:

“O Senhor apresentou-me, como de costume, com as Mãos pendentes ao longo do corpo. Sorriu-me. Pôs a Sua Mão esquerda no peito e ergueu a Mão direita como para abençoar. O Seu Rosto não é todo grave. A Sua expressão e a de Seus Olhos eram de uma extrema Bondade e de uma grande doçura. No fim de alguns instantes, disse-me: (apenas para ela)

“Diz ao sacerdote: Eu quero derramar nos corações humanos, a Minha Misericórdia; primeiro, naqueles que conhecem a Mensagem e depois, ao mundo inteiro. Que os que têm o encargo de fazer erguer a Cruz Gloriosa não sejam cegos, porque não haverá outro sinal, senão o desta profetisa, que foi chamada das trevas à Luz. Na verdade, sinal, não haverá outro, porque esta geração é a mais hipócrita e a pior possível”

Antes de me deixar, baixou as Mãos e os Braços ao longo do Corpo. Sorriu-me e desapareceu.

SEXTA FEIRA, 7 DE MARÇO DE 1975 CAPELA DE SÃO JOSÉ

Pessoas presentes comigo: a senhora A; senhor Pierre C, Senhora Lericollais, menina Vintras.

Madalena:

“O Senhor apresentou-se como de costume e sorriu-me. Disse-me:

“Diz ao sacerdote(nesse momento, olhou para o padre) que esta cidade, que é abençoada e sagrada, será protegida de toda a calamidade, particularmente, cada lar que diz todos os dias a Oração que lhes ensinei, seguida de uma dezena do terço”

Olhou para mim, estendeu as Mãos para mim, com a direita mais avançada. Eu via-lhes as palmas das Mãos. Disse-me:

“É a ti que Me dirijo(sorriu-me). Sê humilde, mas não aceites nenhuma ajuda feita a ti mesma. Não tens nada a esperar deste mundo, mas a tua alegria será imensa no outro”.

Jesus baixou as Mãos e tudo despareceu.

Tendo o senhor padre feito notar a Madalena que a aparição havia durado 6 minutos, ela deu-lhe esta resposta:

“Que a aparição dure 6 minutos ou um quarto de hora ou mais, o tempo não conta para mim. Depois da aparição, tenho a impressão de que não devo ter envelhecido. Mas a seguir, regresso ao tempo e à sombra”

SEXTA FEIRA, 14 DE MARÇO DE 1975 NA CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Estavam presentes, comigo: a Irmã Margarida, a senhora A, a senhora Lericollais e a senhora P.C.

Madalena:

“Eis a Luz! O Senhor apresentou-me com a Mão direita no peito e a outra a pender ao longo do corpo. Sorriu-me e disse-me: (apenas a ela)

“Persevera, Madalena, na oração, no Jejum, e na abstinência; persevera sem temer as zombarias e maledicências que se irão erguer contra ti. Porque poucos irão acreditar nas palavras que sairão da tua boca. Mas o sacerdote pode dar testemunho de que no teu rosto se reflete a Presença Invisivel. Depois destes dias de jejum, terás o encargo de uma pesada tarefa”

Eu disse-lhe:

“E se eu não puder cumprir essa tarefa?”

“Se Eu te der uma tarefa a cumprir, será porque a poderás cumprir”

Antes de partir, disse-me:

“Cruza as mãos no peito, como Eu te ensinei!”

O Senhor sorriu e desapareceu.

Impressões de Madalena:

“O Seu Olhar é cheio de Bondade, de uma doçura inexprimível…ninguém tem um olhar como esse: límpido, mais límpido que o olhar de uma criança, sem rugas, embora os traços sejam bem marcados. Ao ver o Seu Corpo, tem-se a impressão de que Ele é ao tempo corpo e espirito, e que espirito! Pureza, limpidez, santidade, transpareciam de todo o Seu Corpo. Por outro lado, quando Ele fala, não pesquisa, nunca se engana, nunca hesita”

Madalena acrescenta ainda:

“Puro e Luminoso, como a Cruz que eu vi, luminosidade sem sombra, frescura sem rugas, limpidez sem mancha. Impossível de definir; tão impossível de exprimir como a minha alegria interior no momento da minha Comunhão, em que senti pela primeira vez a Sua Presença”

 

 

SEXTA FEIRA, 21 DE MARÇO DE 1975 NA CAPELA SÃO JOSÉ

Estavam presentes comigo, Irmã Margarida, a Irmã M, a senhora Lericollais e a senhora A.

Madalena:

“O Senhor apresentou-se, como de costume, de Mãos estendidas para mim, como para me acolher e me disse:

“Começa amanhã uma novena, para te preparares para a tarefa que te Vou pedir. Esta novena compõe-se de um mistério por dia, seguido da Oração que te ensinei e da dezena do terço. Di-la com recolhimento e humildade”.

Eu perguntei-lhe:

“E quando me dareis a conhecer, Senhor, a tarefa que terei de cumprir?”

Ele respondeu-me:

“Sexta feira santa”

Sorriu-me e desapareceu.

SEXTA FEIRA, 28 DE MARÇO DE 1975 NA IGREJA PAROQUIAL DE DOZULE

As 20:30 horas: cerca de umas 50 pessoas se reuniram no interior da Igreja para participar na celebração da Paixão. No coro, estava o coral paroquial: a senhora T, ao lado da organista, a senhora Maria tereza, no alto da nave, está Madalena.

Eu apresso-me a deixar meu lugar, a fim de me dirigir para a estande. Nesse mesmo momento, Madalena deixa o seu lugar e avança para o Altar-mor. Eu regresso ao lugar, um pouco recolhido. Teria assim toda a possibilidade de assistir a esta imprevista cerimônia.

Madalena apresenta-se pois diante do Altar-mor. Então, não compreendo o que é que poderia de alguma forma atrai-la? Fico particularmente intrigado, desde a véspera à noite. Na celebração da Quinta feira Santa, a Santa Reserva foi retirada do sacrário deste altar-mor e foi colocada no altar do repositório, na capela da Santíssima Virgem, situada a alguns metros do outro lado do altar-mor.

Madalena vem, pois, com grande surpresa minha, ajoelha-se diante de um sacrário vazio, cuja porta, aliás, segundo as rubricas previstas, ficou entre-aberta. Por conseguinte, deveria haver nisso algum engano. Tive mais tarde a explicação, quando Madalena me descreveu as circunstâncias da Aparição:

Madalena:

“Do meu lugar, apercebi-me da Luz, tal como Ela me aparecia antes de cada aparição. Apenas mais afastada do que habitualmente. O altar-mor tinha desaparecido e a Luz apareceu ao fundo. O Senhor apresentou-se como habitualmente, de Mãos estendidas para mim. Me coloquei de joelhos e o Senhor disse-me:

“Diz isto em voz alta: (ela repetiu-o muito alto)

Porque razão chorais pela morte de Jesus Crucificado, quando Ele Mesmo está hoje vivo no meio de vós? Rezai antes por aqueles que hoje, ainda mais que ontem, O perseguem”

A seguir o Senhor disse-me: (apenas a ela)

“Recua 3 passos. Repetirás o que Eu te ditar, de braços em Cruz”

Eu recuei 3 passos e coloquei-me de braços em cruz. Neste momento, o Senhor cruzou as Mãos, ergueu os Olhos ao céu, como para rezar. Os Seus Olhos eram graves e tristes. Eu mesma sentia a Sua tristeza. Repeti muito alto, uma após outra, cada uma das frases que Ele me ditava:

“Piedade, meu Deus, para aqueles que vos blasfemam, perdoai-lhes, que eles não sabem o que fazem.

Piedade, meu Deus, para o escândalo do mundo, livrai-os do espirito de satanás.

Piedade, meu Deus, para aqueles que hoje, ainda mais que ontem, vos perseguem, derramai nos corações humanos a Vossa Misericórdia”

O Senhor baixou as Mãos. Nesse momento, Vi uma Bola, sobre o qual, os Seus Pés estavam pousados. Estendeu as Mãos bastante alto para a assistência. De cada um das Suas Mãos saíam raios, uns brancos, outros vermelhos.

O Senhor, durante todo este tempo, olhava para a assistência. E disse-me:

“Diz-lhes isto (ela repetiu alto): Ficai sabendo que Jesus de Nazaré triunfou da morte, que seu Reino é eterno e que Ele vem vencer o mundo e o tempo”.

Senti uma grande alegria. Senti que o Senhor dominava a terra. Parecia-me que Ele Mesmo vinha em Poder e em Glória.

A seguir, disse-me:

Foi pela Cruz Gloriosa, que Madalena viu neste mesmo dia, 3 anos antes; será pela Cruz Gloriosa, que é o Sinal do Filho do Homem, que o mundo será salvo. Jesus, que está na nossa presença, neste momento, pede de ides todos em procissão à região em que a Cruz Gloriosa apareceu. Ide lá arrepender-vos e lá mesmo, encontrareis a Paz e a alegria. Jesus pede que todos os anos lá seja celebrado uma Festa solene, neste dia.”

“NOTUM FECITI DOMINUS A MAGDALENA SALUTARE SUUM”

TRADUÇÃO:

“O Senhor fez conhecer por Madalena a Sua Salvação”

O Senhor diz-me: (apenas a mim)

“Escreve o que vou dizer-te. Ao reentrares em tua casa”

(era para mim, pessoalmente, e eu não o repeti em voz alta)

Jesus sorriu-me. Estendeu a Sua Mão direita para mim. A terra desapareceu. Assim como os raios que até então lhe saiam das Mãos. E diz-me:

“Tu foste escolhida, Madalena, para ser o reflexo do Meu Amor. Foi para isso que tu foste inteiramente inflamada Nele. Depois deste Dia Glorioso, quereis ter a bondade de cumprir uma grande tarefa?”

E eu disse: (bem alto)

“Seja feita a Vossa Vontade”

Depois, apenas para mim:

“Manda escrever 320 vezes a Oração que Eu vos ensinei e sê Minha apóstola. Vai dizer em cada lar desta cidade, até às suas fronteiras, que Jesus de Nazaré Triunfou da morte, que Seu Reino é eterno e que Ele Mesmo vem vencer o mundo e o tempo.”

Diz isto em voz alta”. (ela repetiu bem alto)

“Vós viveis o tempo em cada acontecimento é o sinal da Palavra Escrita”

De novo, apenas para mim:

“Eu desejo que eles digam todos os dias esta Oração, seguida de uma dezena do terço. Todo lar que a disser, com uma grande confiança, será protegido de todo cataclismo. Depois, Eu Mesmo derramarei nos corações a Minha Misericórdia. Se alguém te perguntar, quem te envia, dirás que é Jesus de Nazaré, o Filho do Homem Ressuscitado. Lembra-te: não temas as humilhações, as maledicências e as troças que se irão erguer contra ti. Serás odiada, por causa do Meu Nome, mas persevera até ao fim. Se o desejares, faz-te acompanhar de uma pessoa. Tens todo o teu tempo para cumprir esta tarefa. Ao lar, cuja porta te for fechada, não voltarás.”

Diz isto em voz alta:

“O Pecado veio ao mundo por causa do homem. E é por isso que Eu peço ao homem que faça erguer a Cruz Gloriosa. Diz-lhes que depois, Eu virei em Glória e vós mesmos Me vereis, como esta minha serva Me vê”

Jesus desapareceu.

Levantei-me e voltei-me na Igreja. Quando vi a assistência, não me atrevi a voltar para o meu lugar. O senhor padre fez-me sinal, para vir sentar-me na nave lateral, junto da porta da sacristia.

Depois da Cerimônia, de regresso à sua casa, Madalena tinha a firme intenção de transcrever imediatamente o que o Senhor lhe havia pedido:

“Ora, quando voltei a entrar em minha casa, vi-me na impossibilidade de escrever, porque a minha família estava presente. Ao mesmo tempo, toda a gente subiu, para se ir deitar e foi então que eu me vi sozinha com os meus 2 filhinhos, Ghislaine e Bruno. E pude então escrever aquilo o que o Senhor me disse”

(confiado ao pároco, no dia seguinte)

Depois da celebração da paixão, antes que os fiéis saíssem da Igreja, recomendei-lhes que não fizessem comentários sobre aquilo que acabava de se desenrolar a seus próprios olhos, temendo interpretações duvidosas ou intempestivas. Acrescentei que se alguém desejasse explicações, eu mesmo estaria à sua disposição: que viessem ter comigo.

Uma pessoa que havia ficado na igreja, veio ao meu encontro:

“Senhor padre, a senhora Aumont, realmente desempenhou muito bem seu papel”

Respondi:

“Ela não teve papel algum a desempenhar. Cristo apareceu-lhe e ditou-lhe uma Mensagem que ela própria nos transmitiu”

A partir de então, esta senhora, que não estava ao corrente das aparições, passou a vir regularmente à capela todas as primeiras sextas feiras do mês. (1)

(1)Iremos ler a respeito desta aparição de 28 de março de 1975, o belíssimo testemunho que dela relata o livro de Odette de Lannoy: “Dozulé, um testemunho a serviço da verdade”(F.X. Guibert)

SEXTA FEIRA, 11 DE ABRIL DE 1975 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

Pelas 15: horas, Madalena dirigiu-se à capela para alguns instantes de adoração e colocou uma vela, como faz todas as sextas feiras. Estava só.

Madalena:

“O Senhor apresentou-se de mãos abertas, estendidas para mim. Sorriu-me. Depois disse-me:

“Diz ao sacerdote: Eu desejo que todo o mundo conheça a Mensagem. Os sacerdotes devem falar abertamente e sem medo. Com efeito, nada daquilo que deve ser revelado deve ser escondido”

O Senhor sorriu-me por alguns instantes e depois desapareceu.

Isso durou uns 2 a 3 minutos. Uma meia hora depois, dei conta do que ouvi para o senhor padre:

“Estava só, na capela. Não vi o halo de luz que precede habitualmente a aparição e fiquei no meu lugar. Não tive a sensação de ser convidada a vir ajoelhar-me diante do Santíssimo Sacramento. Vi a Hóstia projetar raios vermelhos e brancos a todo o redor, como havia acontecido nas duas aparições anteriores. Os raios não são imóveis, como o são aparentemente, os raios do sol. Estão constantemente animados de uma cintilação, que é uma espécie de renovamento perpétuo. Isto durou uns 2 a 3 minutos. Não houve mensagem, nem voz. No entanto, a meus olhos, a custódia tinha desaparecido e dado lugar à Hóstia radiante”

SEXTA FEIRA, 30 DE MAIO DE 1975 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ 15 HORAS

Madalena está sozinha, na capela.

Madalena:

“Jesus sorriu-me, como de costume. O Seu Olhar é de uma bondade infinita. Diz-me:

“Diz ao sacerdote, que já não estamos no tempo em que eu ressuscitava os corpos. Mas chegou o momento em que devo ressuscitar os espíritos. Aqueles que pretendem, no mundo de hoje, ressuscitar e curar corpos em Meu Nome, não são dignos de Meu Pai dos Céus. Madalena, vai e proclama a Minha Mensagem de Dozulé. A tarefa que Eu te dei a cumprir, deves cumpri-la. Não tenhas medo, que Eu Mesmo Te darei a força de o fazer”

O Senhor sorriu-me:

“Esta cidade, abençoou e sagrou o Meu Próprio Pai, e todos os que vierem arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa, Eu Mesmo os ressuscitarei no Espirito de Meu Pai. Todos eles, ali, encontrarão a Paz e a Alegria”

Jesus tomou um ar mais grave:

“A primeira religiosa que te der o beijo, trazendo com ela a mensagem, não acredita nas palavras que saíram da tua boca. Ela despreza-te. Não a trates com frieza. Sê caritativa”.

Jesus desapareceu.

Nota do pároco:

Estas palavras de Cristo intrigaram muito Madalena. E ela participou-me:

“Senhor padre, eu não compreendo nada….se o senhor compreende alguma coisa…”

“Madalena, respondi-lhe, há certamente uma relação entre estas palavras que foram ditas e estas cartas que eu recebi nestes últimos dias, de uma jovem denominada Ana. Chamei-lhe a atenção para elas, e li-lhe as duas cartas seguintes”

PRIMEIRA CARTA  19/5/1975

Senhor Padre!

Vimos de Cherbourg e regressamos a Amiens. Paramos em Dozulé, antes de deixar esta encantadora e pequenina cidade. Sinto necessidade de lhe dizer:

Ontem, ao entrar na Igreja, senti-me de repente possuída por uma alegria inteiramente nova. Uma alegria que me vem do interior. Creio ter Nela encontrado Cristo. Creio que Ele Próprio me chama. Creio que uma Vida nova irá começar para mim. Sinto-me que ressuscitada, eu que sou triste e doente.

Tenho 15 anos. Sou de uma saúde muito frágil…materialmente, não me falta nada. Tenho um irmão. Rezo de vem em quando e quando posso, vou à missa. Mas a alegria que eu hoje encontrei nesta Igreja de Dozulé, torna-me repentinamente feliz por viver, a mim que me sentia verdadeiramente desanimada pela doença.

Há já muito tempo que ando a ser cuidadosamente tratada. Já não tenho força. Eu sei que tenho um cancro. Agradeço a Cristo. Cantar-lhe-ei todos os dias, ao pensar em Dozulé. Todos os anos, no dia de Pentecostes, meus pais fazem este trajeto Cherbourg-Amiens. No próximo ano, tentarei fazer-lhe uma visita, se a minha saúde mo permitir.

Senhor padre, reze pela minha cura. Se eu me curar, irei dar glória a Cristo, em Dozulé. Mas o meu espirito está curado, porque estou cheia de alegria, uma alegria que deverão experimentar todos os santos. Com efeito, Dozulé devolveu-me a alegria de viver….vou ver o sacerdote da nossa cidade, para lhe dar conhecimento de tudo isto.

Ana.

SEGUNDA CARTA    AMIENS, 29 DE MAIO DE 1975

Senhor padre, uma vez que Dozulé me trouxe tanta alegria, procuro-o uma vez mais. A última viagem enfraqueceu-me; as minhas forças diminuem de dia para dia. Tentam esconder-mo, mas trata-se de uma leucemia.

Tudo me cansa, mesmo escrever.

Enquanto ainda o posso, pretendia dizer-lhe uma vez mais, na esperança de que terá recebido a minha carta, escrita em Dozulé, que esta cidade, ou antes, esta igreja, me encheu de alegria; uma alegria inteiramente nova, que me fez descobrir Cristo. Se o meu corpo de 15 anos está a morrer, o meu espirito cada vez mais jovem, ressuscita em Deus, o Salvador do mundo. E eu sinto-me feliz, porque vou morrer em alegria e paz, tal como vou morrer dando graças a Cristo, que quis que eu viesse a Dozulé pela última viagem, para O descobrir e me dar assim a alegria de morrer para ressuscitar no Seu Amor.

Senhor padre, aproveitei escrever-lhe, enquanto meus pais saíram por todo o dia, mas isto cansa-me e escrevi esta carta em 3 etapas. Na minha carta escrita em Dozulé, eu pedia-lhe que rezasse pela minha cura; mas não, é inútil. Eu vou encontrar-me com Cristo e sinto-me muito feliz por isso. Este mundo impuro horroriza-me. Vou morrer, mas o meu espírito vive em alegria; uma alegria que Cristo me deu em Dozulé.

Ana.

Depois de ter dado a ler estas cartas a Madalena, ela compreendeu que havia nelas uma concordância maravilhosa com a mensagem de 30 de maio de 1975, em que o senhor declarava:

“Diz ao sacerdote que já não estamos no tempo em que Eu ressuscitava os corpos, mas chegou o momento em que Eu devo ressuscitar os espíritos”

SEXTA FEIRA, 27 DE JUNHO DE 1975. CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ 16 HORAS

Madalena veio à capela às 15 horas. Depois de um quarto de hora de adoração, prepara para sair.

“Pelas 15:15 da tarde, diz ela, a Luz apresentou-se como de costume e Cristo apareceu. Tinha a Mão direita estendida e a outra pendente. Sorriu-me e depois disse:

“Diz à religiosa(esta religiosa, Irmã Joana D´arc, ocupava-se da contabilidade da escola, o que lhe dava ocasião para lhe fazer visitas regulares) que não habita nesta cidade, que tenha a gentileza de vir aqui na sexta feira. Que se prepare para escrever. Pela tua própria boca, Eu Mesmo lhe transmitirei uma Mensagem”

O senhor sorriu-me durante alguns segundos e desapareceu.

SEXTA FEIRA, 4 DE JULHO DE 1975 CAPELA DA ESCOLA SÃO JOSÉ

Acabava de anunciar a terceira dezena às pessoas presentes que comigo rezavam o terço. Mas demos a palavra à Madalena:

“A Luz aparece. Jesus olha para mim e depois para a Irmã Joana D’arc. Deixei o meu lugar, para vir ajoelhar-me diante do Santíssimo Sacramento. Jesus diz-me:

“Diz isto em voz alta:

Eis o que deve escrever a religiosa:

(a Irmã Joana D’arc transcreve abreviadamente a Mensagem comunicada pela boca de Madalena)

“Esta carta dirigi-se ao Chefe da Igreja. É Jesus que vo-lo dita, pela boca de Sua serva. Ele diz:

Bem aventurados os chamados por Meu Pai, que encontraram a Paz e a Alegria nesta terra de Dozulé. Mas como será grande o seu número, quando todo mundo vier arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa que Eu vos peço que façais erguer. Com efeito, não estamos já no tempo em que Eu ressuscitava os corpos, mas chegou o momento em que devo ressuscitar os espíritos.

Compreendei bem isto:

Nos dias que precederam o dilúvio, as pessoas não suspeitavam de nada, até a chegada do dilúvio, que os levou a todos. Mas hoje, vós estais já avisados dele, viveis o tempo em que Eu vos dizia:

“Haverá nesta terra revoluções de todos os gêneros; é a iniquidade, que é a causa da miséria e da fome. As nações viverão na angústia e haverá fenômenos e sinais no céu e na terra.”

Por isso, estai preparados. Com efeito, a Grande Tribulação está próxima, tal como não houve semelhante a ela desde o inicio do mundo até esse mesmo dia e nunca mais haverá.

Eu vo-lo digo, esta jovem geração não passará, antes que tudo isto aconteça. Mas não tenhais medo de nada, porque entretanto se ergue no céu o Sinal do Filho do homem, que Madalena viu brilhar de oriente a ocidente.

A vós, chefes das Igrejas, em verdade Eu vo-lo digo: é por esta Cruz erguida no mundo que as nações serão salvas. Meu Pai enviou-me para salvar, e chegou o momento em que devo derramar nos corações humanos a Minha Misericórdia”.

Depois, mais baixo, apenas a Madalena:

“A Minha Mensagem não deve dormir dentro de uma gaveta, mas deve ser verdade e Luz para o mundo inteiro”

E depois, de novo, bem alto:

“Esta Cruz Gloriosa deve ser erguida para o fim do ano santo. Este ano santo deverá prolongar-se até a elevação da Cruz Gloriosa. Assim termina a Minha Carta. Eu ordeno-te que a envies tu mesma ao Chefe da Igreja, acompanhada de um superior”

Alguns segundos depois, Jesus desapareceu.

Uma vez ditada esta Carta pelo Senhor à Irmã Joana D’arc e transcrita imediata-mente por ela, Madalena, contrariamente ao seu costume, esqueceu-se imedia-tamente do seu teor.

SEXTA FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 1975 CAPELA DA ESCOLA DE SÃO JOSÉ

Neste mesmo dia, a Madre superiora de Blon e Irmã Joana D’arc devem ser recebidas por Mons. Badré, em São Paulo de Caen as 16 horas. Madalena, as 15 horas, dirige-se à capela, como em todas as sextas feiras. A Irmã Margarida e a senhora A. estavam presentes. A Irmã Margarida disse:

“O encontro é as 16 horas”

Madalena disse uma dezena do terço e depois, partiu. Volta às 16 horas.

Eis aquilo que ela mesma me dá conta, 15 minutos depois:

“Via a Luz no sacrário, sem que ninguém me tinha aparecido. Ouvi apenas uma voz que me disse:

“Diz ao sacerdote, às religiosas e às duas pessoas que conhecem a Mensagem, que venham aqui ás 17 horas”

A Luz desapareceu.

Ás 17:30 horas estão presentes na capela comigo a Irmã B; a Irmã Margarida, a Irmã M, a senhora G, a senhora T. e Madalena.

Deixemos falar Madalena:

“Como Jesus o pediu, vim à capela, assim como o sacerdote, as religiosas e as duas pessoas que conhecem a Mensagem. À hora indicada, a Luz aparece e alguns segundos depois, Jesus apresenta-se, de Mãos estendidas para mim; depois, ergue a Mão direita como para me abençoar, com o indicador e o polegar mais elevados e diz:

“Faz o sinal da cruz”

O que eu fiz. A seguir, Jesus cruza as Mãos à altura do peito e depois, ergue o Seu Olhar triste e grave para o Céu. E diz:

“Pai, que a vossa vontade se faça nesta terra”

O seu olhar era de uma grande tristeza. Ficou assim alguns momentos. A seguir, retoma a Sua posição normal. E diz-me:

“Diz isto em voz alta”

Neste momento, olha para a assistência.

“Vós sacerdotes e religiosas encarregados da mensagem, não deixeis a humanidade correr para a sua perda. Pedi-vos que trabalhásseis para fazer erguer a Cruz Gloriosa. Não vedes que chegou o momento, por causa dos acontecimentos que estão sucedendo? O tempo vai passando e a Minha mensagem continua na sombra. Se assim acontece, o número de salvos será pequeno; mas quanto a vós, que não pondes em execução a Palavra de Meu Pai, o vosso castigo será grande. Não vos sirvais da sabedoria e da reflexão, mas ouvi a loucura da mensagem…porque é por esta Mensagem que agrada a Deus, salvar o mundo. Não sejais como os Judeus, que pedem sinais; por esta Mensagem Única e definitiva, que Deus revelou a Sua serva(as palavras que saíram da sua boca não são palavras humanas) e por aquilo que O Espirito lhe ensinou, chegou o momento em que Eu devo derramar nos corações humanos a Minha Misericórdia. Mas que aqueles que têm o encargo da Mensagem saibam bem que são eles que Me impedem disso mesmo, pois deixam o mundo na ignorância. Os dias serão abreviados, por causa daqueles que não põem em prática a Palavra de Deus”

Jesus diz:

“Tira os sapatos e depois, sai da capela e caminha, até que os teus pés pousem sobre a terra; em seguida, volta aqui”

O que eu fiz. Quando voltei a encontrar-me de joelhos diante de Jesus Ele disse-me:

“Nem sequer sois dignos de pousar os pés em cima desta terra de Dozulé, que Meu Pai abençoou e sagrou”

Seguidamente Jesus retoma o seu rosto resplandecente de bondade e de doçura. Sorri-me e depois diz:

“Eu Sou o Deus de Bondade e de Amor. A Minha Misericórdia é infinita. Se as Minhas Palavras hoje são cruéis, não é para vos condenar, mas pelo contrário, Eu quero salvar o mundo com a Minha Mensagem”

Jesus sorri-me e depois desaparece.

Nota:

Irmã Joana d’Arc anotou bem a mensagem como lhe pedira Jesus. Ele a ditou tão devagar que ela teve todo o tempo para escrevê-la. Ela aguarda que o senhor bispo lhe dê a ordem, para ir entregá-la ao Santo Padre.*

*Depois de uma semana de hesitação, Dom Badré proibiu a Irmã Joana d’Arc de ir a Roma.

TRIGÉSIMA QUINTA APARIÇÃO: PROMESSA DE CRISTO EM DOZULÉ

Sexta feira, 5 de dezembro de 1975 Às 18:45

Era quase a hora da adoração. A pequena capela estava lotada. Apesar da assembléia numerosa, minha alegria é tão grande quando avisto a Luz, que não me contenho de bradar:

“Eis a luz”

Me levantei e me pus diante do Santíssimo exposto. Imediatamente, Jesus me aparece, sorridente, com as mãos estendidas para mim como para me acolher.

É tão belo, que doçura inexprimível! Nada mais vejo que Jesus de amor. Não estou mais na capela, nada mais existe, não penso em nada mais, não sinto mais meu corpo; acho que ele está morto, que nada mais há que meu espírito unido ao espírito de Jesus. quando se está morto, creio que é isso que se sente.

Jesus me diz:

“Dizei em alta voz o que ides ver”

Nisto leva Sua mão para o seu peito. Devo explicar o que vou ver, pois Jesus mo pede. Então digo alto:

“Com Sua mão esquerda, Jesus desvia Sua túnica de seu peito….(Jesus sorri-me e diz: “de Seu Coração”; então retomo em voz alta:) “De Seu Coração saem raios vermelhos e brancos. Sua Mão direita está dirigida para nós”.

Repito cada frase que Ele me dita com muita doçura:

“As chamas de Meu Coração Me queimam. Mais que nunca, quero direcioná-los para cada um de vós. Eis o que prometo à humanidade inteira quando conhecer Minha Mensagem e a pôr em prática:

-Adoçarei a amargura em que se afogam as almas dos pecadores.

-Cumularei de graças as almas sacerdotais e religiosas, pois é por elas que deve ser conhecida Minha Mensagem.

-Guardarei perto do Meu Coração as almas piedosas dos fiéis; elas têm Me confortado no caminho do Calvário.

-Derramarei os raios da Minha Graça, no momento em que conhecerem a Minha Mensagem, sobre os pagãos e sobre todos aqueles que ainda não Me conhecem.

-Atrairei para a Unidade da Igreja as almas dos hereges e dos apóstatas.

-Receberei na Morada de Meu Coração as crianças e as almas humildes, a fim de que guardem uma afeição especial ao Nosso Pai dos Céus.

-Concederei graças de todo tipo àqueles, que conhecendo Minha Mensagem, perseverarem até o fim.

-Aliviarei as almas do Purgatório, Meu Sangue extinguirá suas queimaduras.

-Reaquecerei os corações endurecidos, as almas indiferentes, aquelas que ferem mais profundamente o Meu Coração.

-Prometo à todos aqueles que vierem arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa, e que disserem todos os dias a oração que Lhes ensinei, que nesta vida satanás não terá mais poder sobre eles, e que por todo um tempo de sujeira, num instante, tornar-se-ão puros e serão filhos de Deus para a eternidade. Meu Pai, cuja bondade é infinita quer salvar a humanidade que está à beira do abismo. Com esta Última Mensagem, é preciso preparar-vos. Sabei que será no momento em que não mais acreditareis que a Mensagem se cumprirá, pois não sabeis nem o dia, nem a hora em que Voltarei na Glória”.

Durante todo o tempo em que Jesus ditava as Suas promessas, raios vermelhos e brancos saíam de Seu Coração. Então retomou Sua posição normal e disse:

“Daqui a 20 dias, começareis uma novena, que findará na primeira sexta-feira do mês. Dir-vos-ei cada dia a oração que acabo de vos ensinar. Essa novena prolongará o Ano Santo”.

Sim, Jesus me dissera: “daqui a 20 dias”; era então para o Natal de 1975.

Passei esses 20 dias na esperança, na oração e no recolhimento. Contava os dias. Minha alegria era grande. Eu estava como uma mocinha que aguarda seu noivo diante de seu retorno 20 dias mais tarde.

Ó meu Jesus, como me era doce essa esperança; eu suspirava cada dia, e a cada vez que uma jornada terminava, me dizia: “faltam apenas tantos dias”, e eu pensava que logo o reveria. Esta esperança me era doce, mas muito longa.

Chegou enfim a véspera de Natal. Para todo cristão, Natal é o nascimento do Salvador. Que dia maravilhoso, o dia do nascimento do Salvador. Mas quão grande era a minha alegria, nesse dia de Natal! O Salvador ia me visitar; sentia-me tão unida à Ele, este Jesus todo amor, todo misericórdia.

A Missa da meia-noite, era verdadeiramente um nascimento; pensava no mundo inteiro, em todos os desgraçados, em todos os abandonados, em todos os incrédulos; pedia a Jesus para fazer-lhes partilhar da minha grande alegria, que Jesus dá a Seus amigos, a alegria espiritual, que me teria elevada até o Céu.

Não devo ter dormido o resto da noite, a doce noite de Natal.

Quase 2 mil anos antes, nesse dia de Natal, Deus tinha dado Seu Filho Jesus para nos salvar a todos. Nesse mesmo dia de Natal, este mesmo Jesus vinha na pequena capela de Dozulé, para nos dar toda a Sua bondade, toda a Sua Misericórdia e suas promessas.

Oh! Quão belo era aquele dia de Natal de 1975!

TRIGÉSIMA SEXTA APARIÇÃO: NOVENA PROLONGANDO O ANO SANTO

25 de Dezembro de 1975-Natal do Senhor- 15:15 horas primeiro dia

Cheguei na capela às 15 horas. Como sabia que Jesus ia chegar, meu coração batia forte e tinha dificuldade para segurar o meu fôlego. Esperei mais ou menos 15 minutos que me pareciam intermináveis. Nem conseguia rezar tão feliz estava.

Às 15:15 em ponto(acabava de ouvir o toque do quarto de hora na igreja) vi a coroa de Luz no Santíssimo, e me adiantei, como de costume.

Naquele momento, meu coração deixara de bater forte; me parecia mesmo que não batia mais, que toda vida se afastara de mim.

Ajoelhei-me; Jesus não apareceu nessa Luz, mas ouvi uma forte voz que me dizia:

“Deus falou aos homens. Ouçam Sua Voz, aqueles que estão encarregados da Mensagem. Por causa da sua falta de fé, o mundo inteiro conhecerá grandes catástrofes, que arrasarão os 4 cantos da terra. O que viveis neste momento é apenas o inicio das dores. A humanidade não encontrará a paz, enquanto não conhecer a Minha Mensagem e não a pôr em prática”.

Um instante depois de eu ter ouvido e repetido isto em voz alta, Jesus me aparece e me diz:

“Quereis ter a bondade de vir aqui durante 8 dias seguidos. Fareis uma novena que vos ditarei cada dia. Meu Pai, cuja bondade é infinita, quer fazer conhecer Sua Mensagem ao mundo, para evitar a catástrofe. Mais do que nunca, quero derramar uma onda da Minha Graça à todas essas almas em aflição. Eis então o que Prometo a cada uma dessas almas quando conhecerem a Minha Mensagem e a colocarem em prática”.

Nisto Jesus coloca a mão em Seu Coração; desvia Sua túnica e dele saem raios vermelhos e brancos. A outra mão está estendida para mim, para vós, para o mundo.

Jesus diz( e eu repito cada frase):

“O primeiro dia, adoçarei a amargura onde se afoga a alma dos pecadores. Dizei comigo: “Pai Nosso” (Jesus o reza inteira comigo, bem devagar). Dizei 3 vezes: “Ave Maria” (recito sozinha)

Depois repito:

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que ele ama”

Jesus diz:

“Direis isto todos os dias”

Depois desaparece.

TRIGÉSIMA SÉTIMA APARIÇÃO: GRAÇA PARA OS RELIGIOSOS

Dia 26 de Dezembro de 1975 às 17:15- segundo dia.

A Luz, depois o Senhor se apresenta como na véspera. Ele coloca Sua Mão esquerda sobre Seu Coração: dele saem raios vermelhos e brancos. Sua Mão direita está estendida para o mundo. Jesus não me pediu que repetisse, mas eu percebia que depois de cada frase Ele esperava, para que a dissesse por minha vez.

“O segundo dia. Cumularei de graças as almas dos padres e religiosos, pois é por elas que deve ser conhecida a Minha Mensagem”.

Jesus diz:

“Pai Nosso”, e continuo sozinha a oração; depois Ele pede:

“Dizei 3 vezes Ave-Maria”

Que eu disse também sozinha. Jesus então continuou( e eu o repeti):

“Por Tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama”

Ele retira Sua mão esquerda, estende as duas mãos para mim, me sorri e desaparece.

TRIGÉSIMA OITAVA APARIÇÃO: OS NOVOS DISCÍPULOS AMADOS

27 de Dezembro de 1975, às 17:15 terceiro dia

Do meu lugar, vejo a luz que me aparece como de costume. No momento em que me levanto, Jesus me aparece, com as mãos abertas, estendidas para mim. Me adiantei, depois me ajoelhei e o saudei.

Neste momento, raios vermelhos e brancos brotam de Seu Coração, e Ele diz:

“O terceiro dia. Guardarei perto do Meu Coração as almas piedosas e fiéis; elas têm me confortado no caminho do Calvário”

Jesus então diz: “Pai Nosso” e prossigo sozinha a oração.

Ele retoma: “Ave Maria”, e continuo sozinha as 3 Ave-Marias.

Ele prossegue:

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama”

E me pede:

“Fazei o sinal da cruz”,

O que eu faço e desaparece…

Os raios que saem de Seu Coração devem se espalhar sobre todos os pecadores arrependidos e sobre todos os que O invocam.

TRIGÉSIMA NONA APARIÇÃO: GRAÇA SOBRE OS PAGÃOS E OS QUE IGNORAM A MENSAGEM

28 de dezembro de 1975, às 17:15 horas- quarto dia

Do meu lugar, vejo a Luz. Logo Jesus me aparece, com as mãos estendidas para mim. sorri-me, depois diz:

“O quarto dia”

Pronunciando isto, como a cada vez, Jesus, com um gesto lento de Sua mão esquerda, deixa aparecer Seu Coração. Logo, saem Dele raios vermelhos e brancos. Adianta Sua Mão direita para mim; a palma é visível.

Depois, repito o que me dita:

“Derramarei os raios da Minha Graça, no momento em que conhecerem a Minha Mensagem, aos pagãos e a todos aqueles que ainda não me conhecem”.

Jesus diz: “Pai Nosso”.

Parece que não pronunciei “Pai Nosso”, pois continuei depois Dele “que estás nos Céus”.

Em seguida Jesus diz: “Ave Maria” e continuei sozinha; sem o perceber, o disse apenas duas vezes.

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro”

Neste instante, Jesus retira Sua Mão esquerda de Seu peito; adianta as duas mãos levanta os olhos para o céu e diz mais forte:

“Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens que Ele ama”

Depois olha para mim e me diz:

“Fazei o sinal da cruz” e desaparece

QUADRAGÉSIMA APARIÇÃO: UNIDADE ECUMÊNICA DAS IGREJAS NA IGREJA

29 de Dezembro de 1975. Às 18:30 quinto dia

Nesse dia meus filhos estavam em casa e não pude ir à capela às 17 horas como nos outros dias; também não me sentia atraída à isso.

Minha família partiu às 18 horas e de repente, às 18:30, algo me impulsionou a ir à Capela. Percebi a Luz logo na minha chegada, depois, Jesus se apresentou a mim como de costume e disse:

“O quinto dia”

Saem raios de Seu Coração e repito cada frase:

“Atrairei à Unidade da Igreja as almas dos hereges e dos apóstatas.

Pai Nosso…Ave Maria”

Jesus reza o começo das 3 Ave-Marias, talvez devido meu esquecimento de uma delas na véspera.

Depois repeti:

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama. Fazei o sinal da cruz”

Sim. Suas mãos recaíram suavemente, Jesus olhou para mim, sorriu-me, depois desapareceu.

QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA APARIÇÃO: AS CRIANÇAS E OS HUMILDES NO CORAÇÃO DE CRISTO

30 de Dezembro de 1975, ás 17:30 sexto dia

A Luz se manifestou por primeiro. Cristo demorou um pouco para chegar; apareceu-me somente quando me ajoelhei diante da Luz.

Raios vermelhos e brancos saem de Seu Coração. Ele estende a mão direita para a assembléia e diz:

“O sexto dia. Receberei na Morada de Meu Coração as crianças e as almas humildes, a fim de que guardem uma especial afeição para Nosso Pai dos Céus.

 “Pai Nosso…”

Que rezo sozinha assim como as 3 Ave-Marias; depois:

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama. Fazei o sinal da cruz”

Eu esqueceria talvez se Jesus não mo dissesse cada vez. Logo a seguir Ele desaparece.

QUADRAGÉSIMA SEGUNDA APARIÇÃO: MULTIPLAS GRAÇAS PARA OS PERSEVERANTES

31 de Dezembro de 1975 às 17:15 sétimo dia

Vejo a Luz, Jesus se apresenta como de costume, com as mãos estendidas para mim; Ele recoloca Sua mão esquerda sobre Seu Coração, donde saem raios vermelhos e brancos; Sua Mão(direita) está estendida para a assembléia.

Repito o que Ele me diz:

“O sétimo dia. Concederei graças de toda espécie, aos que conhecendo a Minha Mensagem, perseverarem até o fim.

“Pai Nosso”; “Ave-Maria”.

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama”.

Nisto os raios se apagam, Sua túnica se ajeita e Suas mãos ficam novamente estendidas para mim. Sem precisar que eu o repita, Jesus me diz:

“Em 3 dias, ide dizer à autoridade desta cidade que Jesus de Nazaré triunfou da morte, que Seu Reino é eterno, e que Ele vem para vencer o mundo e o tempo. Se ele vos pedir quem vos envia, vós lhe direis que é Jesus de Nazaré, o Filho do Homem Ressuscitado. Levai-lhe a Mensagem, que Dela tome conhecimento. Dizei-lhe que Deus o encarrega de devolver à Igreja a terra de que deve tornar-se proprietária”.

Eu lhe disse: “mas serei mal recebida talvez?”

Jesus sorriu-me e me disse:

“Sua aparência será rude, mas seu coração será transformado; sua dignidade não o deixará aparecer”

Respondi: “Senhor, farei a Vossa vontade”

Jesus desaparece.

O senhor pároco estava ausente durante esta aparição. Por ocasião de seu retorno, irmã Bruno lhe transmitiu a mensagem que tinha escrito em sua ausência.

Eu tinha mesmo a intenção de ir ter com o prefeito como Jesus me havia pedido, mas o senhor padre, de novo, me proibiu de ir. O senhor bispo estava ausente e não se devia fazer nada sem lhe consultar.

A quem obedecer? A Cristo ou à Igreja?

Era a segunda vez que eu desobedecia a Jesus. Cada vez o senhor padre me proíbe- mas sei também que a obediência tem o seu valor.

Nesse dia, não sei porque, fui à Capela. Saí de lá muito calma. Acabava de encontrar a paz e pensava não fazer nada sem a permissão do senhor pároco, da Igreja.

Nota:

Apesar da interdição do padre L’Horset. Madalena obedeceu à ordem de Cristo e foi ter com o prefeito, acompanhada da senhora A. Este as escutou com benevolência e contatou com o padre que estava descontente com tal ato.

QUADRAGÉSIMA TERCEIRA APARIÇÃO: ALÍVIO PARA AS ALMAS DO PURGATÓRIO

1 de Janeiro de 1976 às 17:40 oitavo dia

A Luz, depois vejo imediatamente Jesus levar Sua mão esquerda ao Seu Coração de onde saem raios vermelhos e brancos. Creio que os vermelhos são mais numerosos; são como sangue que jorra de uma fonte, a Fonte da Vida; são Vivos, sobem um pouco e se espalham em leque para baixo, como jatos de água sobre a relva; se renovam constantemente.

Como nos dias precedentes, repito em voz alta o que Jesus me diz:

“O oitavo dia. Aliviarei as almas do Purgatório. Meu sangue extinguirá suas queimaduras.”

Pai Nosso…., Ave-Maria(3 vezes).

“Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama”.

Retira então a mão de Seu Coração e os raios desaparecem como das vezes precedentes. Ele diz:

“Fazei o sinal da cruz”

Sorri para mim e desaparece.

QUADRAGÉSIMA QUARTA APARIÇÃO: OS CORAÇÕES ENDURECIDOS REAQUECIDOS

Sexta feira, 2 de janeiro de 1976 às 17:53 nono dia

É o nono e último dia da novena. A luz, depois Jesus aparece como de costume, os raios vermelhos e brancos saem de Seu Coração.

Repito em voz alta o que Ele me diz:

“O nono dia. Reaquecerei os corações endurecidos, as almas indiferentes, aquelas que ferem mais profundamente o Meu coração.

“Pai Nosso, Ave Maria… (3 vezes).”

Por tua dolorosa Paixão, Senhor, tem piedade de nós e do mundo inteiro. Glória a Deus no mais alto dos céus, paz e alegria na terra aos homens que Ele ama”.

Depois Jesus me diz:

“Dizei isto em alta voz:”

E repito cada frase depois Dele:

“Prometo às almas que forem arrepender-se aos pés da Cruz Gloriosa e que disserem todos os dias a oração que lhes ensinei, que nesta vida satanás não terá mais poder sobre elas, e que por um longo tempo de sujeira, num instante, tornar-se-ão puras e serão filhas de Deus para a eternidade. Meu Pai, cuja bondade é infinita, quer salvar a humanidade, que está à beira do abismo. Por esta Última Mensagem, é preciso preparar-vos. Fazei o sinal da cruz”

O que eu fiz. Depois Jesus baixa as mãos e me diz(sem precisar repeti-lo):

“Sem dizer uma palavra, meditai no vosso coração as palavras que ouvistes. Apesar do tempo que correrá, vossa fé deve ficar inabalável”.

Jesus sorri longamente para mim e desaparece.

Eis os maravilhosos 9 dias terminados. As últimas palavras que Jesus acabava de me dizer me fizeram acreditar que não O veria tão cedo. Os dias, as semanas, os meses correm. Jesus não aparece mais. Sua mensagem está sem dúvida, terminada.

Mas apesar da mensagem que Jesus pede para anunciar ao mundo e que a Igreja está encarregada de reconhecer, fico numa grande paz que Jesus me envolveu antes de me deixar.

Rezo, porém, por aqueles que têm a responsabilidade de anunciar ao mundo a mensagem tão séria de Jesus.

Rezo, pelos que duvidam. Que Jesus os ilumine a fim de que Suas Palavras proféticas que têm saído de minha boca sejam ouvidas, e que o que Ele pede se realize.

“Ó meu Deus, venha a nós o vosso Reino. Mas fazei que antes, vossa Mensagem se espalhe pelo mundo inteiro, a fim de que em cada lar de nossa pequena terra, a oração que Me ensinastes seja rezada com grande fé e grande confiança. Senhor, espalhai sobre o mundo inteiro os tesouros da Vossa infinita misericórdia. Amém.”

Jesus está sempre presente no meu coração, sobretudo depois de cada comunhão. Desde o dia 12 de abril de 1970, Ele se manifesta sempre para mim na hóstia consagrada. Quando me disse um dia:

“Eu vos visitarei até a elevação da Cruz Gloriosa”

Pode ser talvez que continue assim a visitar-Me, pois que depois de cada comunhão sinto Sua presença e a maravilhosa alegria que me dá. Depois da cada comunhão, eu lhe peço numa oração que compus com a ajuda do Espírito Santo:

“Meu Senhor e meu Deus, fazei conhecer a todos os que vos recebem na santa Comunhão, a alegria espiritual que me destes. Possam eles haurir como eu, em cada comunhão, das alegrias verdadeiras da Vossa Presença. Dai a todos os que vos recebem, este amor maravilhoso, esta alegria inexplicável que eu possuo depois destes meses. Fazei que todos os que comungam comigo experimentem a mesma proporção de amor e entusiasmo por vós. Amém”

A MANIFESTAÇÃO DE SATANÁS

Nota:

Aqui se situa a única aparição do demônio na mensagem de Dozulé. Teve lugar no dia 10 de dezembro de 1976 e foi explicada a Madalena na qüinquagésima aparição pelo arcanjo Miguel. Em 1976 chegou a Dozulé um homem que foi a origem da difusão da mensagem: Geraldo Cordonnier.

O Padre L’Horset tomara contato com o acadêmico João Guitton a respeito de um dos seus escritos. Este respondeu-lhe que o autor de tal reflexão era Geraldo Cordonnier, engenheiro politécnico, particularmente interessado pelas aparições contemporâneas. Após a autorização do bispo de Bayeux-Lisieux, o padre L’Horset o avisou da mensagem de Dozulé. Durante 9 meses, Geraldo foi de Paris a Dozulé, cada fim de semana para fazer uma pesquisa muito séria. Alojado na casa paroquial, interrogou longamente Madalena e diversas testemunhas. Por fim, informou às autoridades religiosas das suas conclusões favoráveis e começou a difusão da mensagem mantida secreta, apesar das ordens de Cristo.

O DEMONIO PROCURA SEDUZIR: APARIÇÃO DE UM FALSO SÃO MIGUEL

Naquela sexta feira, 10 de Dezembro de 1976, convidei Geraldo para vir na capela.

Depois de 20 minutos de recolhimento, vi “o arcanjo Miguel” sair do muro(1) à esquerda do tabernáculo. Ele me disse:

“Eu vos saúdo, dizei a Geraldo que é a ele que me dirijo: Geraldo, vós que tendes acolhido a mensagem com tanto amor, fazei o que vossa consciência vos ditar, depois de cada recolhimento. Vos deixareis guiar por Deus. Não serão chamados filhos de Deus os que não quiserem escutar a mensagem”.

Eu estava dentro da Capela e não me senti transportada ao céu como quando Jesus aparece.

QUADRAGÉSIMA QUINTA APARIÇÃO: A MISSÃO DOS LEIGOS

Sexta feira, 1 de julho de 1977

O senhor padre tinha se dirigido a Caen(ou Bayeux) para ver o bispo. Irmã Bruno também se ausentara. Eu estava apenas com a senhora T. naquele momento, na capela.

Um barulho de estalo e o arcanjo Miguel se apresenta, à esquerda do Santíssimo; me ajoelho diante dele, mas ele me faz um sinal com sua mão esquerda, que está livre, para me aproximar do Santíssimo. Me retiro então, e no momento em que me ajoelho diante do Santíssimo, Este projeta raios vermelhos e brancos, sem que eu veja. Jesus está ali em verdade, pois me sinto impregnada de seus raios.

O arcanjo me diz:

“Eu vos saúdo”.

Me cumprimenta com a cabeça e me diz:

“Piedosa filha ardente de caridade, Deus estabeleceu na Sua Igreja, primeiro os Apóstolos, segundo os profetas, e terceiro os doutores, e qualquer outro que Ele escolhe. Mas vós, neste mundo de hoje, apóstolo e profeta, agi com cada um segundo o vosso coração; o Consolador vos guia. Deus fez conhecer o que deve acontecer amanhã na aurora, dando testemunho do que vistes, ouvistes e tocastes de Jesus Cristo. Ai do mundo, porém, por causa dos padres audazes que lutam e recusam. Deus é cólera contra esta recusa de obediência e sua cólera é cruel. Mas Jesus, o Doce, o Sábio, Seu amor é tão grande pelos homens, que quer salvá-los apesar de tudo, pois esta geração é a mais hipócrita e a pior, mas, por causa dos padres inativos, e porque o dia chegou em que Deus deve julgar o mundo, ele dá a Sua Graça a todos aqueles que o escutem e proclama bem-aventurados os que fazem conhecer Sua Mensagem e põem em prática. Mas vós, Madalena, que tivestes o encargo de a transmitir ao padre, escutai-o e correspondei-lhe. Ficai na paz que Jesus vos deu; meditai em vosso coração e rezai, rezai, pois Jesus chora sobre a degradação de Sua Igreja”

O arcanjo desaparece; em seguida os raios que cercavam o Santíssimo.

QUADRAGÉSIMA SEXTA APARIÇÃO: OBEDIÊNCIA DE MADALENA

Sexta feira, 2 de dezembro de 1977, na capela

Depois da Luz, os raios saem da Hóstia e ouço uma voz que me diz:

“Quereis ter a bondade de entregar vossos manuscritos ao padre designado pelo homem!?”(1)

Foi o que fiz.

(1)O homem que nomeou o novo pároco é o bispo Dom Badré, chamado assim devido a sua recusa de obediência a Cristo que exigia, em 21 de dezembro de 1972, que o padre L’Horset não deixasse a sua paróquia(ver sexta aparição).

QUADRAGÉSIMA SÉTIMA APARIÇÃO: CRISTO PÕE ORDEM

Sexta feira, 3 de fevereiro de 1978, às 18:15

Estive na Capela, de tarde, das 14 às 16 horas, para adorar Jesus. retornei lá às 17:30 horas depois de ter dado o lanche aos meus filhos que voltavam da escola. Creio que me senti atraída à Capela naquela hora. Ouço tocar 18:15 horas na igreja. Ali se encontra apenas uma pessoa idosa, a senhora L.

Exulto de alegria, pois avisto uma Luz que toma todo o lugar do Santíssimo, como das outras vezes, ou seja, não há mais nem Santíssimo, nem altar.

Jesus então me aparece, com as mãos estendidas para mim, como para me acolher. Eu estava tão feliz, pois não tinha visto Jesus em pessoa desde o dia 2 de janeiro de 1976(fim da novena).

Jesus me diz:

“Fazei o sinal da cruz”

Ele levanta os olhos para o céu, junta as mãos à altura do Seu peito e diz:

“Em nome de Meu Pai dos Céus, venho para pôr ordem. Satanás vos seduz. Depois do nono dia das promessas que fiz à humanidade, veio semear a confusão na Minha Mensagem. Mas escutai bem isto”:

Jesus olha para mim:

Quando Deus Pai envia o bem aventurado Miguel, a Luz precede sempre sua vinda e lembrai-vos das Minhas Palavras: “Virão espíritos maus em Meu Nome, que vos seduzirão e virão até mesmo nas vossas casas como anjos de luz. Não acrediteis neles, induzem-vos ao erro. Estejais atentos; eis que estais prevenidos. Viveis o tempo em que satanás está desencadeado com toda a sua força; mas o tempo está muito próximo e Eu venho para vencer o mal”.

Depois abaixa as mãos como para me acolher, e diz:

“Vós Madalena, que sois o único sinal visível para a Minha Mensagem, não mais caireis no erro. Doravante, vo-lo ordeno, fazei o sinal da cruz, desde que uma luz vos aparecer”.

Jesus olha novamente para mim, sorri-me e diz:

“Se for satanás, no mesmo instante, tudo desaparecerá”.

Depois me sorri longamente e diz:

“A Paz permaneça convosco”.

Vêm então as trevas.

As Irmãs tinham saído para a Missa de Brucourt; supus que as portas estavam trancadas e voltei logo para casa a fim de escrever e me tranquei no banheiro-somente esta porta tem chave.

Quase não podia escrever, tanto que chorava. Estava seduzida por satanás e Jesus, na Sua grande bondade, tinha vindo me prevenir. Como não me dei conta disso?

Verdade é que eu não tinha culpa, visto que não estava ciente. Foi por isso sem dúvida que Jesus veio me avisar, a fim de não recair no erro da sedução de satanás.

Jesus, o Doce, o Sábio, veio me salvar por Sua grande bondade, Sua grande misericórdia. Ele me recomenda fazer o sinal da cruz cada vez que uma luz aparecer. Não faltarei nunca.

QUADRAGÉSIMA OITAVA APARIÇÃO:O JULGAMENTO, A NOVA JERUSALÉM

Sexta feira, 7 de julho de 1978, na capela

A Luz me aparece no lugar do Santíssimo, um pouco mais larga do que de costume. Logo faço o sinal da cruz como Jesus me pedira na vez anterior, e digo:

“Se és satanás, desapareça”.

Logo que fiz o sinal da cruz e disse estas palavras, senti uma paz e uma confiança tomar posse de mim. Jesus então aparece, sorri para mim e me diz:

“Dizei-lhes o que vede

(repito então bem alto o que vejo):

“Vejo Jesus sentado(1); diante Dele uma Mesa como o Altar”(mas o altar, o da capela, não estava mais ali; era uma Mesa toda branca, como uma pedra branca. Sobre a Mesa, livros estavam abertos 6 ou 7, não sei exatamente. Depois um outro Livro, também aberto, que Jesus tem em Suas Mãos).

A seguir, diz:

“Quereis ter a gentileza de dizer isto em alta voz?”

Repito cada frase:

“Cuidado, vós todos que tendes ocultado as palavras proféticas que vos têm sido entregues; o Livro que Estou segurando entre Minhas Mãos, é o Livro da Vida(2), que Meu Pai acaba de me conceder o poder de abrir e está nesta Montanha abençoada e Sagrada; lugar que Ele escolheu, que vai se renovar todas as coisas. Aqui vereis a Cidade Santa, a Jerusalém Nova(3). E eis que aparecerá a morada de Deus entre vós. Mas então bater-se-ão no peito os que lutam e recusam escutar as palavras que pronunciou esta humilde serva. Vós a quem tenho pedido anunciar a Minha Mensagem, vós sois culpados de deixar o mundo na ignorância do que deve acontecer logo. Não vos apoiai sobre a vossa própria razão. Por que lutais visto que vos dei minha graça dogmática? Por piedade, Vos Peço que Me escuteis. Meu Coração transborda de misericórdia”.

Jesus se levanta. A Mesa desaparece. Sorri-me longamente, depois Me diz:

“Dizei ao padre e a todos aqueles que encontrareis o que acabais de ver e de ouvir; lembrar-vos-eis disto o dia todo”

Jesus então desaparece de repente e eu caio de novo nas trevas.

(1)- Julgamento das Nações

(2)“Quem não se achava inscrito no Livro da Vida, foi lançado no lago de fogo” (Ap 20,15)

(3) “Vi que descia do Céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, uma Nova Jerusalém” “Eis a Tenda de Deus com os homens; Ele habitará com eles; eles serão seu povo e Ele, Deus- com eles, será o seu Deus” (Ap 21, 2-3).

OS MISTÉRIOS DO LIVRO DA VIDA

Sexta feira, 6 de outubro de 1978

Como quase todos os dias de aula, conduzindo meus filhos para a escola, vou à capela fazer uma visita à Cristo no tabernáculo. Chego às 9 horas; estou sozinha. Exatamente às 9:15, a Luz me aparece. Pensei ir procurar Irmã Bruno, mas não tive tempo: Jesus me apareceu, com as mãos estendidas para mim, como para me acolher. Ele me disse:

“Fazei o sinal da Cruz”.

Ele me sorri sempre. Depois, junta as mãos, e com um ar triste diz:

“Rezai e fazei penitência sem esmorecer”.

Seu semblante estava sério. Ele diz em segredo para mim:

“Pela terceira vez, Madalena, vos Peço ser Meu apóstolo, cumprindo a tarefa que vos pedi. Não temais, sereis odiada por causa de Mim. Mas depois levantar-se-ão filhos da Luz nesta cidade”.

E depois de um silêncio:

“Hoje ainda Me vedes, mas não Me vereis mais, e no entanto continuarei a vos visitar através de Meu Corpo e de Meu Sangue”.

Após uma pausa:

“Mas quando esta Cruz for erguida da terra, então me revelareis, pois naquele momento desvendarei às Igrejas os mistérios que estão escritos no Livro da Vida que acaba de ser aberto. Dizei ao bispo o que acabais de ver e de ouvir”.

Jesus sorri para mim e me diz:

“Apesar das Minhas súplicas, não fiqueis inquieta. Possuís uma sabedoria que ninguém aqui possui. Vossa calma e vosso silêncio são os sinais visíveis da Minha Palavra neste mundo onde dominam a ação e a audácia. Que vosso rosto reflita sempre a presença invisível. Eu vos digo, obedecei ao vosso superior. Só ele está encarregado nesta terra de fazer a vontade de meu Pai. Mas ai do mundo em perigo, porque ele demora”.

Na sequência, sorri para mim e desaparece.

(1)-Madalena tinha recebido a tarefa de fazer conhecer a mensagem nos 320 lares de Dozulé durante a 28ª aparição.

QUINQUAGÉSIMA APARIÇÃO: CONFIRMAÇÃO DA MISSÃO DOS LEIGOS

Nota: o antigo pároco de Dozulé, testemunha dos êxtases de Madalena durante 6 anos, não conseguia crer na 45ª aparição, na qual São Miguel autorizava qualquer homem, mesmo leigo, a fazer conhecer a mensagem de Cristo.

Até esta data, somente os padres e as religiosas estavam encarregados desta missão apostólica.

Por isso a Cúria insistiu com Madalena para fazer cessar a difusão da mensagem pelos leigos.

No dia 28 de julho de 1982, Madalena decidiu fazer uma novena para ser iluminada na decisão a tomar. No mesmo dia, sem o saber, o padre L’Horset começou igualmente a mesma novena.

Nove dias depois, em 6 de agosto de 1982 São Miguel apareceu na Igreja, precedido da luz:

“Eu vos saúdo. Deus, por sua grande bondade, envia-me para dar testemunho da verdade. Depois dos 9 dias de promessas feitas à humanidade, satanás vos seduziu até a minha vinda no primeiro dia do sétimo mês(1). O estrondo que ouvistes, era eu Miguel, que descia do céu de perto de Deus, para expulsar o espírito mau que vos perseguia.

É por causa disso que não vistes a Luz que estava presente. Meu imitador, ele sai da terra, mas por causa da desobediência dos padres.

Jesus dá a Sua graça à todos aqueles que propagam a Sua Mensagem, pois o mundo não deve ficar mais tempo na ignorância do que deve acontecer amanhã na Aurora(2).

Rezai, porém, fazei penitência, o momento está muito próximo em que o imitador será pisado

E tudo desaparece.

(1)- São Miguel informa Madalena que ela foi seduzida de 3 de janeiro de 1976 à 1 de julho de 1977. O arcanjo confirma a autenticidade da 45ª, pela presença da Luz celeste, como o dirá o próprio Cristo na 47ª aparição: “Não mais caireis no erro”. O imitador de São Miguel é o falso São Miguel, o demônio disfarçado, aparecido uma vez a Madalena, em 10 de dezembro de 1976.

(2)- “Como a aurora se espalha sobre as montanhas, um povo numeroso e poderoso” (Joel 2,2), invasão de Gog e Magog anunciada por Joel “na aurora” do dia de Javé”.

Fonte: Editoras Resiac: os segredos de Dozulé Jean stiegler.

Do mesmo autor: A Cruz gloriosa- sinal do filho do homem, 1984 ed. Resiac

O arrependimento mundial, 1987, Ed Resiac

Título do original em francês: NOUVELLES RÉVELATIONS AVANT L’NA 2000

-Les secrets de Dozulé Éditions Du Rucher 1995

Jean Paul Bertrand, éditeur

Tradução: Pe. Michel Cuenot

Declaração: Sua santidade o papa Paulo VI confirmou na data de 14 de outubro de 1966, o decreto promulgado pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sob numero 58/16(AAS) permitindo a publicação dos escritos relativos às aparições sobrenaturais, mesmo sem o nihil obstat da autoridade eclesiástica, desde que esteja conforme a doutrina da Igreja e sob seu Juízo.

“Aquele que ajuda uma
obra de evangelização
tem méritos de
evangelizador”

(Papa São Paulo VI)

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